A CRÓNICA: SORTE DE UNS, AZAR DE OUTROS

A segunda partida de Bino Maçães no comando técnico do “Emblema do Rei” deu-se na jornada 27, onde o CD Santa Clara se deslocou até Guimarães, numa bonita tarde de sol que marcou o encontro na cidade berço.

Um encontro marcado por uma tentativa de ambas as partes de inaugurar o marcador, visto que aos dois minutos de jogo surgiu logo uma oportunidade perigosa para Estupinan estrear o marcador, a favor do Vitória SC, mas Marco Rocha negou a festa à formação vitoriana.

Aos 17 minutos, Marcus Edwards fintou os defesas do Santa Clara, procurando isolar-se no terreno e tentar a sua sorte, rematando à baliza dos visitantes. O remate encontrou o poste e voltou à zona perigosa, onde Rochinha agarrou a oportunidade e colocou a bola no fundo das redes açorianas.

A sete minutos do início da segunda parte, Rui Costa tentou colocar a equipa em igualdade no marcador, mas o VAR considerou posição irregular e transformou a felicidade em revolta no banco da formação açoriana.

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Um Santa Clara esforçado e dominante, porém que não conseguiu encontrar a fórmula do golo, acabando por sair condenado deste duelo. Já o Vitória SC, volta a sorrir depois de cinco jornadas a sair derrotado dos duelos, com um triunfo finalmente a aparecer e a salvar o dia em Guimarães, mesmo que por apenas uma bola.

 

A FIGURA

Rochinha – O avançado da formação vitoriana coloca-se sempre presente, no local certo à hora certa, acabando por acumular mais um golo com a camisola do “Emblema do Rei”. Um autêntico conquistador, que não vira costas a um desafio e se mostra sempre pronto a ajudar a equipa em situações melhores.

O FORA DE JOGO

Ineficácia do CD Santa Clara – Apesar da dominância expressiva ao longo de quase todo o jogo, o Santa Clara demonstrou-se incapaz de chegar à baliza de Bruno Varela. Os visitantes permaneceram a zero, um resultado injusto perante a partida no Dom Afonso Henriques.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa orientada por Bino Maçães opta por um esquema tático diferente do usual da formação vitoriana. Utilizando um 3-4-3, André Almeida inicia o encontro no banco de suplentes, dando lugar a Estupinan que assume a titularidade neste duelo frente ao Santa Clara. Com a saída de Rochinha, o Vitória SC passou a apresentar um 3-5-2, com André Almeida a auxiliar o meio-campo da formação.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (8)

Marcus Edwards (5)

Estupinan (4)

Jorge Fernandes (5)

André Amaro (7)

Mensah (6)

Mumin (6)

Pepelu (5)

Rochinha (8)

Sacko (4)

 SUBS UTILIZADOS

Mikel Agu (-)

Noah Holms (-)

Rúben Lameiras (-)

Janvier (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Daniel Ramos opta pelo 4-3-3 sem mudanças relativamente ao jogo passado frente ao Nacional, no qual se sagrou vencedor por cinco bolas a uma. Ao intervalo, o técnico português decidiu alterar a dinâmica da equipa retirando Anderson Carvalho – recentemente amarelado no duelo – e colocou Costinha. Com as substituições na segunda parte, a formação açoriana apresenta-se com um cariz mais ofensivo, após a entrada de Ukra e Crysan.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Rocha (6)

Rafael Ramos (5)

Allano (5)

Fábio Cardoso (6)

Anderson Carvalho (4)

Carlos Carvalho (6)

Rui Costa (6)

Lincoln (7)

Mansur (6)

Morita (7)

Villanueva (7)

SUBS UTILIZADOS

Costinha (6)

Ukra (-)

Crysan (-)

Rui Correia (-)

Sagna (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Antes de mais parabéns pela estreia nas vitórias, gostava de lhe perguntar qual o sentimento após a primeira vitória ao comando técnico da equipa principal e ainda por cima em casa, no Dom Afonso Henriques?

Bino Maçães: É de facto muito importante, precisávamos desta vitória depois de tanto tempo e os adeptos merecem. Que a vitoria nos traga a tranquilidade que a equipa precisava nestes últimos resultados. Os adeptos merecem, depois de um período tão longo sem vencer. Quanto a mim, é importante ganharmos, num período difícil, sabíamos o que íamos encontrar e o que queríamos fazer, mas ficou aqui demonstrada a garra da equipa, com uma primeira parte que demonstra o que queremos continuar a fazer no futuro.

 

CD Santa Clara

BnR: Optou por mexer na equipa logo no início da segunda parte, ao colocar Costinha, considera que a equipa beneficiou com as alterações?

Daniel Ramos: Estávamos a perder a precisar de procurar espaços nas entrelinhas, com a entrada de Costinha conseguimos procurar com mais espaço e melhorar o triângulo no meio-campo, Allano estava amarelado e também estava a precisar de outros ares o jogo. A entrada do Costinha beneficiou a equipa. O arriscar pareceu-me ajustado, porque melhoramos e fomos melhores. O golo foi anulado, digo de forma pesada, e que a equipa não entendeu a razão e ficou prejudicada com a anulamento. Arriscamos até ao final, com a entrada de mais jogadores, porque precisávamos de arriscar e fizemos uma segunda parte melhor. Mas o Vitória embora estivesse mais defensivo, foi feliz e nós não.

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