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Para a última partida antes da pausa para os compromissos internacionais, José Peseiro repetiu o onze que alinhou na jornada passada, na Luz, enquanto Nuno Manta Santos procedeu a uma alteração em relação ao onze que empatou frente ao Boavista FC – Cris assumiu a posição do lesionado Babanco.

“O Mundo Sabe Que” tinha acabado de ser entoado há poucos segundos e já o Sporting CP se aproximava do golo. Depois de uma recuperação na zona intermédia, a bola chegou a Nani que rematou contra a linha defensiva e na recarga Acuña rematou ao lado.

Aliás, esta foi uma tendência verificada nos primeiros minutos da partida; ao contrário do habitual, a equipa do CD Feirense estava muito macia no que à disputa da bola diz respeito e, em sentido contrário, os adversários pareciam verdadeiros leões na recuperação e saída para o ataque.

Foi assim aos cinco minutos, quando a bola saiu fraca dos pés de Bruno Fernandes, como aos 11 minutos, quando uma abordagem deficiente de Caio Secco podia ter resultado no primeiro golo do jogo. Ainda que se queixe de falta, o guarda-redes não fica isento de culpas e deixou escapar a bola para Bruno Fernandes, que aproveitou a baliza deserta, cruzou tenso para Nani, mas o cabeceamento saiu bastante ao lado.

A partir do primeiro quarto de hora, os fogaceiros assumiram a atitude que lhes é característica e tornaram-se mais aguerridos e batalhadores pelos lances divididos, fruto também de uma descida de intensidade por parte dos anfitriões. Os lances de perigo começaram a sondar a baliza de Salin e aos 16 minutos Edinho fez a bola tocar a barra com estrondo, na cobrança de um livre distante da área.

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Os erros da defesa visitante acumulavam-se e aos 32 minutos Montero roubou a bola a Edson Farias, que saía para o ataque, rematou de muito longe e fez a bola passar perto do poste esquerdo da baliza de Caio Secco.

Aos 40 minutos surgiu a melhor oportunidade leonina. Nani cobrou um lançamento lateral com rapidez, Montero recebeu no peito e rodou para encarar Cris. Deixando o adversário pelo caminho com uma finta elegante, “El Avioncito” rematou para defesa espetacular de Caio. Na recarga, Raphinha deslumbrou-se com a aparente facilidade e o guarda-redes contrário recolheu com facilidade. 5 minutos depois surgiu a oportunidade da partida, até então, e foi para o CD Feirense. Após um corte na sequência de um canto leonino, o contra-ataque é conduzido pela esquerda, mas a bola rapidamente chegou à direita, a Sturgeon. O ex-Vitória SC entrou na área, fintou Raphinha e cruzou para Edinho; sem oposição, o experiente avançado português fez a bola passar surpreendentemente muito por cima da baliza de Salin.

Logo depois soou o apito para o descanso. Para os registos ficou uma entrada forte dos da casa, uma reação e réplica interessantes dos da Feira e um jogo morno, no seu geral – muito morno, baseado nas recuperações em zonas adiantadas e transições rápidas.

Jovane Cabral voltou a partir do banco para mexer e resolver a partida
Fonte: Sporting CP

Voltaram para a segunda parte os mesmos 22 que iniciaram a partida e pareciam decididos a mudar a história. Passados cinco minutos, o CD Feirense já tinha deixado dois avisos, por Edinho e Luís Machado, calma e atentamente controlados por Salin. Na resposta, aos 57 minutos, Raphinha desembrulha a confusão à entrada da área contrária e remata rasteiro, à figura de Caio Secco.

No entanto, foi “sol de pouca dura”, já que só aos 70 minutos se voltou a sentir perigo, novamente dos dois lados. Primeiro por Edinho; novamente sozinho no centro da área, o avançado rematou mal e a bola saiu enrolada, ao lado. Depois foi o recém-entrado Jovane Cabral a mexer com a partida. Recebeu a bola em zona frontal, preparou-a a gosto, mas o remate saiu fácil para Secco.

As oportunidades dos verde e brancos já se somavam e a esta altura só Caio Secco impedia a transformação do nulo. Em dois minutos, aos 74’ e 76’, na sequência de dois cantos, o Sporting CP podia ter chegado ao golo. No primeiro, André Pinto aproveitou uma bola perdida e rematou para defesa do guardião brasileiro, no segundo, Battaglia cabeceou poucos centímetros ao lado. Três minutos depois, Caio voltou a negar o golo com uma dupla defesa, mas nada pôde fazer aos 88’. Na direita, Raphinha aguardou a subida do lateral companheiro, Ristovski correspondeu e recebeu a bola já dentro da área, cruzou atrasado e Jovane Cabral, marcado e em esforço, empurrou para a explosão de alegria nas bancadas de Alvalade.

A poucos minutos do final da partida, e com cinco de compensação, a equipa de José Peseiro foi controlando a partida, permitindo um livre inofensivo à equipa contrária, mas sem que a vitória voltasse a ser ameaçada. Ficaram evidentes neste jogo as capacidades defensivas da equipa de Nuno Manta Santos, mas revelaram-se insuficientes perante um Sporting CP a dar passos firmes rumo a um sólido renascer das cinzas.

Onzes iniciais:

Sporting CP: Salin; Ristovski, Coates, André Pinto e Jefferson (Jovane Cabral, 65’); Battaglia, Acuña e Bruno Fernandes; Raphinha, Montero (Luc Castaignos, 80’) e Nani (Petrovic, 89’).

CD Feirense: Caio Secco; Edson Farias, Briseño, Bruno Nascimento e Vítor Bruno; Tiago Silva, Cris e Crivellaro (Kodjo, 77’); Sturgeon, Edinho (João Silva, 82’) e Luís Machado.

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