A CRÓNICA: CAPITÃO STEVEN OFERECEU A VITÓRIA PELA MARGEM MINIMA

A atravessar aquele que deverá ser o pior momento de forma na época 20/21, para ambas as equipas, o CD Nacional e o Moreirense FC subiram ao relvado do Estádio da Madeira para disputar a jornada 14 da Primeira Liga, com um jogo bem ‘quentinho’ em perspetiva contrapondo com o frio que se tem feito sentir nas zonas altas da Madeira por estes dias.

O jogo até começou algo ´morno´, com a lesão do avançado do Moreirense Derik logo aos cinco minutos que ocasionou uma paragem momentânea no jogo. Após isso, a formação de Moreira de Cónegos era quem criava mais situações de perigo, com Yan Matheus a marcar um livre direto para um defesa com estilo de Piscitelli.

Á meia-hora de jogo, só dava Moreirense. Foi a equipa mais agressiva, mais pressionante, que melhor futebol disputou a nível ofensivo, só faltava o golinho. Por outro lado, que os madeirenses eram uma equipa inanimada, com muitas falhas na construção e na desconstrução. Mais cedo falava, mais cedo o Nacional ´acordava´ para o jogo, cirando a sua primeira grande aparição junto da baliza de Pasinato aos 31´minutos com um remate, ligeiramente, ao lado da baliza do Moreirense.

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Daí em diante, os ´alvinegros´ disponibilizaram-se com maior virtude para o jogo e as oportunidades apareceram com mais frequência, inclusivamente, no tempo de compensação da primeira parte, Kenji Gorré teve duas ocasiões flagrantes na cara do Pasinato, que este não aproveitou.

No início do segundo tempo, o equilíbrio entre as duas equipas foi mais evidente, e ambas ião tendo posse de bola, no entanto sem perturbar nenhum dos guardiões. O tempo ia passado e Luís Freire ficava mais impaciente, tanto que, enviou Francisco Ramos e Witi para o terreno de jogo, retirando Azouni e o lateral esquerdo João Vigário, aos 63´minutos.

Contudo, a primeira grande oportunidade da segunda parte só apareceu aos 74´ minutos e foi para a equipa ´alvinegra´, em que Riascos não respondeu da melhor maneira a um cruzamento de Witi, depois de um trabalho formidável pela esquerda, do mesmo. Como “quem não marca, sofre” o Moreirense foi à frente tentar a sua sorte e após falta de Rúben Micael num livre direto de Filipe Soares, Steven Vitória cabeceou para o fundo das redes de Riccardo Piscitelli.

Até final, o CD Nacional esteve sempre a correr atrás do prejuízo, forçando, ao máximo, o golo, que poderia ter aparecido no último lance do jogo, não fosse a bola ter ficado presa na barreira num livre direto, assinalado por Vitor Ferreira, batido por Rochez.

A FIGURA


Steven Vitória – Foi um autêntico centralão. Aos 34 anos de idade, continua a mostrar valor nesta equipa do Moreirense. Foram várias as situações em que foi chamado a intervir, e fê-lo da melhor maneira. Forte no desarme e forte no controlo à profundidade, aliando ainda, ao facto de ter sido o marcador do golo que deu a vitória à sua equipa.

O FORA DE JOGO


João Vigário – Até tem estando bem nos últimos jogos, mas hoje esteve muito abaixo do que aquilo que é capaz. Mal atacar e mal a defender. Não deu soluções à sua equipa no momento ofensivo, e no capítulo defensivo esteve muito mal a fechar a profundidade, não conseguido ter um bom relacionamento com Lucas Kal, central esquerdo. Foi um lateral muito macio e por isso, não acrescentou nada ao desenho tático de Luís Freire.

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para esta partida frente ao Moreirense FC, Luís Freire continuou a utilizar um sistema de 4-3-3 ofensivo no CD Nacional. Com o italiano Riccardo Piscitelli a substituir o lesionado Daniel Guimarães, habitual titular em jogos para o campeonato. Na defesa, Rúben Freitas à direita, Pedrão e Lucas Kal ao centro, e João Vigário à esquerda, formaram assim, o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente jogaram mais libertos, o madeirense e capitão Rúben Micael e o tunisino Azouni. Nas alas, destaque para o colombiano Brayan Riascos, que tem vindo a jogar mais deslocado para as pontas, assim como, Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensivo, o hondurenho Bryan Rochez.

O CD Nacional foi uma equipa a jogar em passe curto, a tentar joga a toda a largura do campo, pelos pés de Nuno Borges que recuava para entre os centrais, a fim de sair a jogar. Defensivamente, os madeirenses na primeira parte foram uma equipa conservadora e algo passiva no ataque ao homem que possuía a bola, o que poderia ter trazido alguns dissabores.

Na segunda metade, depois do golo sofrido, Luís Freire optou por substituir o capitão Rúben Micael, pelo extremo João Victor, tornando assim, a equipa mais ofensiva, destacada para um 4-4-2 com os dois Bryans na frente de ataque, jogando preferencialmente pelas alas, de modo a cruzar para área.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (5)

Rúben Freitas (4)

Lucas Kal (4)

Pedrão (5)

João Vigário (3)

Nuno Borges (SC) (5.5)

Azouni (3)

Rúben Micael © (4)

Kenji Gorré (4)

Rochez (4)

Brayan Riascos (5)

SUBS UTILIZADOS

Witi (5)

Francisco Ramos (4)

João Camacho (-)

João Victor (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Para a deslocação à ilha da Madeira, Vasco Seabra optou por aplicar um 4-3-3 ofensivo. O belga D´Alberto à direita, Ferraresi e o capitão Steven Vitória a centrais, e à esquerda Adbu Conté. O responsável por fechar entre linhas foi Fábio Pacheco, com Alex Soares e Filipe Soares à sua frente. Walterson e Yan Mathues jogaram nas alas e Derik como referência ataque, no entanto saiu do jogo logo aos 5´minutos por lesão, entrando para o seu lugar o brasileiro Rafael Martins.

A formação de Moreira de Cónegos optou por tentar dominar a posse de bola, tentado sair a jogar através, quer dos centrais, quer do seu médio defensivo Fábio Pacheco. Ao nível do posicionamento, os jogadores do Moreirense demonstraram uma grande flexibilidade, empenhando-se nas trocas de bola rápida, fosse ao centro, fosse nas alas. Ao nível defensivo, os ´cónegos´ estiveram muito bem no primeiro tempo ao jogar em pressão alta, sempre a tentar tapar as linhas de passe do adversário, com uma densidade defensiva algo alta, com o intuito de perturbar o jogo do Nacional.

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mateus Pasinato (5.5)

D´Alberto (4)

Ferraresi (5)

Steven Vitória © (6.5)

Abdu Conté (5)

Fábio Pacheco (SC) (6)

Filipe Soares (6)

Alex Soares (5)

Yan Matheus (5)

Derik (-)

Walterson (4)

SUBS UTILIZADO

Rafael Martins (5)

Matheus Silva (5)

Lucas Silva (-)

David Tavares (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional

BnR: Mister, só no momento a seguir ao golo (do Moreirense) é que optou por utilizar dois pontas da lança, porque não o fez mais cedo?

Luís Freire: “Porque antes de sofrermos o golo nós estávamos por cima do jogo. Tínhamos acabado de produzir uma oportunidade clara de golo com o Riascos, e a nossa intenção era construir jogo com o Rúben (Micael). O (Chico) Ramos era também, um jogador com maior capacidade de chegada, tínhamos o Camacho acabado de entrar, portanto tínhamos Camacho, Ramos, Rochez, Riascos na frente. Tínhamos o Witi (também lançado na segunda parte) que foi quase um extremo. Refrescamos as alas. Tivemos ocasiões de golo e não marcamos. Não ia desequilibrar a equipa totalmente, fizemos isso quando foi mesmo para arriscar e nem por isso a equipa teve mais oportunidades de golo. Quando sofremos o golo, estávamos bem no jogo. O Moreirense ficaria satisfeito com um ponto e levou três, e nós estávamos insatisfeitos com um e acabamos a não levar nenhum. “

BnR: Mister a sua equipa no campeonato, contando já com este jogo, apenas tem 2 golos fora, a que se deve tanta falta de eficácia?

Vasco Seabra: “Nos começamos a 10 dias, mas aquilo que vimos no jogo de hoje, foi a nossa equipa a conseguir ter mais chegada no último terço, a ter muitas oportunidades, com a possibilidade de pudermos materializar e finalizar, portanto estou satisfeito com aquilo que nos produzimos em termos ofensivos no jogo fora. Esta vitória traz-nos mais calor. Ficamos muitos satisfeitos com aquilo que produzimos hoje num campo, extraordinariamente, difícil e sermos valorizadores daquilo que temos construído.”

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