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Numa semana marcada por circunstâncias especiais para a Académica, com a confirmação do regresso de Zé Castro, homem da casa, e tendo em conta a pouca “frescura” (palavras de Hélder Cristóvão) do SL Benfica, seria de esperar uma Académica dominadora em busca de um resultado confortável. Não foi assim.

Desde cedo que o estudantes quiseram assumir a partida, esticando as suas linhas até ao meio-campo encarnado. A bola, de facto, roçou a baliza de Zlobin, guardião das àguias, mas, fora um lance em que Chiquinho rematou fraco e à figura em zona prometedora, não criaram perigo substancial e seria o Benfica a deixar no ar o primeiro aroma a golo, numa boa iniciativa de Gedson Fernandes que terminou num remate a rasar o poste da baliza de Ricardo Ribeiro.

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Este susto pareceu despertar a eficácia do processo ofensivo da Briosa que, finalmente, deu mostras de perigo real – Harramiz, num belo lance sobre a direita do ataque, provocou um desentendimento entre Zlobin e Lystcov, e Tozé Marreco, aproveitando-o, visou a baliza, mas atirou ao poste. Foi assim, nesta toada de parada e meia-resposta, com a bola a rondar as duas balizas (mais a do SL Benfica B que a da Académica) sem que se aproximasse de forma perigosa, que a primeira parte foi sendo arrastada até o seu término.

Mancha Negra, bem composta, foi incansável no apoio à Académica
Mancha Negra, bem composta, foi incansável no apoio à Académica

A segunda parte voltou a trazer uma Académica com maior posse de bola, mas desta vez também com maior objectividade e dispôs de duas boas ocasiões para marcar nos primeiros quatro minutos da etapa complementar. Primeiro, Ki, atirou ao lado, depois foi Chiquinho, numa primeira instância e Femi Balogun na recarga, a estar perto do golo.

Porém, tal como na primeira parte, o Benfica respondeu na mesma moeda e precisou de menos bola para fazer… mais. À passagem dos 57 minutos, Alan Junior fugiu a João Simões, isolou-se e não teve problemas em servir Zé Gomes (substituiu João Félix ao intervalo) para o golo inaugural. A partir daqui, os encarnados baixaram a linha média, fecharam bem o seu meio-campo e foram neutralizando a tentativa de reação da Académica, sem que, com isto, deixasse de tentar explorar espaços livres deixados pelo risco que a Briosa teria de correr em busca do empate.

Essa estratégia resultou em pleno, já que seriam os encarnados a ampliar a vantagem, precisamente num lance de contra-ataque, em que Heri se impõs aos dois centrais da Académica, isolou-se e fez o 0-2. A Briosa passou a jogar mais com o coração do que com a cabeça e só conseguiu reduzir através de uma grande penalidade. Nélson Pedroso, chamado à conversão do castigo máximo, não falhou e reduziu a desvantagem a três minutos dos 90.

Acendeu-se a esperança no empate no Cidade de Coimbra, mas a Académica viria a revelar-se demasiado emocional para alcançar tal desígnio e os três pontos fugiram para Lisboa. Quem diria? A Briosa, mais experiente, foi traída pela “esperteza” da juventude do Benfica B, mais eficaz nas ocasiões de que dispões.