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Cabeçalho Futebol NacionalO jogo que só começou após um minuto de silêncio em memória das vítimas de violência doméstica, fruto da Liga se associar este ano à celebração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, causa a que o SC Braga já se tinha associado na época transata, curiosamente também num confronto com o Feirense. Na escalação das equipas, destaque para a escolha de Diga para ocupar o lugar do castigado Jean Sony nos visitantes e na habitual rotação da equipa de Abel Ferreira que incluiu os regressos de Hassan e André Horta ao onze inicial.

Tal como a meio da semana para a Liga Europa, os minhotos entraram decididos no jogo e voltaram a chegar ao golo cedo na partida, desta vez aos nove minutos por Bruno Viana, que substituiu o lesionado Raul Silva, na sequência de um canto. Nos minutos que se seguiram, o Braga até pareceu fraquejar um pouco, com várias perdas de bola e passes errados no seu meio-campo defensivo, mas os fogaceiros pareciam atordoados pelo início fulgurante do adversário e não demonstraram capacidade para aproveitar estes erros para sequer ameaçar a baliza à guarda de Matheus.

Entretanto, mais problemas para o Braga com Fransérgio a lesionar-se, o que poderá trazer problemas para o treinador bracarense nos próximos jogos, já que o brasileiro tem sido um fulcral desbloqueador em muitos dos jogos complicados que o Braga tem enfrentado. Para o seu lugar, entrou Paulinho e, pelo menos aí, a coisa até correu bem.

Com um jogo algo equilibrado pela incapacidade das duas equipas se encontrarem, houve até lugar para o árbitro Vasco Santos ir ao chão, ao tropeçar numa bola que a defensiva bracarense tentava aliviar. Finalmente, aos 24 minutos, o Feirense ameaçou Matheus numa jogada de bola parada. Mas, o Braga encontrou-se mesmo durante dois minutos e foi o suficiente para, em dois ataques consecutivos, Paulinho fazer abanar as redes. Primeiro, na recarga após uma boa difícil defesa de Caio que apenas conseguiu evitar o golo, mas deixou a bola à mercê do avançado braguista. Depois, numa boa jogada de entendimento ofensivo do Braga ao colocar a redondinha por cima do corpo do guarda-redes brasileiro.

O jogo parecia decidido e até foi uma boa saída de Caio a evitar o quarto mesmo em cima dos 45. Só que nos descontos, uma boa troca de bola do ataque dos da Feira perante uma apática defesa bracarense permitiu a Etebo reduzir e dar alguma esperança aos visitantes e permitir-lhes ir para o balneário com outro estado de espírito.

Se o golo do Feirense podia deixar antever mais animação na segunda parte, tal não se materializou e o jogo recomeçou com as equipas a produzirem um futebol pouco atraente e sem grande excitação para os adeptos, com exceção de duas bolas lançadas para Paulinho, mas que este não conseguiu finalizar, primeiro por boa defesa de Caio, depois enviando o esférico ligeiramente por cima da barra.

E essa foi a tónica do jogo até ao seu término, a espaços houve aproximações às balizas contrárias, mas nunca com demasiado perigo e a partida esteve sempre morna e sem grandes momentos de futebol para entreter os poucos adeptos nas bancadas.

No final, o Braga cumpriu os serviços mínimos e não precisou de acelerar para se isolar na perseguição aos três da frente, enquanto o Feirense foi vítima da sua fragilidade e nunca pareceu capaz de fazer frente aos arsenalistas. Ao invés, limitou-se a evitar um resultado ainda pior que podia bem ter acontecido.

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