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25 de Janeiro, 2022

SC Covilhã x Farense

SC Covilhã 0-0 SC Farense: Equipas inspiram-se no clima e fazem jogo frio

A CRÓNICA: SEQUÊNCIA SEM VITÓRIAS PERMANECE PARA AMBAS AS EQUIPAS

O jogo começou com um inesperado domínio da equipa do Algarve. O SC Farense mostrou logo o seu esquema mais bem consolidado, possibilitando triangulações e realizando de forma produtiva combinações no meio-campo.

Como resultado, logo aos sete minutos iniciais, numa bola levantada para a grande área do SC Covilhã, André Almeida não afastou bem e a bola sobrou para o ataque do Farense, que jogou novamente para dentro da área. O avançado Baldé só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. No entanto, tudo foi em vão, pois o árbitro fiscal indicava a posição irregular do avançado Farense.

Após início favorável para a equipa do Farense, gradualmente, o SC Covilhã começou a impor-se frente ao seu adversário. Com 23 minutos do primeiro tempo, a equipa verde e branca produziu algumas oportunidades sem levar perigo real. Entretanto, quem conseguia manter a posse da bola ainda era a equipa do Farense.

Em meio a isso, o árbitro da partida tentava conter os entusiasmos dos jogadores em campo. Com a busca excessiva em torno da vitória, o jogo cada minuto tornava-se mais nervoso. Faltas violentas e divididas mais ríspidas geraram em apenas 30 minutos um cartão amarelo para a equipa da casa e dois para o Farense. Desta forma, sem inspiração, com poucas oportunidades reais de golo e muitas faltas de jogo, encerraram-se os primeiros 45 minutos.

O prognóstico da bola rolando intensificou nos primeiros minutos da segunda etapa. Enquanto os jogadores buscavam contacto físico, o árbitro foi perdendo o controlo da partida que se tornou menos atrativa aos olhos dos adeptos presentes no Estádio Santos Pinto.

As oportunidades começaram a surgir apenas depois dos 56 minutos de jogo, quando novamente Baldé, após cruzamento vindo do lado direito de ataque, rematou por cima da baliza de Léo. Por outro lado, através dos contra-ataques, o SC Covilhã chegou perto do primeiro golo, através do remate de longa distância vindo dos pés de Isaiah.

Mesmo com a segunda parte ligeiramente melhor em termos de oportunidade do que a primeira, o jogo ficou muito preso às disputas de bola no meio-campo, com poucas triangulações e jogadas tramadas. Tiros de canto, bolas paradas e remates de longa distância foram as únicas maneiras de levar algum perigo às respetivas balizas.

Neste prognóstico, os jogadores do SC Covilhã pareciam cansados fisicamente, enquanto o Farense crescia nos minutos finais de jogo. Entretanto, a efetividade fez falta e as equipas não conseguiram tirar o zero do resultado.

Desta forma, o retrospeto negativo permanece para ambas as equipas. Os donos da casa já somam oito jogos sem vitórias na Segunda Liga. Em meio a isso, o Farense permanece sem conquistar uma vitória no campeonato.

 

A FIGURA

Elves Baldé – A personificação das melhores oportunidades de jogo. O jogador do Farense, desde o início apresentou forte empenho no ataque com a sua velocidade e ousadia no drible. A movimentação por entre os corredores do campo foi fundamental para ultrapassar a barreira defensiva dos Leões da Serra. Mesmo com alguns erros de decisão, foi o principal jogador criador de perigo durante o jogo.

 

O FORA DE JOGO

André Almeida – A situação do SC Covilhã antes da partida era de grande pressão. Daqueles que se espera maior tranquilidade e segurança nestas situações são os jogadores experientes. Neste ponto, o que se viu foi exatamente o contrato. Nervosismo principalmente durante a primeira etapa, onde o defesa errou em lances fáceis que resultaram nem desempenho sem qualquer confiança. SC Covilhã

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Na sua estreia no estádio José Santos Pinto, o treinador serrano José Bessa manteve o 4-4-2 que o plantel estava habituado a jogar. No entanto, as únicas alterações para o jogo contra o Farense foi a entrada do médio Diego Medeiros no lugar de Jorge Vilela. As substituições vieram apenas para renovar o fôlego. SC Covilhã

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (5)

Lucas Barros (6)

André Almeida (4)

Heliton Titão (6)

Jean Felipe (6)

Tiago Moreira (5)

Felipe Dini (4)

Diego Medeiros (4)

Ahmed Isaiah (6)

Diogo Almeida (5)

Jô Batista (5)

SUBS UTILIZADOS

Jorge Vilela (5)

Deivd (5)

Arnold (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

O bom desempenho frente à equipa do Penafiel na última jornada fez com que o treinador Fernando Pires mantivesse o habitual 4-3-3. As únicas alterações ficam por conta das saídas do médio francês Amine Oudrhiri e do lateral Miguel Bandarra. Para o seu lugar entraram Bura no meio-campo e Loíde Augusto na lateral direita. Durante o jogo, foi notório a movimentação do ataque Farense que invertia por vezes os seus ponteiros de modo a confundir a defesa adversária. As substituições realizadas no segundo tempo não alteraram o padrão tático.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Velho (6)

Loíde Augusto (6)

Róbson (5)

Eduardo Mancha (5)

Abner Felipe (5)

Jonatan Lucca (5)

Bura (5)

Fabrício Isidoro (5)

Mica Silva (6)

Cristian Ponde (6)

Elves Baldé (7)

SUBS UTILIZADOS

Mayambela (7)

Claudio Falcao (6)

Miguel Bandarra (6)

Pedro Henrique (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

BnR: Qual a razão ao realizar todas as substituições faltando apenas 15 minutos para o final da partida?

Felipe Rocha: “Eu senti que a equipa não estava mal, tirando duas bolas perdidas no meio. Agora, faltavam 15 minutos mais descontos, e não senti os jogadores fatigados, pensei que iam acusar mais. Quando assim é, nós não temos assim tantas soluções na frente. E às vezes temos que ter alguma calma e ser cerebrais, não podemos ser emocionais. Isto é uma luta grande, as pessoas têm que perceber que a Segunda Liga este ano está muito forte e vejam a quantidade de empates, sinal de que as equipas estão equilibradas e ninguém quer perder.”

 

SC Farense

BnR: Sai feliz com este resultado apesar de sabendo que a primeira vitória na Segunda Liga poderia ter ocorrido nesta noite?

Fernando Pires: “Pelo menos neste jogo, para dentro da nossa capacidade, o facto é que o jogo acaba com o SC Covilhã a fazer tempo, pois estavam a sentir que o jogo estava a fugir. E valia mais segurar um ponto do que acabar por perder.  Julgo que fomos superiores e como nos últimos jogos, voltamos a perder dois pontos e não sair a ganhar com um ponto.”