A CRÓNICA: PORTIMONENSE DOMINOU COMO QUIS DEPOIS DE MARCAR

Um encontro entre duas equipas com o mesmo propósito: garantir a manutenção no escalão principal.

O Tondela exerceu um ligeiro ascendente sobre os algarvios. Com as linhas mais subidas e a preferir o jogo apoiado, a equipa da casa tinha mais posse de bola. Contudo, os beirões não conseguiram criar oportunidades de golo.

Já os forasteiros tentavam explorar os passes longos à procura da referência ofensiva, Beto, mas sem grande sucesso. Todavia, era previsível que, se o Portimonense, conseguisse a bola nas imediações da grande área tondelense, poderia criar grande perigo.

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O primeiro remate digno de registo aconteceu aos 20′, numa boa combinação do ataque tondelense, com Daniel dos Anjos. O avançado brasileiro surgiu nas imediações da grande área, em boa posição, mas o remate saiu pela linha de fundo.

Quem não marca, sofre. O Portimonense estava mais longe da baliza, mas conseguiu chegar ao primeiro. Aos 35′, Wilyan conquistou a bola junto à grande área adversária e assistiu Beto, que, no coração da área, não falhou.

O golo fez com que os algarvios se soltassem mais, criassem mais oportunidades e chegassem mesmo ao segundo golo de grande penalidade, nos descontos da primeira parte. Luís Godinho foi alertado pelo VAR que João Pedro levou a mão na bola e Boa Morte não se intimidou perante Samuel.

Na segunda parte, o Portimonense entrou como acabou a primeira: com mais bola e mais confortável no jogo a tentar aproveitar as brechas na defensiva tondelense. Contudo, nenhuma das equipas conseguia criar oportunidades e à medida que os minutos passavam, a equipa da casa tentava encostar cada vez mais os forasteiros à sua zona defensiva.

O jogo decorria num ritmo lento, ao gosto do Portimonense. O Tondela não conseguia encontrar espaços na grande área adversária e os algarvios aproveitaram o espaço livre e as perdas de bola no ataque tondelense para fazer transições rápidas. Precisamente, num contra-ataque rápido, Beto foi derrubado nas imediações da grande área adversária e Candé marcou irrepreensivelmente o livre direto e fez o 3-0, perto do minuto 80.

O melhor que a equipa da casa conseguiu fazer foi obrigar Samuel a um esticar-se para uma grande defesa, num remate à entrada da área por Salvador Agra.

Sem mudanças no marcador, o Portimonense conseguiu uma vitória confortável e justa, em especial pelo que conseguiu criar, depois do 1-0.

 

A FIGURA

Beto – O avançado do Portimonense combina o poder físico com a mobilidade, aspetos bastantes importantes na estratégia algarvia. Parece, por vezes, que está escondido no meio dos centrais, mas quando tem a bola nos pés, é um perigo. Fez um golo, conquistou o livre que daria o 3-0 e também esteve presente a combinar com os parceiros no ataque.

 

O FORA DE JOGO

Substituições do Tondela – A perder por 2-0, Pako Ayersterán resolveu trocar um central e um médio, Quaresma e Dantas, por um central e um medio defensivo, Ricardo Alves e Iker… Numa altura em que era preciso arriscar para criar rasgos na defensiva forasteira, o técnico não demostrou ambição e equipa manteve o bloqueio no ataque. Só aos 79 minutos, arriscou um pouco ao colocar Dadashov e retirar Rafael Barbosa, mas foi muito pouco…

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

A equipa tondelense manteve o esquema tático dos últimos jogos, 4-2-3-1. No meio-campo, Tiago Dantas e João Pedro eram os elementos mais recuados, especialmente o jogador emprestado pelo Benfica, que desempenhou um papel importante na primeira fase de construção dos beirões.  Rafael Barbosa e Jhon Murillo baixavam muitas vezes para combinar com os laterais, em especial com Bebeto.

O jogo dos tondelenses passou muito pela construção do jogo desde trás, preferindo a bola no chão ao jogo aéreo. A aposta na baliza em Niasse também facilitou esta abordagem. Curiosamente, Pako Ayersterán não arriscou nas substituições, mesmo a perder por 2-0. Mudou o esquema tático para 3-4-3, nos últimos dez minutos, com a entrada de Dadashov, mas já era tarde demais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Niasse (6)

Bebeto (6)

Jota (5)

Eduardo Quaresma (6)

Naoufel Khacef (5)

João Pedro (5)

Tiago Dantas (6)

Jhon Murillo (5)

Rafael Barbosa (5)

Salvador Agra (5)

Daniel dos Anjos (6)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Alves (5)

 Iker Undabarrena (5)

Neto Borges (5)

Arcanjo (5)

Dadashov (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense alinhou num 4-2-3-1, com Anderson à direita do ataque e Aylton à esquerda, e Carlinhos por trás de Beto, que foi a referência ofensiva. A equipa forasteira procurou baixar as linhas para tentar explorar a linha defensiva adiantada do Tondela. Os algarvios tentaram muitas vezes usar o jogo direto com pontapés longos do guarda-redes Samuel à procura de Beto.

Sem bola organizaram-se num 4-5-1, com Beto a ficar próximo dos centrais tondelenses. Boa Morte, Anderson e Carlinhos recuavam para reduzir o espaço livre entre a linha defensiva e o meio campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (7)

Candé (7)

Lucas (6)

Pedrão (6)

Moufi (6)

Willyan (6)

Lucas Fernandes (6)

Anderson (6)

Aylton Boa Morte (7)

Beto (8)

Carlinhos (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Sá (6)

Relvas (-)

 Luquinhas (-)

Ivan Angulo (-)

 Renato Júnior (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Portimonense SC

BnR: O Portimonense pareceu na primeira meia hora do jogo estar com a linha defensiva mais recuada no jogo e deixar o Tondela controlar mais o jogo em posse de bola. Foi uma situação prevista atendendo à estratégia habitual do Tondela?

Paulo Sérgio: Não concordo. Nós fomos pressionados pelo Tondela e obviamente tivemos de recuar. De preferência gosto que a minha equipa a dominar o adversário. Há momentos do jogo em que temos de pressionar e outros em que temos de defender, é normal. Ainda para mais com esta temperatura, é muito difícil estar sempre a pressionar. Nós não conseguimos lidar, no início do jogo, com o lado direito do Tondela, mas à medida que os minutos foram passando, conseguimos ficar mais confortáveis e compreender como resolver o problema.

CD Tondela

BnR: A perder por 2-0, as primeiras alterações feitas foi a troca de um central por outro e de um médio centro por um medio de características defensivas, Quaresma e Dantas por Ricardo Alves e Iker. Foi devido à condição física dos atletas?

Pako Ayersterán: Sim. Nós temos de ter bola e, em especial, no meio campo, temos de ter frescurar para procurar linhas de passes. O Dantas já estava a ter problemas em termos físicos. Também, no momento das substituições, considerei mais importante defender transições rápidas do Portimonense e ser mais fácil, a nível das coberturas.

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