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ÚLTIMA HORA:

SC Covilhã 1-1 Leixões SC: Empate amargo para ambos os lados

A CRÓNICA: COM ESTÁDIO LOTADO, O EQUILIBRIO FOI O GRANDE DESTAQUE DO CONFRONTO

Enquanto a Segunda Liga se encaminha para seus capítulos finais, confirma-se que a mesma é um dos campeonatos mais disputados e continua a despertar emoções e decisões. Exemplo disso mesmo foi o encontro entre um SC Covilhã a querer fugir à despromoção, e um Leixões SC a sonhar com a Primeira Liga.

Os donos da casa, que necessitavam da vitória para poderem depender apenas de si próprios na manutenção da Segunda Liga, foram invadidos por adeptos e cidadãos da Covilhã, que encheram as cadeiras do Estádio José dos Santos Pinto.

Por outro lado, a vitória para os “Bebés do Mar” era a única hipótese para manter vivo o sonho de uma vaga nos playoffs de acesso à Primeira Liga.

Porém, os primeiros minutos do confronto subtraíram a diferença de posições nesta Segunda Liga, através da qualidade de um jogo totalmente franco e aberto para ambos os lados.

Como consequência, em pouco mais de quatro minutos de jogo, Wendel obrigou Léo Navacchio a defender uma oportunidade que tirou o fôlego aos adeptos presentes no José dos Santos Pinto.

Depois de um início acelerado, e passados alguns minutos de muito vigor físico e poucos espaços criados, a equipa da casa sentiu o empurrar dos adeptos e empilhou oportunidades de perigo, principalmente pelos pés de Kukula e dos extremos, Jean Felype e de Rui Gomes.

No entanto, aquilo que é a principal deficiência do SC Covilhã ao longo da época, a falta de qualidade para colocar a bola no fundo da rede, foi quebrada apenas aos 36 minutos de jogo, quando, sob os corredores laterais, Tiago Moreira cruzou para o meio da área; lá, estava Kukula, que ganhou a disputa contra o defesa, mas apenas raspou de cabeça, sobrando então para Rui Gomes, que apenas teve a simples missão de empurrar a bola para o golo.

Os minutos de reflexão e correção no balneário durante o intervalo culminaram na entrada de Oliveira para o Leixões SC, que foi um dos responsáveis por mudar o panorama da primeira parte de domínio dos donos da casa.

Foi durante este equilíbrio de ações que, aos 50 minutos, a bola foi cruzada pela esquerda de ataque do Leixões SC, obrigou o guarda-redes serrano a defesa de recurso. Contudo, a bola sobrou para Fabinho que, como elemento surpresa, chegou para completar a sobra e empatar o marcador.

Depois do golo, a equipa da casa sentiu o golpe emocional e deixou que a equipa do Leixões SC dominasse as oportunidades de golo, focando-se nos contra-ataques e nas triangulações entre Oliveira e Fabinho, pelo corredor direito do ataque.

Porém, enquanto o sol se punha e a temperatura diminuía, o jogo também seguia este caminho, com poucas jogadas criadas e muitos erros no passe, principalmente no lado do emblema da Covilhã que, a cada segundo que passava, aumentava o nervosismo.

Apesar de Héliton levar perigo pelo ar, por parte do SC Covilhã, e da incrível oportunidade perdida debaixo dos postes nos descontos finais, os detalhes na imprecisão no momento mais importante determinaram o empate no José dos Santos Pinto.

Foi então, com gosto amargo, que os adeptos que encheram o estádio serrano à espera de uma vitória viram que a mesma escapou no último momento, nos pés de Samu.

Assim, o empate deixou o SC Covilhã novamente numa situação delicada, pois precisa agora que os resultados paralelos o ajudem a escapar da Liga 3.

Por outro lado, a amargura também está presente no Leixões SC que, pela segunda vez consecutiva, empata um jogo e impede o crescimento e sonho de algo mais ambicioso do que o meio da tabela classificativa.

 

A FIGURA

João Oliveira – O jogador foi responsável por mudar o rumo do jogo e imponente na parte defensiva. Conseguiu ser a chave determinante para o jogo lateral que infiltrou a defesa e consolidou o golo solitário no empate frente ao SC Covilhã. O ataque lateral com João, com as triangulações entre Fabinho e Wendel sempre a levaram perigo à defesa serrana.

 

O FORA DE JOGO

Felipe Dini – Foi um dos jogadores recuperados por Leonel Pontes, mas que não teve grande sucesso frente ao Leixões SC. Engolido pela parte defensiva e sem qualquer sucesso na criação de jogo, um dos indivíduos flutuantes do meio de campo serrano simplesmente não cumpriu.

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

O treinador Leonel Pontes manteve a formação que lhe garantiu a subida para fora da zona de despromoção da Segunda Liga. O 4-2-3-1, com grande movimentação de Felipe Dini atrás do ponta de lança Kukula, é a grande arma quando o SC Covilhã tem a posse da bola. Na parte defensiva, a equipa transitou para um 4-1-4-1, em que apenas Kukula fica isolado à frente para partir num contra-ataque. A contar com o retorno do melhor assistente da equipa, Jean Felipe, a equipa serrana dispôs para Leonel Pontes a força máxima do seu plantel. Na segunda parte, e à procura de ter a vantagem no marcador novamente, a entrada de Camilo e Samu modificaram a formatação do Covilhã para um 4-4-2, no qual Jean Felype foi deslocado para sua posição de origem, na lateral direita.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (7)

Tiago Moreira (7)

André Jaime (5)

Héliton (5)

Lucas Barros (4)

Gilberto Silva (4)

Tembeng (5)

Rui Gomes (8)

Jean Felype (7)

Felipe Dini (3)

Kukula (6)

SUBS UTILIZADOS

Samu (4)

Fabrice Tamba (5)

Camilo (5)

Arnold (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

O melhor treinador da Segunda Liga no mês de março, José Mota, começou com a consolidada formação de 3-5-2. Com grande destaque para Evrad Zag, que permanece como primeiro homem do meio-campo, ao cumprir uma função de defesa mais sólida e física. Ao mesmo tempo, Hélder Morin fica como primeiro meio de criação e, mais à frente,  Fabinho completa o setor do meio-campo. A novidade foi a entrada de Coronas para o lugar de Pasto, para cobrir a ala direita, enquanto no corredor esquerdo Seck permaneceu com a função tática de cruzamento e triangulação com os médios. Mais a frente, os avançados Wendel e Kiki, além de prestarem serviço como “criadores de golo”, pressionaram o setor defensivo do SC Covilhã, para impedir a criação de jogo serrana. A alternância tática do SC Covilhã obrigou José Mota a impedir o crescimento dos extremos serranos. Para isso, na segunda parte, a entrada de João Amorim foi providencial para defender sem a bola naquilo que seria um 5-3-2, enquanto Oliveira passou para o setor ofensivo.

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beunardeau (6)

João Meira (6)

Léo Bolgado (5)

Ricardo Teixeira (5)

Coronas (4)

Fabinho (6)

Zag (6)

Seck (6)

Kiki (7)

Morin (5)

Wendel (7)

SUBS UTILIZADOS

Oliveira (8)

Thalis (5)

João Amorim (5)

Ben Hassan (-)

Luan Martins (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

SC COVILHÃ

BnR: Qual a importância do regresso de Jean Felype, que foi um jogador polivalente no corredor direito, principalmente a partir do deslocamento dele mais a frente para as mecânicas de jogo com Tiago Moreira?

Leonel Pontes: O Tiago não estava a fazer um bom jogo e colocamos jogadores com outro tipo de capacidade e outras características. Repara, o Jean tem várias particularidades, pois jogou como lateral por muito tempo. A partir de certa altura, percebemos que era um jogador com capacidade de ter a bola, pela capacidade de cruzar, pela capacidade de decisão com a bola no pé. Também temos a possibilidade de poder jogar de lateral de trás para frente. Por isso, ele tem essa qualidade que poderíamos ter aproveitado um pouco mais.

 

LEIXÕES SC

BnR: Qual foi a conversa e o motivo pela mudança no setor de lateral direito com a entrada de Oliveira, que teve um papel mais ofensivo no último bloco de campo?

José Mota: A entrada de João Oliveira acelerou o corredor direito, aquilo que nós pretendemos. Criou muitas dificuldades ao último reduto do SC Covilhã. Nós fomos mais fortes a nível de corredor com maior profundidade e objetividade.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

 

Adepto incondicional de futebol, Kayalu apaixonou-se pelo desporto no momento em que sentiu pela primeira vez a vibração e paixão das claques. É este sentimento que ele projeta passar ao informar e apresentar tudo que o desporto mais popular do mundo traz. Além disso, os motores da Fórmula 1 e a competitividade do vólei enchem o resto da paixão deste brasileiro.

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