Académica OAF 3-2 Varzim SC: Para ti, Mário Wilson

- Advertisement -

Cabeçalho Futebol Nacional

Este jogo tinha uma marca especial. Não só se tratava do reencontro de dois emblemas ilustres do futebol português que não se “viam” há 13 anos como ainda estava carregado de lágrimas ainda vertidas pelo desaparecimento de uma figura indelevelmente marcada à história da Briosa.

O minuto de silêncio em sua honra (acompanhado por um vídeo com os melhores momentos de losango ao peito e pelo bater do sino das 19h30 da igreja de São José, que se quis juntar à homenagem) que antecedeu a partida foi sentido no Cidade de Coimbra com enorme amargura. E uma inexplicável serenidade (provavelmente trazida por essa figura, que a emanava como ninguém).

A mesma serenidade com que o Varzim trouxe no início do jogo, mas que, com o passar do tempo, foi perdendo. Reagiu bem aos sinais de perigo que a Académica deixava (nos primeiros 5 minutos, Traquina, num cruzamento-remate, fez a bola roçar a trave e Tozé Marreco falhou, por milímetros, um golo servido de bandeja por Marinho), e manteve-se imperturbável no posicionamento do enigmático 3x5x2 trazido por Armando Envagelista, conseguindo mesmo chegar ao golo à boleia do discernimento evidenciado – numa bola em profundidade, para as costas da defesa Academista, Rui Costa fuzilou as redes à guarda de Ricardo Ribeiro, inaugurando o marcador aos 8 minutos).

A Académica, porém, não se precipitou numa busca irracional pela baliza adversária. Soube manter a postura e o positivismo, como a figura homenageada tão bem o fazia. Sabia que estava bem no encontro e que o golo seria apenas uma questão de tempo. E foi. 12 minutos depois, Makonda, na cobrança de um livre directo, rematou fez a beijar a bater trave antes de passar a linha de golo. 1-1, e a Académica ia crescendo no encontro, patrocinada pelos rasgos de Marinho, Traquina e Pedro Nuno, muitas vezes auxiliada pela subida dos alas e em sintonia perfeita com o equilíbrio do meio-campo, cujo patrão Fernando Alexandre se encarregava de organizar nos momentos de transição defensiva.

Até final da primeira parte, Marinho, em boa posição, atirou ao lado, uma bola oferecida por Pedro Nuno, e a Académica foi dando sinal mais, ao ponto de puxar pela virilidade do adversário que se revelou … Fatal. Aos 41 minutos, Jefferson, já com um amarelo no registo do árbitro Iancu Vasilica, teve entrada imprudente e foi expulso. Um dado que condicionou a estratégia do Varzim e inclinou o jogo para o seu meio-campo.

Costinha revelou-se satisfeito com um triunfo que considerou justo
Costinha revelou-se satisfeito com um triunfo que considerou justo

A segunda parte foi, por isso, marcada pela superioridade numérica da Briosa, que entrou com a determinação de um capitão (como foi a tal figura) rumo à vitória, remetendo o Varzim ao último terço do terreno, porém, a turma da Póvoa congestionava bem o jogo da Briosa, e foi preciso Costinha dotar o ataque de mais uma referencia ofensiva (entrou Rui Miguel, para se juntar a Toze Mareco no eixo do ataque, saiu Kaká) para que a supremacia numérica passasse para o resultado.

O jogo aéreo da Briosa estava agora mais bem apetrechado, e foi graças a maior presença na área contrária que a equipa chegou ao golo. Toze Marreco, por duas vezes, de cabeça, colocou a Briosa na frente do marcador. Primeiro, voando em antecipação a marcação, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Makonda e depois, num salto ao primeiro poste, servido por Marinho. 3-1

A Académica podia ter ampliado a vantagem, mas Marinho, de cabeça, e Pedro Nuno, de longe, num remate bem colocado não conseguiram desfeitear Cunha e arrumar, de vez, o jogo. Agradeceu o Varzim, que, por intermédio de Rui Costa, devolveu a esperança varzinista, aproveitando um erro de Diogo Coelho para fazer o 3-2.

Sofreu-se, roeram-se unhas, mas imperou a serenidade. A Briosa sossegou o jogo, e guardou os três pontos em casa. Uma voz terá dito “tenham calma”, no seu característico tom paternal e a mensagem passou, claro, aos jogadores, que, assim, puderam dedicar a vitória a quem mais queriam – está foi em teu nome, Velho Capitão.

Pedro Machado
Pedro Machado
Enquanto a França se sagrava campeã do mundo de futebol em casa, o pequeno Pedro já devorava as letras dos jornais desportivos nacionais, começando a nascer dentro dele duas paixões, o futebol e a escrita, que ainda não cessaram de crescer.                                                                                                                                                 O Pedro não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Para ser a bomba do mercado? Imprensa internacional avança que Real Madrid quer ‘roubar’ herói do Mundial 2026 ao Barcelona

Ferran Torres pode trocar o Barcelona pelo Real Madrid. O PSG também está na corrida pelo avançado espanhol.

Nicolás Otamendi toma decisão após o Mundial 2026

Nicolás Otamendi está pronto para voltar a jogar pelo River Plate, depois da Argentina ter perdido a final do Mundial 2026.

Real Madrid em cisão total: Rodri Hernández é tema de conversa no Bernabéu

O Real Madrid pode vir a ser destino de Rodri Hernández. O médio não fecha as portas a um regresso a Espanha neste mercado.

Mame Niang confirmado como reforço do FC Porto

Mame Niang foi confirmado durante esta terça-feira como reforço do FC Porto, assinando por cinco temporadas.

PUB

Mais Artigos Populares

António Silva já tem acordo com o Bournemouth e Benfica tem razões para sorrir

António Silva prepara-se para ser reforço do Bournemouth. O defesa central já tem acordo com o emblema inglês.

Henrique Rocha eliminado do Estoril Open

Henrique Rocha foi eliminado do Estoril Open. O tenista português caiu aos pés de Pedro Martínez, que chegou à final de 2024.

Erling Haaland toma decisão importante em relação ao futuro: Real Madrid está atento

Erling Haaland definiu que não vai deixar o Manchester City neste mercado de transferências, desejando ficar mais uma época nos ingleses.