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O Moreirense FC perdeu esta noite frente ao GD Estoril Praia, por duas bolas a uma, na partida que encerrou a 22ª jornada da primeira liga. Os três pontos permitiram à formação às ordens de Ivo Vieira deixar a zona de despromoção, somando agora 21 pontos com um jogo a menos.

Separadas por apenas um ponto no fundo da tabela, as duas equipas chegaram a esta partida a atravessar bons momentos, estando ambas na luta pela manutenção. De um lado, um Moreirense motivado pelo empate caseiro frente ao FC Porto e vitória fora em Tondela. Do outro, um Estoril que travou em casa o Sporting CP, com uma vitória surpreendente por duas bolas a zero.

Apesar de uma entrada com mais iniciativa por parte da formação às ordens de Ivo Vieira, foi mesmo o Moreirense FC a abrir o marcador. À passagem do nono minuto, e no primeiro remate à baliza do jogo, Tozé fez o 1×0, com um remate de primeira a dar seguimento ao cruzamento de Rúben Lima no lado esquerdo do ataque.

O GD Estoril Praia apenas conseguiu criar perigo aos 23 minutos, com Pêpê a arriscar um canto directo que obrigou Jhonatan a uma defesa apertada. A correr atrás do prejuízo, os canarinhos viram-se forçados a jogar com a linha defensiva subida, abrindo mais espaços para os contrários.

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Foram esses mesmo espaços que possibilitaram que Arsénio estivesse perto de fazer o segundo, à meia hora de jogo. O extremo foi servido por Edno e, isolado, atirou ao lado. Na resposta Eduardo testou novamente a atenção do guarda redes da equipa da casa, com um remate forte à entrada da área.

A primeira metade acabou por não ter muitas oportunidades de golo claras de parte a parte. O GD Estoril bem procurou o empate após sofrer cedo na partida, mas sem conseguir chegar com perigo à baliza de Jhonatan, por culpa da falta de inspiração de André Claro e Ewandro.

Depois de estar a perder por 1x0, o GD Estoril deu a volta a dez minutos do final
Depois de estar a perder por 1-0, o GD Estoril deu a volta a dez minutos do final

Na segunda parte, à imagem do que aconteceu na primeira, o GD Estoril era quem mais ativamente procurava o golo e, consecutivamente, era quem estava mais exposto. O Moreirense FC já há muito havia assumido o contra-ataque como a sua arma para este jogo.

E, até ao momento, estava a ser proveitosa a estratégia montada. Em três momentos conseguiu o Moreirense criar perigo: Ao minuto 54, Arsénio cai na área depois de carga faltosa de Kyriakou: grande penalidade para a equipa da casa. Neto não conseguiu aproveitar o castigo máximo, atirando a bola ao poste direito da baliza de Renan Ribeiro. Aos minutos 58 e 61 Bilel e Alfa Semedo, respetivamente, protagonizaram remates de fora da área que certamente causaram arrepios na espinha dos adeptos estorilistas.

Do outro lado, o GD Estoril continuava a falhar na construção de jogo, principalmente nos últimos 30 metros, ora por culpa própria, ora por boas ações defensivas da dupla de centrais dos Cónegos Abarhoun e Belkeroui. Só com a ajuda da sorte conseguiriam os canarinhos chegar ao empate: o remate de Allano foi desviado por Sagna e a bola acabou por surpreender Jhonatan, que nada podia fazer. Tudo empatado no Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas.

Motivados pelo golo conseguido, a turma de Ivo Vieira foi sufocando cada vez mais o Moreirense. Ao minuto 80 Ronaldo Peña fez falta dentro de área sobre Lucas Evangelista. Na marcação, Eduardo não perdoou e colocou os visitantes na frente do marcador.

Nem por estar a vencer tirou o GD Estoril o pé do acelerador, continuando a querer ter bola e a atacar. Até ao final da partida ainda houve tempo para um remate forte de Bruno Gomes que deu a sensação que tinha entrado a todo o banco canarinho e para o erro de Renan Ribeiro (um chuto na atmosfera à entrada da área quando tentava aliviar a bola) que podia ter custado dois pontos à sua equipa.

Terminada a partida festa brava do lado dos visitantes: com esta vitória o Estoril sai da zona de despromoção e fica 2 pontos acima do Moreirense e, consequentemente, da linha de água.

Destaque para o ambiente de fair play sentido nas bancadas, com as claques dos dois clubes a apoiar as equipas contrárias em determinados momentos do jogo e com espaço ainda para os adeptos visitantes darem os parabéns à claque Green Devils, que celebrava 18 anos. “Parabéns brothers” podia ler-se numa faixa exposta pelos adeptos canarinhos. Nas imediações do estádio, tanto antes como depois do jogo os adeptos de ambas as equipas conviveram em ambiente de festa.