A CRÓNICA: HO! HO! HO! O SC BRAGA NO QUARTO LUGAR CONTINUOU

No Estádio Municipal de Braga, as contas da décima jornada foram encerradas no encontro travado entre o SC Braga, até então sexto classificado, e o Rio Ave FC, nono classificado. Os derradeiros cinco confrontos registaram uma divisão de forças entre as duas formações, com duas vitórias, dois desaires e um empate para cada lado.

A partida no Estádio Municipal de Braga começou com tudo: uma entrada tardia de Ricardo Horta valeu-lhe um cartão amarelo, decorridos apenas três minutos de partida; Por sua vez, Galeno não resistiu a um choque dividido com Francisco Geraldes, despedindo-se assim do relvado, acabando por ser substituído por Elmusrati.

O Rio Ave FC, de Mário Silva, entrou em jogo com o intuito de assegurar o seu nono lugar e possivelmente sonhar com um sétimo na tabela classificativa: durante a primeira metade, construiu inúmeras tentativas com bastante perigo – nomeadamente por intermédio de Carlos Mané – através de dois remates perto da grande área.

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Infelizmente, para a equipa de Vila do Conde, a formação orientada por Carlos Carvalhal demonstrou-se mais eficaz: Elmusrati, a meio campo, descobriu André Castro na lateral esquerda, este cruzou para o pontapé certeiro de Ricardo Horta. 1-0! O placard alterava-se em cima do intervalo.

Com a superioridade no marcador, o SC Braga ainda tenta aumentar a sua vantagem nos minutos finais com um remate de Fransérgio, mas o mesmo não saiu enquadrado.

No início da segunda parte, o SC Braga entra como uma equipa mais definida e ciente do seu objetivo no quarto lugar – que, até ao momento, era ocupado pelo rival, Vitória SC. Após várias discordâncias entre o banco de Mário Silva e Tormena, a equipa da casa delineia mais um ataque: Iuri Medeiros surge na esquerda e faz um belíssimo cruzamento; à espera e desmarcado, estava Fransérgio para rematar de modo sublime na baliza do adversário.

No decorrer da segunda parte, a equipa de Mário Silva faz uma única tentativa merecedora do adjetivo perigo, para uma defesa gigante de Matheus, após o remate forte de Jambor na direção do guarda-redes brasileiro.
O SC Braga pareceu não gostar da ameaça do adversário e respondeu com a velocidade de Paulinho a recuperar uma bola perdida na área de Kieszek. A faltar um minuto para o apito final, estava feito o terceiro da equipa minhota.
3-0! O SC Braga regressou às vitórias no campeonato e retomou o quarto lugar com um triunfo rechonchudo!

 

A FIGURA

Ricardo Horta – Dos Gverreiros em campo, Ricardo Horta foi o mais destemido na frente de batalha. Apesar de não brindar os espectadores com uma exibição capaz de encher o olho – como acontece com alguma frequência – salienta-se o músculo, a maturidade aquando da decisão e o primeiro golo do encontro (exemplo de oportunismo puro).

 

O FORA DE JOGO

Gelson Dala – numa partida que bradava velocidade, contra-ataque e desinibição, o angolano nem chegou a cumprir um destes requisitos: apagado durante os cerca de 70 minutos nas quatro linhas (culpa das restrições defensivas impostas por Tormena e Buno Viana). O deserto continua a pairar no seu horizonte…

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A formação bracarense, diante dos vilacondenses, apresentou um esquema tático que reproduz um 4-4-2: Paulinho e Ricardo Horta eram os homens do terreno mais avançados, Castro e Fransérgio ocupavam-se do meio campo e das transições, quer defensivas, quer ofensivas e Iuri Medeiros e Galeno eram as setas apontadas à baliza à guarda de Kieszkek. David Carmo deu lugar a Vítor Tormena por expulsão defronte do Belenenses SAD.

Na segunda metade, a demanda pela profundidade (Ivo Pinto e Bruno Amaral a serem crucificados) causava estragos na defensiva vilacondense.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (7)

Viana (7)

Tormena (7)

Sequeira (6)

Medeiros (7)

Castro (6)

Fransérgio (7)

R. Horta (8)

Galeno (3)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Elmusrati. A (7)

Rodrigo Gomes (-)

João Novais (-)

A. Ruiz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Mário Silva gizou um plano temerário frente aos guerreiros do Minho: Mané, Dala e Diego Lopes constituíam os soldados responsáveis pelo último terço do terreno; depositou esperanças na criatividade e nos rasgos de Francisco Geraldes e no músculo e pulmão, quer de Filipe Augusto, quer de Pelé. O 4-3-3 desenhado apostava todas as fichas no contra-ataque e na velocidade dos extremos.

A desconstrução e a construção de jogo não eram realizadas em bloco e, por isso, a turma liderada por Mário Silva assumia uma dificuldade acrescida em cessar o ímpeto e as investidas bracarenses.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Pinto (4)

Borekovic (5)

Santos (6)

Amaral (4)

Pele (6)

Filipe (5)

C. Mané (7)

F. Geraldes (5)

Diego (6)

Gelson D. (5)

SUBS UTILIZADOS

Jambor (6)

Gabrielzinho (5)

Ronan (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC BRAGA

BnR: Boa noite, mister. Antes de mais, parabéns pela vitória. A exibição perpetrada pela equipa condiz com o resultado final ou os astros é que se alinharam todos no mesmo sentido?

Carlos Carvalhal: Não, é um resultado muito exagerado daquilo que aconteceu em campo e na partida. Acho que é uma vitória justa, mas com um resultado exagerado!

RIO AVE FC

BnR: Boa noite, mister. Na primeira metade do encontro, o Rio Ave FC foi a equipa que criou mais perigo no último terço do terreno, apesar da não consumação. Sente que o golo marcado pelo SC Braga derivou da sua superioridade ou foi completamente contra a corrente do jogo?

Mário Silva: É assim sabemos que o Braga é uma equipa forte, organizada a nível defensivo e ofensivo. Na primeira parte como disse, e bem, o Rio Ave foi uma equipa superior, conseguimos oportunidades, mas não conseguimos concretizar. Acabamos por sofrer, mas se havia alguém que estava por cima, éramos nós. Mas o futebol é isto. É eficácia! E o SC Braga acabou por ganhar. Não conseguimos concretizar e as coisas ficaram mais difíceis a partir daí.

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