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CD Aves 1-4 Vitória FC: “Show” de Edinho garante três pontos aos sadinos

Redação BnR · 5 min

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Rescaldo de Luis Rocha e João Filipe Coelho, redatores BnR

O Vitória FC venceu o CD Aves por quatro bolas a uma, numa partida marcada pelas más condições atmosféricas. A turma de José Couceiro amealhou três pontos cruciais, que afastam a equipa de Setúbal cada vez mais da zona de despromoção.

A partida começou com uma hora de atraso, devido às más condições do relvado do estádio do CD Aves. A equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, deu luz verde ao início da partida após um longo período de espera. A equipa da casa, após duas derrotas consecutivas, tentou controlar as operações da partida. Amilton esteve perto de inaugurar o marcador ainda dentro dos primeiros dez minutos, mas o remate saiu ao lado da baliza defendida por Cristiano. O avançado brasileiro foi um dos mais ativos a fase inicial do encontro, tentando encontrar espaços no setor mais recuado do xadrez de José Couceiro.

A chuva não deu tréguas e intensificou-se aos 35 minutos de jogo, afetando a qualidade de jogo. Os avenses continuavam mais perigosos, graças às combinações, na ala direita, entre Rodrigo e Amilton. O destino quis que o primeiro golo surgisse do lado oposto. Ao minuto 44, Braga serviu Farina e o argentino carimbou o seu segundo golo da temporada. No meio do temporal, foram os locais que conseguiram levar a vantagem no marcador para as cabines.

Durante o intervalo a chuva parou e não voltou durante o resto da partida. As condições climatéricas já convidavam a um melhor futebol mas a desinspiração de ambas as partes não deixaram que a segunda parte começasse atrativa para quem estava presente. Um CD Aves mais encolhido contra um Vitória FC com poucos argumentos, assim foi o arranque da segunda parte.

Ao minuto 13 da segunda parte Rodrigo foge à marcação de Nuno Pinto e cruza a bola para Nildo Petrolina. O brasileiro podia e devia ter feito melhor, até porque, na jogada imediatamente a seguir, o Vitória FC empatou a partida. Se a moral “Quem não marca sofre” algum dia precisar de ilustração, este momento do jogo é exemplo perfeito.

Costinha rematou forte do lado direito da área. A bola passou por Cristiano e Edinho foi ter a certeza que a bola entrava. O internacional português foi imediatamente buscar a bola ao fundo das redes e pediu que os seus colegas se apressassem na reposição de bola, num sinal de que o Vitória FC não estaria satisfeito com este empate.

O CD Aves procurou ativamente responder ao golo sofrido e voltou a agarrar o jogo, se bem que com pouca qualidade. Ao minuto 65 Diego Galo apareceu isolado em resposta a um canto mas cabeceou muito mal a bola. Ficou o arrepio na espinha de Cristiano.

Ao minuto 72, sem que nada o fizesse prever, Edinho bisou e pôs os sadinos na frente do marcador. Ficou no estádio a dúvida se a bola teria entrado, mas Tiago Martins prontamente validou o golo.

Em desvantagem, o CD Aves mostrou-se incapaz de responder e até algo emocionalmente abatido. Prova disso são os espaços que iam dando no seu meio-campo ao Vitória FC.

Se de um lado o CD Aves estava desmotivado, do outro Edinho, embalado pelos golos, ia procurando o hat-trick. Ficou perto ao minuto 74, quando cabeceou a bola ao poste da baliza adversária, e acabaria mesmo por consegui-lo com um grande golo ao minuto 76. Um hat-trick em 19 minutos e um jogo que parecia estar na gaveta. Mas Edinho estava focado em fazer desta noite uma para um dia contar aos netos. Quando Costinha caiu dentro de área, Edinho foi imediatamente buscar a bola para bater a grande penalidade. Converteu-a com qualidade e completou assim o poker: quatro golos em 27 minutos.

Com esta derrota o CD Aves mantém os 25 pontos e pode cair para zona de despromoção ainda esta jornada. Do outro lado chegou um tão necessário balão de oxigénio: os sadinos somam agora 28.

CD Aves: Adriano, Diego Galo, Jorge Felipe, Rodrigo, Lenho (Baldé, 66), Farina (Guedes, 61), Tissone, Braga (Paulo Machado, 84), Nildo, Amilton e Derley.

Vitória FC: Cristiano, Yohan Tavares, Nuno Reis, Patrick, Nuno Pinto, Semedo, Bonilha, Teixeira (Arnold, 72), Edinho, Costinha e André Pereira (Podstawski, 75).

FIGURA:

Fonte: Vitória FC

Edinho – O internacional português foi fulcral na reviravolta sadina na Vila das Aves. O avançado do Vitória esteve no sítio certo, à hora certa e, num espaço de 27 minutos, fez um “poker”. Apesar de passar despercebido em algumas fases do jogo, Edinho mostra que ainda não perdeu o instinto goleador e disse “presente” na altura que a turma de Setúbal mais precisava.

FORA DE JOGO:

Fonte: CD Aves

José Mota – Apesar da vantagem ao intervalo, o Aves sofreu um golo com apenas 13 minutos do segundo tempo. José Mota reagiu e colocou Guedes em campo, em detrimento de Farina. Esta opção destabilizou a equipa avense e, minutos mais tarde, o Vitória FC colocou-se em vantagem. A decisão precipitada do timoneiro do CD Aves provocou instabilidade no miolo da equipa da casa, deitando por “água abaixo” o resultado construído no primeiro tempo.

CONFERÊNCIA BnR:

BnR: O Vitória sofreu um golo perto do fim da primeira parte, o que pode ter afetado psicologicamente a sua equipa. Qual foi o conselho que deu à sua equipa no intervalo, que se tornou o mote para a reviravolta do Vitória?

José Couceiro: Um golo antes do intervalo afeta e numa equipa que não ganha muitas vezes, ainda afeta mais. Acima de tudo, penso que estávamos a ter pouco peso na área e não nos adaptamos bem às condições do terreno. O Vitória tem uma identidade no seu jogo e sabíamos tínhamos de jogar mais na área. Fizemos por isso e abordamos o jogo com dois pontas-de-lanças e penso que conseguimos ter mais peso na área na segunda parte. Queria dar uma palavra ao Edinho, já que não é normal marcar quatro golos numa equipa da nossa classificação. Para ele, é uma noite memorável.

BnR: Acredita que aquilo que falou, no lançamento da partida, sobre a paragem poder não vir a ser benéfica para o Aves, se refletiu no campo?

José Mota: Penso que não seja por aí. Fizemos uma primeira parte interessante, claro que o estado do terreno não estava bom mas a forma como jogamos foi interessante. Grande parte das ocasiões do Setúbal surgiram de lances infelizes da nossa equipa. Penso que não seja por isso, mas realmente é sempre importante jogar de domingo a domingo, porque faz com que estejamos mais integrados.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Redação BnR

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