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CD Trofense 2-1 Académica OAF: E tudo Capita mudou

A CRÓNICA: CD TROFENSE COM CORAÇÃO DE SEGUNDA

O CD Trofense recebeu e venceu a turma da Académica OAF por 2-1 num jogo marcado pela exibição do 8 ao 80 de Mika, pela substituição de Capita que marcou o jogo e pela resiliência da turma da Trofa para segurar o resultado.

Relativamente ao jogo, a primeira metade deixou muito a desejar. Ambas as equipas, mais do que pretenderem fazer mexer a organização do oponente, procuraram não descolar da sua organização, o que promoveu um espetáculo muito fechado e circunscrito a poucas oportunidades de relevar.

Ainda assim, a equipa da casa – mais objetiva e pressionante na procura do erro contrário – foi quem conseguiu assustar primeiro, sendo que Bruno Almeida disparou para uma defesa muito boa de Mika. Do lado visitante, para além do goleador João Carlos foi Ivan Pavlic o mais esclarecido – constantemente a dar linhas de passe e a orquestrar jogo – , ao passo que foi o médio que também acabou por criar melhores oportunidades da Briosa, não obstante nenhuma tenha sido flagrante.

Segundos 45 minutos muito diferentes: houve golos, emoção, e duas equipas muito ofensivas. O CD Trofense foi quem começou melhor, aproveitando a circulação lenta e muito passiva da Briosa, que ia cometendo erros atrás de erros. O primeiro adveio de Mika, e bem, que erro…Através de um canto curto Tiago André cruzou e Mika não segurou e deixou a bola cair para dentro…Lance bizarro que mais parecia para os ‘apanhados’. Em resposta, Jorge Felipe fuzilou a baliza de Rodrigo Moura com um belo golo de cabeça, que voltou a colocar tudo na estaca zero.

Após o 1-1, veio o desperdício do CD Trofense e o ponto final de Capita. Numa jogada rápida e muito bem operada, Gustavo lançou Tito que cruzou de forma perfeita para os pés de Capita, oferecendo assim a vitória e a manutenção à equipa da Trofa. Até final, ainda houve tempo para duas intervenções fantásticas de Mika (uma delas sendo um penalty), contudo foi mesmo a perseverança do CD Trofense a ficar na retina.

 

A FIGURA

Capita – Entrou, mexeu com o jogo e deu o golo da vitória. Que mais se pode dizer? 45 minutos de quase perfeição para o extremo agitador que deu uma ajuda fundamental nas aspirações do CD Trofense.

 

O FORA DE JOGO

João Carlos – Falamos do melhor marcador da Segunda Liga (17 golos) e uma das principais revelações desta Académica OAF moribunda, mas hoje não se deu ao jogo e pouco conseguiu fazer para contrariar a dupla de centrais do CD Trofense.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

A equipa orientada por Sérgio Machado alinhou em 4-4-2, com a surpresa Rodrigo Ferreira a médio esquerdo no lugar de Achouri e Mutsinzi no lugar do aniversariante João Paulo. Em termos estratégicos, a equipa da Trofa não fugiu muito do que havia feito nos ultimos jogos, com uma defesa num bloco médio-alto e com especial preferência para atacar através de ligações rápidas ou em contra ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rodrigo Moura (5)

Tito Júnior (7)

Ange Mutsinzi (6)

Simão Martins (6)

Tiago André (6)

Vasco Rocha (7)

Matheus índio (5)

Gustavo Furtado (6)

Rodrigo Ferreira (5)

Bruno Almeida (5)

Bruno Moreira (5)

SUBS UTILIZADOS

Capita (8)

Beni (6)

Bechou (6)

Caio Marcelo (-)

Daniel Liberal (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Zé Gomes alinhou em 3-4-3, com três novidades no 11 inicial em relação ao último jogo perante o Mafra – Reko, Michael Douglas e Pavlic. A equipa da Académica OAF acabou quase sempre por ter mais tempo com bola, contudo, a dificuldade foi sempre grande para criar dificuldades à linha defensiva do CD Trofense. Em organização ofensiva procurou sair curto e depois ligar setores com Pavlic ou Ricardo Dias, sendo que João Carlos foi sempre um dos mais procurados, aparecendo como referência entre os centrais.

Defensivamente, as dificuldades da Académica OAF prenderam-se na transição defensive e no controlo da profundidade, ao passo que com a chegada de Capita, a velocidade dos centrais foi sempre colocada em prova.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Michael Douglas (5)

Zé Castro (5)

Jorge Felipe (6)

Ricardo Dias (5)

Ivan Pavlic (6)

João Traquina (5)

Fábio Vianna (5)

Reko (6)

João Carlos (4)

Costinha (5)

SUBS UTILIZADOS

Mimito (5)

Fatai (5)

João Mário (5)

Guilherme (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

CD Trofense

BnR: Boa noite mister, Capita acabou por ser determinante, e o próprio Zé Gomes acabou por confessar a dificuldade que o jogador causou pela velocidade que tem. E dito isto, pergunto-lhe, o que é que pretendeu de Capita, ele que substituiu Bruno Almeida.

Sérgio Machado: Sim, nós quando chegamos haviam alguns jogadores que vinham de algumas paragens, e que nos complicava em termos de condição fisica e nós tinhamos de ser inteligentes na gestão. Se o Capita jogasse de inicio, provavelmente o Capita iria quebrar fisicamente e não o teríamos na segunda parte. E a nossa estratégia passou muito, na primeira parte, de o Rodrigo nos dar mais qualidade com bola a servir como o quarto médio e depois no jogo, com a velocidade que o Capita tinha, iríamos ter a tal profundidade que acabou por ser muito importante na vitória.

 

Académica OAF

BnR: Boa noite mister, sentiu que a equipa teve especiais dificuldades no momento da reação à perda e também a controlar a transição ofensiva do CD Trofense?

Zé Gomes: Sim, eu penso que tivemos alguma dificuldade no momento em que entrou o Capita, e tivemos muita dificuldade aí, um jogador muito rápido, tentamos também com o Guilherme fechar aquele lado. Mas, de resto, como é normal estamos a perder, queremos arriscar mais e o CD Trofense também podia ter feito numa outra situação. Como eu digo, infelizmente eu não estava cá no início, mas acompanhava e quando cheguei, acho na minha opinião, fizemos alguns jogos o suficiente para ganhar e secalhar no jogo de hoje também, mas depois o CD Trofense foi mais eficaz.

 

O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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FC PORTO vs CD TONDELA