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Cabeçalho Futebol NacionalSem perder em casa há vinte jogos, desde o dia 11 de setembro do ano transato, o CS Marítimo recebeu, na décima segunda jornada, o GD Estoril-Praia com a nuance de que os canarinhos estrearam o seu novo treinador, Ivo Vieira, numa casa que já foi habitada pelo próprio.

Bancadas compostas, excelente ambiente nas mesmas, protagonistas em campo, estavam reunidas as condições para o início de uma boa partida no Estádio dos Barreiros.

Desde cedo que se percebeu a vontade em conquistar os três pontos por parte das duas equipas. Em oposição com um início de jogo marcado por alguns passes falhados e por algumas bolas perdidas, as oportunidades começaram a aparecer e foi a equipa do Estoril Praia, mais atrevida, que abriu esse capítulo do jogo com um forte remate de Vítor Andrade, aos nove minutos, respondido com uma excelente defesa de Charles, guardião marítimista. Já se percebia, entretanto, o critério largo da equipa de arbitragem e o bom ímpeto inicial estorilista.

Respondendo à primeira oportunidade do jogo por parte da equipa da linha, devido a uma falsa saída de Moreira, o Marítimo provocou o primeiro susto aos adeptos canarinhos que se deslocaram à ilha da Madeira. De seguida, logo por volta do décimo quarto minuto, muito por causa da estratégia da “armadilha do fora de jogo” (diga-se, bem implementada por Ivo Vieira), o Marítimo introduz a bola dentro da baliza num lance que foi bem anulado pelo juíz da partida por fora de jogo.

Daqui para frente, só deu Estoril. Primeiro, aos quinze minutos de jogo, Kléber atira forte ao lado da baliza marítimista. Cinco minutos depois, uma grande ocasião de golo: o inconformado médio Lucas Evangelista combina com Kléber, entra na área e num remate rasteiro atira a rasar o poste esquerdo. Já depois da meia hora de jogo, a melhor oportunidade da partida:  num forte remate, após um desvio, Lucas Evangelista atira uma bola à barra. Charles ficara pregado ao relvado. A cinco minutos do intervalo, de novo Lucas Evangelista, mais uma boa oportunidade para a equipa da linha travada por Charles.

Ivo Vieira voltou a uma casa que bem conhece Fonte: GD Estoril-Praia
Ivo Vieira voltou a uma casa que bem conhece
Fonte: GD Estoril-Praia

Assim, o jogo chega ao intervalo após uma excelente primeira parte com sinal mais da equipa cascalense que contava com mais remates (onze contra um) e com mais posse de bola (57% contra 43%).

Se, por sua vez, a primeira parte prometeu, a segunda comprometeu. Após uma primeira parte prometedora avizinhava-se um segundo tempo igual ou melhor. Porém, não foi  isso que aconteceu.

Embora com uma animadora entrada do Estoril Praia na segunda parte, o jogo arrefeceu…e muito. A intensidade reduziu, bem como os níveis de bom futebol.  Contudo, à semelhança do primeiro tempo, a equipa do Estoril Praia esteve melhor e teve também as melhores oportunidades do jogo: aos minuto sessenta e nove, após uma boa investida de Vítor Andrade  no corredor direito, Charles defende (de novo) o cruzamento perigoso do extremo brasileiro. Corrido um minuto, enorme defesa do guardião dos verdes rubro. Na ressaca de uma jogada, excelente triangulação dos jogadores canarinhos à entrada de área que deixa Eduardo numa posição privilegiada. Mais uma vez, o homem do jogo, Charles, impediu o golo à equipa do continente.

Uma segunda parte com poucas oportunidades que desiludiu e que fez com que, ao minuto setenta e sete, começassem os assobios dos adeptos marítimistas demonstrando assim a insatisfação perante a pálida exibição da equipa.

Em suma, um jogo em que a equipa do Estoril Praia foi completamente superior e em que o Marítimo deixou muito a desejar. Se justiça fosse feita, os três pontos viajaram para o continente e não se dividiriam.

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