Última horaSporting avança por guarda-redes em final de contrato
Publicidade

CD Nacional 0-2 Rio Ave FC: Choupana com vista para a Segunda

Marco António Milho · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Nacional

O futuro do CD Nacional no principal escalão do futebol português ficou seriamente comprometido após nova derrota no seu terreno, desta feita frente ao Rio Ave FC.

Com o término do campeonato a aproximar-se rapidamente, o emblema insular encontrava-se encostado às cordas e a precisar desesperadamente de uma vitória capaz de relançar a equipa no sprint final pela manutenção. A tarefa não se afigurava nada fácil, tendo pela frente um Rio Ave que ainda discutia com o Marítimo o sexto lugar e a consequente vaga europeia.

A quatro jornadas do final, os alvinegros ocupavam o último lugar da tabela classificativa com 20 pontos, menos três que o Tondela e a cinco da ‘linha de água’, onde se encontrava o Moreirense. A vitória era, por isso, o único resultado que interessava.

A tarde era fria e cinzenta, com a chuva a ameaçar e, juntando-se à má temporada do Nacional, contribuiu para a pouca presença dos adeptos no estádio.

Começou melhor, ainda assim, a equipa da casa, conseguindo construir boas jogadas ofensivas e levando mesmo a bola ao ferro da baliza de Cássio. Os bons minutos iniciais despertaram os adeptos que se faziam ouvir.

Chegando ao primeiro quarto de hora, o ímpeto nacionalista diminuiu ligeiramente e a estratégia dos vilacondenses tornava-se evidente. O Rio Ave procurava os contra-ataques rápidos e fazia-o de forma perigosa, com Héldon e Gil Dias como principais fontes de desequilíbrios. Luís Castro sabia que os donos da casa precisavam de pontuar e procurou jogar com isso, entregando a iniciativa ao adversário, mas com pouca eficácia na finalização.

Quando o árbitro Jorge Sousa apitou para o intervalo, o empate a zero persistia, mas o jogo era interessante e bem disputado. O Nacional fazia quase tudo bem, mostrando-se uma equipa serena e com alguns pormenores afinados em relação aos jogos anteriores. Aos madeirenses faltava apenas melhor definição no último terço para dar seguimento à boa exibição. Já Luís Castro, que se mostrara algo insatisfeito com alguns aspetos do jogo da sua equipa tinha a oportunidade de corrigir a estratégia.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

A palestra acabou mesmo por surtir efeito e o Rio Ave reentrou mais afoito, acabando mesmo por chegar ao golo aos 49 minutos, quando Tarantini aproveitou a recarga para inaugurar o marcador. João de Deus, consciente da situação precária para os alvinegros, esgotou as substituições em dez minutos.

Os forasteiros, contudo, estavam por cima do jogo e controlavam-no a seu bel-prazer, evidenciando um futebol bonito e bem orquestrado. Resultado disso mesmo, aos 74 minutos e, no seguimento de uma boa jogada de Rúben Ribeiro, surge o momento da partida, num grande golo de Krovinovic.

Até ao fim o Nacional ainda tentou esboçar uma reação, mas acabou por desperdiçar as oportunidades que teve, transparecendo claramente a quebra psicológica. Os madeirenses não conseguiram aproveitar o deslize do Tondela, que jogava no Bessa à mesma hora, e veem assim o seu futuro cada vez mais negro. Após o apito final, João de Deus reuniu os seus jogadores no centro do terreno para lhes endereçar algumas palavras de conforto e motivação, antes da próxima jornada que poderá consumar a despromoção.

Foto de Capa: Bola na Rede

A FIGURA:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Luís Castro – o treinador do Rio Ave mostrou as qualidades de líder e é um dos grandes responsáveis pela forte entrada da equipa na segunda parte. Soube montar uma boa estratégia de jogo e corrigir o que era necessário. Na conferência de imprensa demonstrou classe e deixou palavras de solidariedade para o adversário.

Menção honrosa também para Krovinovic que esteve um bom nível e coroou a exibição com um golo que faz valer o preço do bilhete.

Foto de Capa: Bola na Rede

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Ineficácia na finalização – Num jogo em que praticamente só faltou o golo, o Nacional volta a sofrer do problema da eficácia ofensiva. Tudo correu mal na altura de enquadrar a baliza contrária e até a trave negou a felicidade aos homens da casa. Para quem se encontra urgentemente a precisar de vitórias, falhar tantas oportunidades acabará por sair muito caro.

Foto de Capa: Bola na Rede

CONFERÊNCIA BnR:

Rio Ave FC

BnR: O Rio Ave entrou melhor na segunda parte e chegou ao golo. Qual foi a razão do regresso forte dos balneários?

Luís Castro: Acho que estivemos muito bem hoje, mas por vezes, mesmo sendo superiores no jogo isso não se faz corresponder num bom resultado. Neste caso conseguimo-lo e os jogadores estão de parabéns pelo que fizeram. Responderam muito bem e aquilo que fazemos durante a semana acabou por se fazer mostrar.

 

CD Nacional

BnR: Num jogo em que até esteve bem o Nacional não conseguiu aproveitar o deslize do Tondela. Como é que se lida com esta falta de eficácia na frente?

João de Deus: Entrámos bem no jogo e conseguimos criar muitas oportunidades claras de golo, mas neste momento a equipa acaba por ter dificuldade para reagir a qualquer adversidade. Aquilo que temos de tentar fazer é melhor isso e dar mais discernimento à equipa. Hoje tivemos muitas oportunidades mas isso não serviu de nada porque não fomos capazes de marcar. Isto está a ser prejudicial para a equipa, mas só podemos continuar a trabalhar para dar a volta à situação.

Foto de Capa: Bola na Rede

Marco António Milho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Harry Kane deixou o trabalho falar até o sucesso fazer barulho

Foi dispensado por ser “gordinho”, percorreu as divisões inferiores por empréstimo e passou grande parte da carreira a ser alvo de chacota e a ouvir que lhe faltavam títulos. Aos 33 anos, Harry Kane chegou ao topo do futebol mundial. A Bola de Ouro não podia assentar melhor nas mãos de um gentleman. “Work hard in silence. Let success be your noise.” Poucas horas depois de conquistar a Bola de Ouro, Harry Kane escolheu esta frase para assinalar o momento nas redes sociais. 

Tiago Campos · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

A arte do futebol sem bola

Há jogadores que decidem jogos com um golo, guarda-redes que os salvam com uma defesa impossível e defesas que garantem vitórias com um corte no último segundo. São momentos que ficam na memória, mas que raramente contam toda a história de um jogo, até porque, antes de a bola chegar à área, há um setor onde muitas das decisões fundamentais são tomadas. O futebol mudou ao longo dos anos, com métricas e escolas de treinadores que olham para o meio-campo como parte essencial do sistema. Os sistemas táticos mais comuns como 4-3-3 e o 4-2-3-1 continuam presentes, mas as posições são cada vez menos rígidas, os jogadores adaptam-se mais facilmente a vários papéis e torna-se tudo mais fluído. Esta nova geração de treinadores tem explorado precisamente esta flexibilidade.

Francisca Marafona Graça · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.