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O futuro do CD Nacional no principal escalão do futebol português ficou seriamente comprometido após nova derrota no seu terreno, desta feita frente ao Rio Ave FC.

Com o término do campeonato a aproximar-se rapidamente, o emblema insular encontrava-se encostado às cordas e a precisar desesperadamente de uma vitória capaz de relançar a equipa no sprint final pela manutenção. A tarefa não se afigurava nada fácil, tendo pela frente um Rio Ave que ainda discutia com o Marítimo o sexto lugar e a consequente vaga europeia.

A quatro jornadas do final, os alvinegros ocupavam o último lugar da tabela classificativa com 20 pontos, menos três que o Tondela e a cinco da ‘linha de água’, onde se encontrava o Moreirense. A vitória era, por isso, o único resultado que interessava.

A tarde era fria e cinzenta, com a chuva a ameaçar e, juntando-se à má temporada do Nacional, contribuiu para a pouca presença dos adeptos no estádio.

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Começou melhor, ainda assim, a equipa da casa, conseguindo construir boas jogadas ofensivas e levando mesmo a bola ao ferro da baliza de Cássio. Os bons minutos iniciais despertaram os adeptos que se faziam ouvir.

Chegando ao primeiro quarto de hora, o ímpeto nacionalista diminuiu ligeiramente e a estratégia dos vilacondenses tornava-se evidente. O Rio Ave procurava os contra-ataques rápidos e fazia-o de forma perigosa, com Héldon e Gil Dias como principais fontes de desequilíbrios. Luís Castro sabia que os donos da casa precisavam de pontuar e procurou jogar com isso, entregando a iniciativa ao adversário, mas com pouca eficácia na finalização.

Quando o árbitro Jorge Sousa apitou para o intervalo, o empate a zero persistia, mas o jogo era interessante e bem disputado. O Nacional fazia quase tudo bem, mostrando-se uma equipa serena e com alguns pormenores afinados em relação aos jogos anteriores. Aos madeirenses faltava apenas melhor definição no último terço para dar seguimento à boa exibição. Já Luís Castro, que se mostrara algo insatisfeito com alguns aspetos do jogo da sua equipa tinha a oportunidade de corrigir a estratégia.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

A palestra acabou mesmo por surtir efeito e o Rio Ave reentrou mais afoito, acabando mesmo por chegar ao golo aos 49 minutos, quando Tarantini aproveitou a recarga para inaugurar o marcador. João de Deus, consciente da situação precária para os alvinegros, esgotou as substituições em dez minutos.

Os forasteiros, contudo, estavam por cima do jogo e controlavam-no a seu bel-prazer, evidenciando um futebol bonito e bem orquestrado. Resultado disso mesmo, aos 74 minutos e, no seguimento de uma boa jogada de Rúben Ribeiro, surge o momento da partida, num grande golo de Krovinovic.

Até ao fim o Nacional ainda tentou esboçar uma reação, mas acabou por desperdiçar as oportunidades que teve, transparecendo claramente a quebra psicológica. Os madeirenses não conseguiram aproveitar o deslize do Tondela, que jogava no Bessa à mesma hora, e veem assim o seu futuro cada vez mais negro. Após o apito final, João de Deus reuniu os seus jogadores no centro do terreno para lhes endereçar algumas palavras de conforto e motivação, antes da próxima jornada que poderá consumar a despromoção.

Foto de Capa: Bola na Rede