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Cabeçalho Futebol NacionalEm jogo a contar para a 13ª jornada da Liga Portuguesa, que poderia até ter sido disputado à porta fechada, o Estádio Municipal de Braga apresentou uma excelente moldura humana (18483 espetadores), num gélido início de noite de outono, em encontro de entrada gratuita para o público. Do lado da equipa da casa, o SC Braga, o principal objetivo passava por cimentar o quarto lugar da tabela classificativa e encurtar distâncias para o terceiro; ausentes do encontro, por lesão, estiveram Fransérgio, Paulinho, Rosic e Raúl Silva. Do lado dos visitantes, o FC Paços de Ferreira, a meta passava por inverter a tendência negativa de resultados (quatro derrotas nos últimos cinco jogos disputados) e consolidar um lugar no meio da tabela classificativa; ausentes do jogo, por lesão, estiveram Marco Ribeiro, Quiñones e André Leão.

O SC Braga entrou em campo no seu habitual 4-4-2, com uma frente de ataque móvel na qual Abel Ferreira optou por juntar Xadas a Hassan. Os pacenses, treinados por Petit, entraram em campo com igual estrutura tática e apostaram também numa dupla rápida no ataque (Mabil / Welthon). Ainda que com 22 jogadores em campo, o grande destaque da primeira parte acabaria por recair no árbitro, Rui Oliveira. Assim, aos 17 minutos, Bruno Xadas contemporizou para a entrada de Esgaio; este serviu Hassan que, de calcanhar, atirou a contar. Golo do SC Braga, porém, anulado com recurso ao vídeo-árbitro! A partir daí, na noite fria de Braga, o ambiente aqueceu e muito, com uma marcada contestação dos adeptos locais ao árbitro da partida.

Numa primeira parte com poucas ocasiões de golo, acabaria mesmo por ser o FC Paços de Ferreira, que pouco mais fez do que limitar-se a defender e a procurar o contra-ataque, a ter a melhor oportunidade para marcar. Aos 40 minutos, na sequência de um canto apontado a partir da direita, Miguel Vieira apareceu ao primeiro poste para cabecear à barra da baliza à guarda de Matheus. Chegado o tempo de intervalo num encontro bem mais quente nas bancadas do que dentro das quatro linhas, merece nota de destaque, nesse período, a luminosa homenagem ao “homem do leme”, Zé Pedro, guitarrista do Xutos & Pontapés, em decurso do seu falecimento.

Em noite de enchente, o resultado foi melhor do que a exibição Fonte: Facebook do Sporting Clube de Braga
Em noite de enchente, o resultado foi melhor do que a exibição
Fonte: Facebook do Sporting Clube de Braga

As equipas regressaram para a segunda parte sem qualquer alteração de parte a parte e, igualmente, sem alterações na toada do encontro. Aos 49 minutos Welthon cabeceou pouco ao lado da baliza do SC Braga e, aos 61, Xadas rematou pouco por cima da baliza do FC Paços de Ferreira. Fora isso, o jogo foi uma verdadeira apatia até aos 65 minutos. Aí, Rui Oliveira voltou a ser protagonista; em 10 minutos mostrou dois cartões amarelos a Mateus Silva e deixou os “castores” com apenas 10 jogadores em campo. Daí em diante, o SC Braga cresceu no jogo e foi encostando o FC Paços de Ferreira às cordas.

A mudança na toada do encontro começou a traduzir-se em golos logo aos 70 minutos, com os braguistas a adiantarem-se no marcador na sequência de um canto. Após cruzar vários jogadores a bola caiu nos pés de Bruno Viana que, quase involuntariamente, a colocou no fundo das redes à guarda de Mário Felgueiras (a bola ainda desviou em Bruno Santos antes de entrar). Pouco depois, e já após Fábio Martins (entrado para o lugar de João Carlos Teixeira) ter ameaçado com um remate pouco ao lado da baliza, o mesmo futebolista deixou a bola em Ricardo Horta (entrado em campo sete minutos antes para o lugar de Bruno Xadas) para o avançado português, aos 80 minutos, rematar colocado, ainda fora da área, para o segundo golo da equipa da casa. 2-0 no marcador. Aos 87 minutos, após novo canto apontado a partir da esquerda, Dyego Sousa (entrado pouco tempo antes na partida) surgiu isolado na pequena área e desviou para o fundo das redes do FC Paços de Ferreira. Estava feito o resultado final!

Num jogo com um resultado algo enganador, o SC Braga só começou verdadeiramente a dominar após o FC Paços de Ferreira se ter visto reduzido a 10 jogadores. Até lá, os pacenses foram conseguindo organizar-se bem na defesa, pese embora correndo sempre poucos riscos no momento ofensivo. Os “gverreiros do Minho” estiveram tendencialmente pouco inspirados, sobretudo após o golo anulado ainda na primeira parte, mas acabaram por conseguir sair do Estádio Municipal de Braga com três pontos importantes que colocam a equipa a apenas dois pontos do terceiro lugar da tabela classificativa. O FC Paços de Ferreira, com este resultado, soma um total de cinco derrotas nos últimos seis encontros disputados.

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