A CRÓNICA: A HISTÓRIA QUE NÃO MUDA 

A primeira parte na cidade de Guimarães iniciou-se com um espírito diferente do Vitória SC reconhecido nesta segunda volta da Primeira Liga Portuguesa.

O desempenho da equipa na partida animou os adeptos, sendo que o Promocode Betmotion pode potencializar ainda mais a experiência nos próximos confrontos. E atenção que, em cinco passos, qualquer pessoa pode garantir estas vantagens.

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A equipa de Bino Maçães entrou no dérbi vimaranense decidida a acabar com as intrigas que existiam em relação à visita no Estádio Dom Afonso Henriques, colocando logo na primeira parte dois golos nada amigáveis.

As oportunidades surgiram desde cedo para a equipa da casa, começando com o avançado colombiano, Óscar Estupinan, a tentar descobrir os caminhos até à baliza de Pasinato. No entanto, o marcador é apenas estreado pelo jogador mais novo da formação vitoriana e, até, da partida. Com 18 anos, André Amaro estreia-se a marcar pela equipa principal, após um excelente cruzamento de Rochinha.

A formação do Vitória SC não para de dar cartas no jogo e apenas quatro minutos depois, André Almeida choca a cidade de Guimarães com um golaço de fora da grande área para uma defesa não concretizável para o guarda-redes brasileiro.

Contrariando a dominância da formação vitoriana, a segunda parte trouxe consigo um Moreirense mais atrevido e sem medo de entrar no meio-campo vitoriano.

Apresentando uma tentativa de estrear a baliza de Bruno Varela, a equipa de Vasco Seabra viu-se forçada a explorar todo o tipo de opções. No entanto, o Vitória SC demonstrou-se destro e habilidoso a tratar da sua defesa. Aos 60’, David Simão procura Yan através de um passe em profundidade, sendo intersetado por Varela na entrada da baliza vitoriana, deixando um Yan queixoso na área. Apesar da revolta do banco de Moreira de Cónegos, o árbitro assinala apenas posição irregular.

O marcador mantém-se inalterado após o apito final dado por Vítor Ferreira. A história prevalece e Moreirense demonstra a dificuldade que ainda permanece para marcar um golo no Dom Afonso Henriques.

 

A FIGURA

Formação do Vitória SC – a formação vitoriana exibiu a espada empunhada por D. Afonso Henriques. Os “meninos” A. Amaro e A. Almeida foram verdadeiros balões de oxigénio e estiveram irrepreensíveis face a um Moreirense FC amorfo. A irreverência foi a pedra de toque e a chave que arrombou a fechadura deste embate em formato derby. Resta segurar as pérolas e continuar a apreciação….

O FORA DE JOGO
Fonte: Bola na Rede / Diogo Cardoso

Moreirense FC – a primeira parte amorfa e de reduzida entrega comprometeu as aspirações dos cónegos no embate com o eterno rival. E, na segunda metade, quando se esperava uma resposta no sentido contrário, permaneceu a incontinência ofensiva. Ainda bem que não houve candidatura a um possível lugar de campanha europeia….

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

No desaire frente ao CD Nacional, o técnico gizou um 3-4-3: eixo defensivo composto por uma linha de três centrais onde constou o até aí ausente Sílvio; meio campo com notório reforço em quantidade e pulmão (Pepelu e A. André eram apoiados por Rúben Lameiras e F. Sacko e serviam de suporte à liberdade criativa levada a cabo por Edwards e A. Almeida, companheiros na frente de ataque de O. Estupiñán.

Hoje, diante do Moreirense FC, observa-se o regresso à linha de quatro defesas (Suliman rende Jorge Fernandes, Sílvio é deslocado para a esquerdo e F. Sacko recua um terço no terreno); G. Mensah constitui a surpresa na tela pintada por Bino Maçães, surgindo como uma espécie de médio interior esquerdo; no terço mais ofensivo, Rochinha dizia outra vez presente e relegava M. Edwards.

Na primeira metade, os vimaranenses aproveitaram a pouca concentração e a ausência do encurtamento de espaços e movimentos interiores por parte do Moreirense FC. A subida das linhas permitiu o facto de não conceder a discussão da partida ao adversário. Pepelu e A. André dominaram o meio-campo e ganharam a maior parte dos duelos disputados, Rochinha e Mensah reuniram sempre em si a preocupação de respeitar as primeiras fases de construção, Sacko ocupava a profundidade de modo incessante e Estupiñán desgastava a defesa.

A segunda parte debruçou-se apenas e só no controlo da partida. O Vitória SC dadivou o adversário com posse de bola e iniciativa de pauta de jogo, investindo em situações de contra-golpe de potencial perigo. As substituições não alteraram, no objetivo previamente definido, quase nada e a gestão de esforços resultou na perfeição.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

B. Varela (7)

F. Sacko (7)

E. Suliman (7)

A. Amaro (8)

Sílvio (6)

A. André (7)

Pepelu (7)

G. Mensah (7)

A. Almeida (8)

O. Estupiñán (6)

Rochinha (7)

SUBS UTILIZADAS

B. Duarte (4)

R. Lameiras (4)

Quaresma (4)

Janvier (4)

Mumin (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Defronte do FC Porto, o Moreirense FC adotou uma estratégia nomeadamente utilizada em jogos grandes: um 3-4-2-1 com Walterson e Abdu Conté responsáveis pela realização dos flancos integralmente, enquanto que o quadrado disposto no centro do terreno (D. Simão – F. Pacheco – F. Soares – Yan) se ocupava, defensivamente, da manutenção da coesão e da pressão imediata sobre o portador da bola e de, ofensivamente, servir e triangular com o solitário R. Martins.

No D. Afonso Hneriques, Vasco Seabra erigiu um 4-4-2: no setor mais recuado, brotou a novidade Afonso Figueiredo em detrimento de A. Conté; no meio, a ausência de F. Soares obrigou a uma linha com preocupações dirigidas para a contenção: estava destinado o seu papel a Yan, o único jogador com características semelhantes às suas e capazes de levitar em certos momentos da partida.

Durante os 45 minutos iniciais, o Moreirense FC foi incapaz de suster as investidas vimaranenses. Até nas bolas paradas defensivas, parâmetro que prima pelas boas prestações, os cónegos caíram na armadilha e sofreram o tento inaugural junto do primeiro poste. A demanda insistente pela profundidade, pelas costas da defesa e pelo invocar de entrelinhas possibilitava a quase sempre assídua antecipação adversária.

Na segunda metade, esperava-se uma transformação emocional do Moreirense FC: com uma desvantagem de dois golos, era expectável a entrada com o máximo ímpeto de modo a reduzir distâncias desde cedo. Só com a entrada de F. Soares se começou a segmentar o critério aquando das situações ofensivas. Mesmo assim, reinou o caráter inofensivo dos cónegos…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

M. Pasinato (6)

L. Rosic (6)

Ferraresi (6)

A. Ba (5)

A. Figueiredo (5)

A. D’Alberto (4)

F. Pacheco (6)

A. Soares (5)

D. Simão (5)

Yan (5)

R. Martins (6)

SUBS UTILIZADAS

Walterson (4)

F. Soares (6)

A. Conté (4)

Franco (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Como o mister disse, a primeira parte primou pela boa exibição e a segunda pela gestão de esforços e do próprio resultado. A chave do triunfo esteve no facto de ter marcado dois golos num período de tempo pouco espaçado?

Bino Maçães: Não, é sempre, nós temos visto neste campeonato a dificuldade de vencer jogos, o primeiro que marca normalmente tem essa vantagem e vence. Temos o exemplo do jogo contra o Nacional, onde eles marcaram cedo e nós tivemos muita dificuldade depois a entrar nas linhas. Importante para a equipa que estava a passar por uma instabilidade. O adversário tem qualidade e sabíamos que daria trabalho para entrar nos espaços. Mas sim, os golos na primeira parte foram importantes para gerir os resultados.

Moreirense FC

BnR: Filipe Soares e A. Conté são jogadores preponderantes na manobra ofensiva do Moreirense FC 2020/2021. A não entrada dos mesmos no onze quebrou algumas rotinas já gizadas com eles e acabou por esvair a retirada de pontos ao adversário?

Vasco Seabra: Não, nós se colocamos outros jogadores é porque confiamos neles. O Filipe e o Abdu são jogadores importantes para as equipas, dai os minutos, mas muito mais que isso foi uma entrada em equipa que não aconteceu da melhor forma. Já entramos em campo com esses jogadores e também não correu bem de igual forma. Queremos jogadores frescos, foi por isso. E não é por essas análises pessoais que levamos pontos daqui.

Rescaldo de opinião de Ana Beatriz Martins e Romão Rodrigues

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