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A CRÓNICA: RIVALIDADE ACESA NUM JOGO EM QUE O SC BRAGA VENCEU POR TER MAIS CRITÉRIO

Voltou-se ao Estádio Municipal de Braga para presenciar mais um dérbi. SC Braga e Vitória SC defrontaram-se em mais um jogo que retrata a maior rivalidade existente na zona do Minho, desta vez numa partida a contar para o fecho da 22.ª jornada da Primeira Liga.

O jogo começou da melhor forma para os arsenalistas. Mesmo com o Vitória SC por cima, a nível ofensivo, tendo sido a equipa a chegar mais vezes à área nos primeiros cinco minutos, foi o SC Braga a abrir o marcador. No seguimento de uma lançamento de linha lateral efetuado por Sequeira, Abel Ruiz prosseguiu até à lateral da entrada da área e, se o passe não entrou à primeira, acabou por entrar à segunda. Lucas Piázon, no centro da área, fez o que lhe competia e assinalava-se, assim, o 1-0 no marcador.

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Foi uma primeira parte marcada pelas ofensivas dos “Conquistadores”, com bastantes aproximações à área de Matheus, com um SC Braga a jogar no erro do Vitória SC e a aproveitar isso mesmo para atacar em transições rápidas.

Aos 27 minutos, Bruno Rodrigues cabeceou para o segundo golo, no seguimento de um canto, mas o lance acabou invalidado por fora-de-jogo. No entanto, os “Guerreiros” acabaram a primeira parte com chave de ouro, após uma jogada individual exímia de Abel Ruiz que culminou em golo. O avançado do SC Braga baralhou o defesa e rematou para o 2-0, a cinco minutos do intervalo.

Quem podia ter diminuído a vantagem no último lance da primeira metade foi Marcus Edwards, através da conversão de um livre, mas a bola embateu no poste da baliza de Matheus e tudo permaneceu igual à ida para os balneários.

Com a chegada da segunda parte, o Vitória SC entrou muito mais aguerrido em campo. Os “Conquistadores” criaram duas ocasiões flagrantes de golo logo nos primeiros minutos e alertaram para o perigo que podiam criar, mas faltava-lhes o sucesso para inserir a bola na baliza.

Mesmo com os vitorianos a carregar ofensivamente e a pressionar o SC Braga, nada parecia acontecer a favor da equipa de João Henriques. As substituições elaboradas pareceram não surtir efeito e tudo continuava na mesma.

Com isto, a equipa de Carlos Carvalhal ainda aumentou a vantagem nos minutos finais do encontro. Aos 85 minutos, Sporar recebeu a bola no meio-campo, rasgou pelo terreno fora e rematou para o fundo da baliza de Bruno Varela.

Tudo terminou com a goleada por três golos sem resposta a favor do SC Braga, num jogo em que os “Guerreiros” se sobrepuseram aos “Conquistadores” por terem mais critério ofensivo.

 

A FIGURA

Setor ofensivo do SC Braga – O entrosamento entre os membros do setor atacante do SC Braga foi predominante naquilo que foi a construção de jogo e do resultado. Mesmo com as alterações efetuadas pelo treinador Carlos Carvalhal, quando era pedido aos arsenalistas para atacar, faziam-no de forma tranquila – o que se refletiu no resultado.

 

O FORA DE JOGO

Falta de critério do Vitória SC – Foi um dos fatores que mais prejudicou o Vitória SC no jogo – a falta de critério no último terço. Foram a equipa que mais tempo esteve por cima, com um número bastante relevante de aproximações à área de Matheus, mas a não existência de critério na finalização pecou por escassa.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal montou um 4-4-2 nos momentos defensivos, mas moldável num 4-2-3-1, com Ricardo Esgaio e Sequeira muito subidos no que toca às suas posições como laterais.

Com uma linha defensiva composta pelos jogadores acima citados nas laterais e Tormena na zona central, Bruno Rodrigues fez-se titular no dérbi do Minho, na zona central da defesa.

O meio-campo acabou ocupado por cinco jogadores, com Al Murasti e Fransérgio sendo os mais recuados, com a tarefa de fazer a ligação entre setores na construção de jogo. Os restantes, Galeno, Ricardo Horta e Lucas Piazón, eram os homens mais avançados, encarregues de servir Abel Ruiz e levar a bola o mais próximo possível da área do Vitória SC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Sequeira (6)

Tormena (6)

Bruno Rodrigues (6)

Ricardo Esgaio (6)

Lucas Piázon (7)

Al Murasti (6)

Fransérgio (6)

Galeno (6)

Ricardo Horta (7)

Abel Ruiz (7)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (6)

Nico Gaitan (6)

Sporar (7)

André Horta (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques optou pelo já habitual 4-3-3, com os laterais Mensah e Ouattara bastante subidos aquando da construção de jogo. A restante linha defensiva foi ocupada por Jorge Fernandes e Abdul Mumin na zona central, com Bruno Varela na guarda da baliza.

O meio-campo foi composto por três homens: André Almeida, André André e Pepelu. Este último estava encarregue de fazer a ligação com o setor defensivo, enquanto os restantes se ligavam ao setor atacante, composto por Rochinha e Marcus Edwards, no apoio à zona ocupada por Bruno Duarte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (5)

Ouattara (5)

Jorge Fernandes (6)

Abdul Mumin (6)

Mensah (5)

Pepelu (6)

André Almeida (6)

André André (6)

Marcus Edwards (5)

Rochinha (6)

Bruno Duarte (5)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Quaresma (5)

Mikel Agu (5)

Ruben Lameiras (5)

Noah Holm (5)

Miguel Luís (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Vitória SC

BnR: O Vitória SC entrou mais aguerrido na segunda parte, mas não foi o suficiente para ter sucesso. Para além dos golos, o que faltou para conseguir arrecadar pontos?

João Henriques: Não fomos competentes, não enquadrámos. O adversário acabou por ser superior a nós. Apesar disso, tivemos mais remates enquadrados, tivemos mais presenças na área, mas estatísticas não valem de nada. Disse na antevisão que não queria só jogar, queria vencer, mas não conseguimos. Faltou a eficácia e, aí, o nosso adversário acabou por ser melhor. Tivemos de ser mais agressivos e pragmáticos no momento da pressão para não deixar o adversário chegar. Foi um lançamento da linha lateral aos cinco minutos, um segundo golo onde deixámos o adversário virar para a baliza e rematar.

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