O Vitória FC venceu o CD Aves por quatro bolas a uma, numa partida marcada pelas más condições atmosféricas. A turma de José Couceiro amealhou três pontos cruciais, que afastam a equipa de Setúbal cada vez mais da zona de despromoção.

A partida começou com uma hora de atraso, devido às más condições do relvado do estádio do CD Aves. A equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, deu luz verde ao início da partida após um longo período de espera. A equipa da casa, após duas derrotas consecutivas, tentou controlar as operações da partida. Amilton esteve perto de inaugurar o marcador ainda dentro dos primeiros dez minutos, mas o remate saiu ao lado da baliza defendida por Cristiano. O avançado brasileiro foi um dos mais ativos a fase inicial do encontro, tentando encontrar espaços no setor mais recuado do xadrez de José Couceiro.

A chuva não deu tréguas e intensificou-se aos 35 minutos de jogo, afetando a qualidade de jogo. Os avenses continuavam mais perigosos, graças às combinações, na ala direita, entre Rodrigo e Amilton. O destino quis que o primeiro golo surgisse do lado oposto. Ao minuto 44, Braga serviu Farina e o argentino carimbou o seu segundo golo da temporada. No meio do temporal, foram os locais que conseguiram levar a vantagem no marcador para as cabines.

Durante o intervalo a chuva parou e não voltou durante o resto da partida. As condições climatéricas já convidavam a um melhor futebol mas a desinspiração de ambas as partes não deixaram que a segunda parte começasse atrativa para quem estava presente. Um CD Aves mais encolhido contra um Vitória FC com poucos argumentos, assim foi o arranque da segunda parte.

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Ao minuto 13 da segunda parte Rodrigo foge à marcação de Nuno Pinto e cruza a bola para Nildo Petrolina. O brasileiro podia e devia ter feito melhor, até porque, na jogada imediatamente a seguir, o Vitória FC empatou a partida. Se a moral “Quem não marca sofre” algum dia precisar de ilustração, este momento do jogo é exemplo perfeito.

Costinha rematou forte do lado direito da área. A bola passou por Cristiano e Edinho foi ter a certeza que a bola entrava. O internacional português foi imediatamente buscar a bola ao fundo das redes e pediu que os seus colegas se apressassem na reposição de bola, num sinal de que o Vitória FC não estaria satisfeito com este empate.

O CD Aves procurou ativamente responder ao golo sofrido e voltou a agarrar o jogo, se bem que com pouca qualidade. Ao minuto 65 Diego Galo apareceu isolado em resposta a um canto mas cabeceou muito mal a bola. Ficou o arrepio na espinha de Cristiano.

Ao minuto 72, sem que nada o fizesse prever, Edinho bisou e pôs os sadinos na frente do marcador. Ficou no estádio a dúvida se a bola teria entrado, mas Tiago Martins prontamente validou o golo.

Em desvantagem, o CD Aves mostrou-se incapaz de responder e até algo emocionalmente abatido. Prova disso são os espaços que iam dando no seu meio-campo ao Vitória FC.

Se de um lado o CD Aves estava desmotivado, do outro Edinho, embalado pelos golos, ia procurando o hat-trick. Ficou perto ao minuto 74, quando cabeceou a bola ao poste da baliza adversária, e acabaria mesmo por consegui-lo com um grande golo ao minuto 76. Um hat-trick em 19 minutos e um jogo que parecia estar na gaveta. Mas Edinho estava focado em fazer desta noite uma para um dia contar aos netos. Quando Costinha caiu dentro de área, Edinho foi imediatamente buscar a bola para bater a grande penalidade. Converteu-a com qualidade e completou assim o poker: quatro golos em 27 minutos.

Com esta derrota o CD Aves mantém os 25 pontos e pode cair para zona de despromoção ainda esta jornada. Do outro lado chegou um tão necessário balão de oxigénio: os sadinos somam agora 28.

CD Aves: Adriano, Diego Galo, Jorge Felipe, Rodrigo, Lenho (Baldé, 66), Farina (Guedes, 61), Tissone, Braga (Paulo Machado, 84), Nildo, Amilton e Derley.

Vitória FC: Cristiano, Yohan Tavares, Nuno Reis, Patrick, Nuno Pinto, Semedo, Bonilha, Teixeira (Arnold, 72), Edinho, Costinha e André Pereira (Podstawski, 75).