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A formação do Académico de Viseu FC recebeu este sábado a equipa do SC Farense, em jogo a contar para a sexta jornada da Liga Pro.

Defrontavam-se a melhor defesa (os viseenses, com apenas três golos sofridos, a par do CD Nacional) e o melhor ataque da competição (os algarvios, tendo apontado 10 golos até então, tal como o Sporting da Covilhã, com quem dividiam a liderança da prova). Dada a chuva intensa que caiu sobre Viseu, o espetáculo teve muito poucos adeptos no Estádio do Fontelo, que apresentou um relvado pesado e, por vezes, de difícil utilização para circulação de bola rasteira, o que privilegiou o jogo direto e a recorrência das bolas longas.

O jogo começou partido, com ambas as formações a quererem puxar para si o controlo da posse de bola, mas quem o foi conseguindo foi a equipa da casa, que tentou explorar as costas dos laterais do Farense e, a partir da linha, cruzar para o ponta-de-lança, Anthony Carter. O Académico foi crescendo cada vez mais na partida e estava a conseguir encostar o adversário “às cordas”, ainda que, por uma ou outra vez, os algarvios fossem deixando avisos através do contra-ataque.

O primeiro lance de perigo real aconteceu pouco depois da meia hora de jogo, para o lado do Viseu, com um remate de Luisinho, de meia distância, a passar junto do poste direito da baliza de Hugo Marques. O Farense respondeu poucos minutos depois, através de um cabeceamento de Ryan Gauld, que sofreu um desvio e passou rente à barra. O jovem escocês não estava conformado e voltou a tentar, desta vez no um-para-um com Janota, mas o guardião viseense levou a melhor.

Se na maior parte do primeiro tempo foi o Académico quem esteve por cima no jogo, nos últimos dez minutos foram os “leões” de Faro a “colocar as garras de fora”, mas o nulo permaneceu inalterado.

Fonte: Bola na Rede

Se o jogo parou para o intervalo, a chuva não “seguiu o conselho” e continuou a cair copiosamente. O terreno de jogo mais pesado deu origem a um futebol “menos bonito”, de maior confronto físico e também com maior número de bolas longas e pelo ar, muitas das vezes com a trajetória influenciada pelo vento.

O único golo apareceu logo no reatar da partida, para o lado do Académico de Viseu. Luisinho executou um lançamento rápido e, após pequena combinação com Fernando Ferreira, tirou o cruzamento que encontrou Latyr no centro da área, solto de marcação. Estava inaugurado o marcador, desta feita pela turma de Rui Borges, e podia ter sido ampliado poucos minutos depois: novo cruzamento de Luisinho, que desta vez encontrou resposta de Carter, mas a bola passou ligeiramente por cima.

À passagem do minuto 64, os “Viriatos” podiam ter voltado a faturar, mas foi o guarda-redes Hugo Marques quem impediu que Jean Patric se estreasse a marcar com a camisola negra de Viseu, ainda que tenha ficado a ideia de que o fez de forma ilegal, utilizando a mão fora da área. O Farense ia tentando responder, mas sem nunca o conseguir fazer de forma esclarecida e limitando-se a tentar explorar o contra-ataque, o que se tornava numa opção curta para uma equipa que detinha o melhor ataque da prova.

Com o passar do tempo e o acumular do cansaço, de parte a parte, o jogo foi ficando partido e os ataques eram cada vez mais rápidos e de curta duração, situação que poderia privilegiar os algarvios e que se revelava perigosa para os viseenses. No entanto, a grande oportunidade que se seguiu voltou a pertencer ao Académico, com Jean Patric a contornar o guarda-redes adversário, mas a finalizar em desequilíbrio e, consequentemente, a atirar a bola ao lado.

A terminar a partida, os algarvios tiveram um livre na entrada da meia-lua viseense, mas ficou “preso” na barreira. O resultado final ficou fixado no 1-0 a favor da equipa da casa, que foi quem mais fez por merecer a vitória.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académico Viseu FC – Ricardo Janota; Steven; Pica; Mathaus; Lucas; Zimbabwe; Latyr Fall; Fernando Ferreira (João Oliveira, 84’); Luisinho (João Mário, 80’); Jean Patric; Anthony Carter (Facundo, 90’).

SC Farense – Hugo Marques; Matheus Silva (Miguel Bandarra, 75’); Luís Rocha: Cássio; David Senna (Irobiso, 60’); Filipe Melo (Bura, 80’); Fabrício Isidoro; Ryan Gauld; Fábio Nunes; Mayambela; Fabrício Simões.

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