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O último jogo da jornada 32 da Liga NOS realizou-se ontem, segunda-feira, no Estádio António Coimbra Mota às 20 horas. Era um jogo muito importante visto que era o último dos canarinhos em casa e, em caso de vitória, beneficiavam das derrotas de Rio Ave e Paços de Ferreira, podendo assim carimbar três importantes pontos rumo ao grande objetivo: a Europa. O tempo estava nublado mas excelente para a prática de futebol, porque estava uma temperatura amena e não havia vento, ainda que na segunda metade do jogo tivesse ficado mais frio.

O início do jogo foi, obviamente, marcado pela coreografia da claque estorilista – Gruppo -, que fez um verdadeiro espetáculo pirotécnico com as cores associadas ao clube, o azul e o amarelo, no setor que lhes é reservado, tentando assim dar força e motivação à equipa rumo à grande meta: a Europa!

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Ambiente vivido no estádio antes do inicio do encontro
O excelente ambiente vivido no estádio antes do início do encontro

A equipa de Arouca não pode queixar-se de falta de apoio, já que uma parte da bancada era reservada aos visitantes e lá estiveram bastantes adeptos; se olharmos para o dia da semana em que se realizou o jogo, ainda é mais de louvar este apoio. É de realçar que os comandados de Lito Vidigal confirmaram, através da derrota do Rio Ave frente ao FC Porto por 1-3, a primeira e histórica qualificação para as competições europeias.

A primeira parte no António Coimbra da Mota fica marcada pela derrota por 0-1 do Estoril, golo marcado contra a corrente do jogo. É verdade que os primeiros 45 minutos não foram muito cativantes nem muito bem jogados, todavia, o Estoril foi a equipa mais perigosa e que mais procurou marcar.

Nos primeiros 10 minutos, o Estoril tem o primeiro remate do jogo e, antes dele, já tinha tido dois cantos a seu favor. Só aos 39 minutos do encontro é que surge a primeira e clara oportunidade de golo – remate de Matheus fora de área muito perigoso que por pouco não origina o primeiro golo do jogo. Na jogada seguinte, o Arouca marca, por intermédio de Anderson Luís, na própria baliza. Jogada fortuita dos arouquenses que resulta no primeiro golo da partida. Em apenas um minuto, a primeira parte decide-se! Muito perto do intervalo, há uma oportunidade flagrante para o Estoril: trabalho de Bonatini na área adversária, e, de ressalto, a bola sobra para Pedro Botelho, que remata em esforço e quase empata. Valeu a boa defesa de Bracali, que cedeu canto. O árbitro Rui Costa apita e termina uma primeira parte com poucas oportunidades de golo, mas com o Arouca a ir descansar na frente do marcador.

Diakhité marcou o golo do empate Fonte: GD Estoril-Praia
Diakhité marcou o golo do empate
Fonte: GD Estoril-Praia

Só aos 84 minutos é que o Estoril conseguiu empatar: livre no lado direito do ataque do Estoril, que Mattheus converteu de forma exímia. Cruza para a cabeça de Diakhité e este não perde a oportunidade de empatar o jogo e tornar os últimos dez minutos (incluindo os quatro de compensação) frenéticos. Rafael Bracali não teve qualquer hipótese e ficou pregado ao chão sem se mexer.

Fica visível durante toda a segunda parte que o Estoril foi, sem qualquer contestação, a equipa que mais fez para marcar e modificar o marcador. Controlou o jogo, teve mais oportunidades de golo, teve mais cantos, dispôs de mais posse de bola e livres. Foi uma equipa que fez de tudo para marcar, mas este não foi um dos jogos mais bem conseguidos dos canarinhos esta época.

O jogo termina e o resultado final é 1-1. Este não era o resultado ambicionado pela estrutura, treinador e adeptos do Estoril, e agora a luta europeia continua, como anteriormente, ao rubro. O Braga e o Arouca têm o seu lugar garantido na Liga Europa, e a última vaga vai ser discutida entre o Paços de Ferreira, o Estoril e o Rio Ave. Na última jornada da Liga NOS, o Estoril viaja até ao Restelo, o Rio Ave joga na Madeira com o União, e o Paços de Ferreira joga em Setúbal. Esta será uma jornada alucinante onde todos irão lutar até ao último segundo pelos três pontos e consequente lugar na Europa.

A Figura

Diakhité devido ao seu grande golo de cabeça que permitiu ao Estoril continuar na luta por um lugar europeu.

O Fora de Jogo

O anti jogo demonstrado pela equipa do Arouca, principalmente na segunda parte que tudo fez para tentar atrasar as reposições de bola. A culpa é do seu treinador mas também do árbitro da partida que, como é habitual na Liga Portuguesa, o permitiu.

 Foto de capa: GD Estoril-Praia