SC Covilhã 2-0 FC Alverca: Manutenção selada com vitória “sem espinhas”

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A CRÓNICA: AS EMOÇÕES QUE FALTARAM NO PRIMEIRO DUELO GUARDARAM-SE PARA A SEGUNDA MÃO

Apenas 37 segundos. Sem tempo para respiros, pensamentos ou qualquer outra ação, o SC Covilhã saiu com a bola no centro do campo e logo partiu para o lado direito. Depois de cobrança na lateral do campo, Felipe Dini recebeu a bola e passou por dois marcadores ribatejanos. O médio rematou de perna esquerda, no canto da baliza de José Costa, que não impediu a bola de chegar ao fundo da rede. Melhor início era impossível no Estádio José Santos Pinto.

O golo precoce por parte do Covilhã, de maneira alguma, esfriou as ações de ataque do FC Alverca. Ainda assim, ao contrário do primeiro jogo, criou-se rapidamente um ambiente de bom futebol e alta intensidade por ambas as equipas. Isto logo se traduziu em três grandes oportunidades ainda nos 10 primeiros minutos por parte da equipa visitante.

Ao passar da primeira parte, o Alverca sentia cada vez mais a pressão pelo resultado passar a cada segundo. Isto resultou em faltas mais ríspidas e com teor mais agressivo, mas ainda sob o controle, enquanto o Sporting da Covilhã tentava reter a posse da bola para acalmar a intensidade do jogo. A consequência da retenção de jogo por parte serrana surtiu efeito quando, aos 28’, a bola saiu do lado direito, num cruzamento, e a defesa do Alverca afastou para o meio da grande área. Aí estava Rui Gomes, que com precisão acertou o mesmo canto que os Leões da Serra já tinham carimbado anteriormente.

Depois do segundo balde de água fria, a equipa ribatejana pareceu deslocada de seu recinto e apenas à espera do intervalo, para ensaiar uma nova reação. Ao mesmo tempo, a tranquilidade do Covilhã era incendiada pelos adeptos e pelos suplentes verde e brancos.

O tão esperado intervalo por parte do Alverca, inicialmente, resultou numa equipa mais agressiva, que possuiu três grandes oportunidades em direção à baliza do Covilhã. Entre elas, uma bola pegou no poste e outra foi salva em cima da linha, de forma quase impossível.

Porém, as incríveis oportunidades perdidas por parte do Alverca tiveram efeito desmotivador na equipa ribatejana. Com isso, o controle do jogo foi gradualmente ganho por parte dos Leões da Serra. Com este resultado, o apito final decretou que as equipas continuassem nas mesmas ligas de quando começaram a disputa destes playoffs.

 

A FIGURA

Felipe Dini Uma das grandes apostas e recuperações de Leonel Pontes desde que aceitou a missão de manter os Leões da Serra na Segunda Liga, Felipe Dini, juntamente com toda equipa da casa, teve logo no primeiro segundo a concentração ideal para um jogo decisivo de playoff. Autor da grande jogada inicial que deu a vantagem do primeiro golo para os locais, Felipe movimentou-se pelo meio-campo e foi um dos grandes responsáveis por municiar o setor ofensivo do Covilhã.

 

O FORA DE JOGO

Ricardo Rodrigues – Um dos jogadores mais diferenciados de todo plantel do Alverca, o extremo levou pouco perigo à baliza adversária e também sofreu com o desgaste físico, na segunda parte. Mesmo com um início promissor no segundo tempo, a defesa do Covilhã conseguiu neutralizar uma das grandes esperanças ribatejana.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Com a bola, o treinador Leonel Pontes apostou no mesmo 4-2-3-1 do primeiro jogo do playoff, com grande movimentação de Felipe Dini, que transita pelos setores ofensivos do meio-campo, atrás da grande arma ofensiva serrana, o ponta de lança Kukula.

Na parte defensiva, a equipa transitou para um 4-5-1, com Jean e Rui Gomes a proteger as subidas adversárias pelo lado do campo, e no ataque sem a bola, Kukula fica isolado à frente e atento para a construção de contra-ataques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (8)

Jean Felipe (7)

André Jaime (7)

Héliton (5)

Lucas Barros (4)

Gilberto Silva (5)

Tembeng (5)

Rui Gomes (7)

Arnold (5)

Felipe Dini (9)

Kukula (5)

SUBS UTILIZADOS

Jorginho (4)

Jorge Vilela (5)

Camilo (5)

Jaime (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC ALVERCA

A equipa ribatejana começou o jogo com o mesmo 4-4-2 sem a bola, a contar apenas com Jefferson Nem e Jonata Bastos numa linha mais à frente. Durante as ações de ataque, tornava-se um 4-3-3, com destaque para a criação de ataque pelos lados do campo, principalmente com Ricardo Rodrigues e Tiago Gomes pelo lado esquerdo de ataque.

Na segunda parte, na busca de uma reação, a entrada do lateral direito Jorge Bernardo foi a tentativa de melhorar o apoio ofensivo e a agressividade pelo lado direito do ataque ribatejano.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

José Costa (5)

Ronaldo Rodrigues (6)

Tiago Gomes (5)

Tailson Silva (5)

João Freitas (4)

Eurico Lima (6)

Gustavo Klismahn (6)

Everton Brandão (6)

Jefferson Nem (5)

Ricardo Rodrigues (5)

Jonata Bastos (5)

SUBS UTILIZADOS

Rafa Castanheira (7)

Jorge Bernardo (5)

Ryan (5)

Diogo Ribeiro (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

BnR: “Depois destes meses à frente do Covilhã, o que foi determinante para a permanência na Segunda Liga?”

Leonel Pontes: “O conjunto de ideias que se mantêm, pois foram fundamentais: rigor, atitude profissionalismo, os horários, o respeito pelos outros. Estes aspetos, que já deveriam estar resolvidos, ainda não estavam. Depois, agarrar numa ideia, os jogadores têm de a ter. Transmitimos a ideia do que fazer quando perdemos a bola, quando atacar e outras funções. Resolvemos os problemas internos e decidimos que, faltando dez jornadas, cada jogo seria uma final. Eu digo que nós, jogadores e equipa técnica, saímos evoluídos depois deste processo.”

 

FC Alverca

BnR: “Foi possível transmitir qualquer ideia de jogo, depois de sofrer um golo aos 30 segundos iniciais?”

Argel Fuchs: “Literalmente, sofremos um golo ainda no aquecimento. E qualquer estratégia já vai (embora). Mas, no segundo tempo, o jogo tranquilizou-me, os jogadores deram o máximo e nossa equipa incomodou bastante. É isso que levamos daqui para a frente.”

Kayalu Castro da Silva
Kayalu Castro da Silvahttp://www.bolanarede.pt
Adepto incondicional de futebol, Kayalu apaixonou-se pelo desporto no momento em que sentiu pela primeira vez a vibração e paixão das claques. É este sentimento que ele projeta passar ao informar e apresentar tudo que o desporto mais popular do mundo traz. Além disso, os motores da Fórmula 1 e a competitividade do vólei enchem o resto da paixão deste brasileiro.

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