Cabeçalho Futebol NacionalNuma noite amena de Outono, o jogo que marcou o encerramento da sexta jornada da Primeira Liga teve um início quente e agradável. Começou por cima o Arouca, assustando por mais de uma vez Ventura e até reclamando uma grande penalidade perante a qual Rui Costa, peremptório, mandou prosseguir a partida.

A resposta do Belenenses fez-se imediatamente sentir, com Gerso e Abel Camará a colocarem em sentido a defesa arouquense. A equipa de Lito Vidigal não pressionava a construção de jogo da equipa do Restelo, e tanto João Palhinha como Rosell tinham liberdade para correr com bola e organizar o jogo “azul”. Aos 15′, e após mais uma jogada de Rosell, a bola é cruzada do lado esquerdo e Camará cabeceia sem qualquer hipóteses para Bracali.

O golo caseiro obrigou os visitantes a subir linhas e a pressionar mais alto, começando Walter e Zequinha a incomodar os médios emprestados pelo Sporting CP à equipa do Belenenses. Até ao final do primeiro tempo, há a salientar apenas mais duas jogadas de algum perigo por parte de Abel Camará.

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Lito Vidigal, descontente com a exibição do conjunto visitante durante a primeira parte, decidiu mexer com a sua equipa e com o jogo, lançando Kuca – antigo jogador do Belenenses – e retirando do terreno de jogo um apagado Walter. O rapidíssimo avançado cabo-verdiano fez logo sentir o seu impacto no desafio e, com cinco minutos volvidos da segunda parte, correspondeu da melhor maneira a um cruzamento da direita e colocou o resultado em 1-1.

À medida que o relógio se aproximava do meio da segunda parte, a qualidade da partida ia diminuindo, com a equipa visitante, apesar do ascendente, a optar por queimar algum tempo na reposição da bola em jogo. Os adeptos dos azuis do Restelo, em bom número e apoiando a sua equipa, faziam-se ouvir e demonstravam o desagrado.

Já no terreno de jogo, o “efeito Kuca” tinha sido atenuado pela defesa do Belenenses, derivando o número 17 do Arouca para as laterais à procura de mais bola. Lito Vidigal ainda tentou mexer com a equipa, colocando em campo Marlon, mas até ao final do encontro as equipas, e principalmente o Arouca, preocuparam-se mais em garantir um ponto do que em procurar a vitória.

Empate justo, com uma parte a pertencer a cada uma das equipas; o Belenenses foi a melhor equipa em campo durante a primeira parte, merecendo a vantagem com que foi para os balneários. No segundo tempo, o Arouca respondeu e alcançou rapidamente o empate, mas deixou-se levar pela garantia de um empate que o coloca fora da zona de despromoção.