A CRÓNICA: O FESTIVAL DE CARTÕES VERMELHOS

 Tarde de Sábado, no Estádio de S. Miguel, abriu portas para a 24.ª Jornada onde se defrontam CD Santa Clara e o CD Tondela. Ao contrário do que aconteceu nas últimas duas jornadas, devido à situação epidemiológica do concelho de Ponta Delgada, não pude haver público na bancada. Nas duas últimas partidas, em casa, o clube açoriano conseguiu arrecadar seis pontos na tabela classificativa assegurando, assim, o sétimo lugar na tabela. Por outro lado o Tondela, nos últimos dois jogos, não conseguiu conquistar nenhum ponto ficando assim, em 12º.

A primeira parte da partida ficou marcada pela falta de oportunidades de golo. Viu-se um jogo muito partido e centralizado a meio campo no primeiro quarto de hora. Apesar disso, a equipa da casa conseguia chegar com maior facilidade à baliza e a destacar-se não só na percentagem de posse de bola como na melhor exibição. A grande surpresa desta primeira parte seria, sem dúvida, a inauguração do marcador antes do cair do pano. Numa tentativa de corte falhada de Rafael Ramos, João Pedro aproveita a oportunidade e cruza para Mário González que dá origem ao golo da vantagem. Num jogo em que dificilmente o Tondela chegava à baliza de Marco Pereira, os bravos açorianos vão para intervalo com um sentimento agridoce.

Numa segunda parte que parecia manter-se calma e com o Santa Clara a destacar-se acabou por se tornar um festival de cartões vermelhos. Numa tentativa de corte, Fábio Cardoso, que mais cedo na partida tinha visto um amarelo, acaba por atingir na perna o adversário e vê o segundo amarelo e, consequentemente, o vermelho levando a sua expulsão. Para além do capitão da equipa açoriana, Allano é expulso por um comentário feito ao árbitro.

Tondela recuou no campo desnecessariamente, e acaba por oferecer o golo do empate, através dum auto golo de Tavares, aos bravos Açorianos. Terminando assim, uma emocionante partida.

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A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Carlos Júnior – O Bravo Açoriano foi dos que acreditou no empate do Santa Clara e foi bafejado pela sorte no final ao estar presente no lance do jogo do empate.

 

O FORA DE JOGO
Fonte: CD Tondela

Yohan Tavares – Jogo desastrado do central beirão. Cometeu inúmeras falhas, mostrou algumas dificuldades nos duelos e acabou por comprometer a sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

 

A equipa de Daniel Ramos apresentou-se com o esquema tático em 4-2-1-3. O Santa Clara a jogar com um duplo pivot defensivo e Lincoln mais solto na frente. Na frente três homens muito móveis que deambularam constantemente entre posições. Apesar das expulsões a equipa manteve-se segura.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Marco (4)

Rafael Ramos (4)

Mikel Villanueva (5)

Fábio Cardoso (4)

Mansur (5)

Allano (5)

Lincoln (Ukra 79’) (5)

Carlos Jr. (6)

Hide (4)

Anderson Carvalho (Costinha 66’) (5)

Rui Costa (Cryzan 66’) (4)

SUBS UTILIZADOS

Cryzan (Rui Costa 66’) (4)

Costinha (Anderson Carvalho 66’)(4)

Ukra (Lincoln 79’) (3)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

 

O Mister Beirão, Pako Ayestáran,  apresentou-se também com o esquema tático 4-2-1-3. O Tondela jogo com um duplo pivot defensivo no meio campo, aproveitando a velocidade dos homens da frente para aturar na profundidade. Após as expulsões, a equipa beirã teve a tendência para se encostar em demasia atrás e, este erro, acabou por dar origem ao golo do empate.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Trigueira (4)

Jaquité (3)

João Pedro (Jaume Grau 81’) (4)

Jhon Murrillo (Barbosa 90+2’) (4)

Mario Gonzalez (5)

Olabe (Salvador Agra 81’) (3)

Tiago (3)

Filipe Ferreira (4)

Yohan Tavares (2)

Mohamed Khacef (Enzo Martinez 76’) (3)

Ricardo Alves (4)

SUBS UTILIZADOS

Enzo Martinez ( Mohamed khacef 76’) (3)

Jaume Grau (João Pedro 81’) (3)

Salvador Agra (Olabe 81’) (3)

 

BnR NA CONFERÊNCIA

 

CD SANTA CLARA

BnR: Qual a análise que faz da partida?

Daniel Ramos: Começámos a partida com o Santa Clara a dominar e um Tondela a tentar controlar a tentar entrar em contra-ataque. Fomos uma equipa dinâmica mas não tão rápidos como queríamos, a equipa pecou ao não escolher o melhor corredor. Tivemos bem no jogo e com algumas oportunidades e possibilidade de chegar à vantagem. Sabíamos que o Tondela queria a vantagem e o golo tornou a tarefa mais difícil. A Equipa tentou manter-se na sua essência. Como equipa e com uma ideia de jogo boa.

Os momentos de expulsão, quase de seguida, levou-nos ao tapete mas levantamo-nos cedo. Mas somos uma família, é um por todos e todos por um. Fomos equipa com olhos para a baliza. Era justo o empate. Havia uma equipa a querer ganhar que era o Santa Clara e uma a querer pontuar, o Tondela.

 

CD TONDELA

BnR: Qual era a motivação para esta partida?

Pako Ayestáran: Sabíamos que o santa era uma equipa muito forte e a vitória podia ser possível através de transições. Na segunda parte, tivemos mais oportunidades mas não foi possível. Mesmo ao jogarmos com mais dois jogadores, por trezes minutos, não conseguimos aproveitar essa oportunidade.

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