Cabeçalho Futebol NacionalCom duas alterações no XI Inicial (Abner e Pêpê nos lugares de Lucão e André Claro), o Estoril Praia recebeu, em jogo a contar para a décima sétima jornada, o Clube Desportivo do Feirense, que, depois do embate frente ao Futebol Clube do Porto, operou duas substituições (Kakuba e Edson Farias nos lugares de Tiago Gomes e de Babanco).

Com uma diferença pontual de dois pontos, as duas equipas tentavam fugir, ao máximo, da zona mais funda da tabela.

Ao contrário do que seria de esperar, devido ao facto de ambas as equipas apresentarem, por norma, um futebol positivo e ofensivo, a primeira parte foi, de todo, pobre e bastante cinzenta. Foi, assim, um início frio em que as equipas não desfrutaram de oportunidades de golo.

A partida via-se como tão fraca, que a primeira oportunidade de golo gerou logo, de facto, golo. Aos vinte minutos de jogo, depois de um contra ataque rápido da equipa nortenha, deu-se o tento do Feirense: já dentro de área, Hugo Seco, extremo dos azuis, driblou Moreira e, tentando assistir um companheiro, acaba por acertar em Pedro Monteiro, defesa central dos canarinhos, que tem o infortúnio de colocar a bola na própria baliza.

Respondendo à desvantagem, a equipa da casa não baixava os braços. Contudo, as oportunidades de perigo pertenciam à equipa adversária. Etebo, depois de um cruzamento milimétrico pelo lado direiro, remata à queima roupa. Moreira não estava a dormir e agarrou o esférico.

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Ainda houve a oportunidade, antes dos 45 minutos, do Estoril tentar o empate. Kyriakou, num livre frontal, bate rasteiro. A bola passa por baixo da barreira e sair a rasar o poste. O cipriota merecia, de facto, melhor desfecho.

Terminava assim a primeira parte deste encontro. Sem muito para contar, a equipa de Santa Maria da Feira ia para os balneários a vencer.

Nem no aquecimento o jogo aqueceu Fonte: Bola na Rede
Nem no aquecimento o jogo aqueceu
Fonte: Bola na Rede

Esperava-se uma segunda parte animada, com a equipa do Estoril Praia por cima e à procura da vitória. Contudo, os 1081 adeptos presentes no Antónia Coimbra da Mota (grande maioria do Estoril) ficaram desiludidos e nada contentes com a sua equipa.

Os canarinhos demonstravam pouca vontade em ficar com os três pontos e a saída do lesionado Kléber matou, por completo, a escassa vontade ainda existente nos jogadores estorilistas.

Perto da hora de jogo, novo infortúnio para a equipa da linha. Edson Faria cruza do lado direito e novo autogolo contra o Estoril, desta feita de Kyriakou.

O jogo estava tão frio que nem os jogadores aqueciam. Numa grande jogada de Allano, a resolução do lance espelhou a desinspiração estorilista: Aylton, à boca da baliza, tendo só de encostar, falhou escandalosamente; na ressaca do lance, Lucas Evangelista, que estava do outro lado, também não conseguiu melhor do que um cruzamento facilmente resolvido pela defesa do Feirense.

Por volta do minuto oitenta, Lucas Evangelista arregalou os olhos aos poucos espetadores presentes no estádio. Após um bom cruzamento do lado esquerdo, atirou, num perfeito pontapé de baliza, pouco por cima da barra.

Mesmo a terminar, o Estoril beneficiou de uma grande penalidade. Eduardo desperdiçou-a e atirou muito por cima.

A segunda parte foi assim tirada a papel químico da primeira. O jogo pobre sem nenhuma das equipas a superiorizar-se. É ainda de realçar que até o golo foi semelhante ao da primeira parte: um autogolo.