A CRÓNICA: ARRANQUE A TODO O GÁS NA SEGUNDA PARTE VALE PRIMEIRO TRIUNFO NA SEGUNDA LIGA PARA O CASA PIA AC

Casa Pia AC e FC Porto B defrontaram-se esta tarde no Estádio Pina Manique, a contar para a segunda jornada da Segunda Liga Portuguesa. Nenhuma das formações tinha conseguido vencer na primeira ronda (os gansos tinham perdido fora frente ao Académico de Viseu FC por 2-1, ao passo que os dragões empataram, 2-2, em casa, perante o CD Trofense), por isso, ambas queriam alcançar hoje a primeira vitória.

O jogo foi jogado debaixo de um intenso calor (temperaturas a rondar os 33 graus), o que, em teoria, poderia prejudicar o espetáculo. Apesar disso, desde o instante inicial notou-se compromisso e empenho por parte das duas equipas, o que levou a um jogo maioritariamente dividido durante a primeira metade. Ambas as equipas, Casa Pia AC e FC Porto B, procuravam impor o seu jogo, nenhuma baixou muito o bloco e o jogo teve vários duelos no meio-campo.

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Com o jogo algo condicionado no centro do terreno, foi com naturalidade que as equipas procuraram os corredores laterais (e as bolas paradas) para tentar criar perigo. Kelechi deu o primeiro aviso depois de um canto, mas o primeiro momento de maior perigo surgiu em transição, com Lucas Soares a finalizar um contra-ataque bem gizado pela equipa da casa (apesar de tudo, defesa tranquila para Ricardo Silva).

Danny Loader podia ter tido a melhor ocasião dos dragões depois de um cruzamento rasteiro de João Mendes, mas Ricardo Batista desviou a bola antes que o avançado inglês pudesse encostar para a baliza. Na resposta, João Vieira teve tudo para rematar, mas Ndiaye impediu um possível golo com um corte fundamental. O intervalo chegava sem golos, mas com muita energia por parte das duas equipas, apesar do calor.

Se a primeira parte não trouxe golos, a segunda abriu praticamente com o golo do Casa Pia AC. Jogada elaborada pelo corredor esquerdo, Godwin a entregar em Vitó, que cruzou rasteiro para uma zona onde apareceu Lucas Soares, sem marcação, a finalizar sem hipótese para Ricardo Silva. Apesar da contrariedade, o FC Porto B respondeu bem, novamente na exploração dos corredores laterais.

Primeiro, Gonçalo Borges fugiu bem da marcação, mas o cruzamento saiu contra um adversário, e depois foi João Peglow a trabalhar bem na esquerda e a rematar com perigo, mas para fora. António Folha não esperou mais e, aos 60 minutos, fez entrar Silvestre Varela e Samba Koné, para as saídas de Peglow e Rodrigo Valente. O impacto de Varela fez-se logo sentir, com um cruzamento para a cabeça de Danny Loader, mas o remate saiu por cima.

Filipe Martins, talvez sentindo a equipa a recuar demasiado, respondeu com a saída de Lucas Soares e Banjaqui para a entrada de Jota e Zach. A aposta revelou-se rapidamente certeira. Aos 73 minutos, o Casa Pia AC recuperou uma bola em zonas altas que encontrou Godwin, o avançado trabalhou bem, rematou para defesa apertada de Ricardo Silva e o ressalto levou a bola a ir ter com Jota, que fez o 2-0.

Depois disso, o jogo não teve muito mais história. Os azuis e brancos sentiram o golpe que foi o 2-0 e o Casa Pia AC, tirando mais uma ocasião de Godwin, não precisou de fazer mais do que gerir o resultado até ao final.

 

 

A FIGURA

 

Casa Pia
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Saviour Godwin – É provavelmente o maior desequilibrador deste plantel no que toca à exploração do duelo individual. Godwin serviu Vitó para a assistência do médio para o primeiro golo e obrigou Ricardo Silva a uma primeira defesa no lance que viria a dar o 2-0. Não esteve muito constante durante o jogo, mas foi decisivo quando apareceu.

 

 

O FORA DE JOGO

Danny Loader – O avançado foi o elemento menos do ataque do FC Porto e teve duas boas ocasiões para inaugurar o marcador, às quais não conseguiu corresponder. Não tendo marcado e não tendo conseguido estar muito em jogo, o FC Porto B ressentiu-se.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

A equipa de Filipe Martins apresentou-se num 4-3-3, que era um 4-4-2 a defender (Banjaqui juntava-se a João Vieira na primeira pressão). A equipa foi criando perigo na primeira parte através da exploração dos corredores laterais, com destaque para Godwin, talvez o maior desequilibrador desta equipa no duelo individual. Pouco antes do 2-0, a equipa passou a defender com uma linha de cinco defesas, com o golo de Jota a dar um maior conforto ao Casa Pia AC.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (5)

Rodrigo Galo (5)

Vasco Fernandes (6)

Kelechi (6)

Leonardo Lelo (5)

Ângelo Neto (5)

Banjaqui (6)

Vitó (6)

Lucas Soares (7)

Saviour Godwin (7)

João Vieira (5)

SUBS UTILIZADOS

Jota (7)

Zach (6)

Lucas Silva (5)

Zolotic (5)

Camilo (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

António Folha também dispôs a sua equipa para esta partida num 4-3-3 e também se notou a predisposição para criar mais perigo através dos corredores laterais, mais do lado esquerdo, com João Mendes a dar mais profundidade ao corredor do que Tomás Esteves (que ataca preferencialmente por dentro) no lado direito. Silvestre Varela ainda entrou para agitar um pouco as águas, mas o segundo golo que o FC Porto B sofreu deixou a equipa sem grande reação.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Tomás Esteves (5)

João Marcelo (5)

Zé Pedro (5)

João Mendes (6)

Mor Ndiaye (5)

Bernardo Folha (4)

Rodrigo Valente (4)

Gonçalo Borges (6)

João Peglow (6)

Danny Loader (4)

SUBS UTILIZADOS

Silvestre Varela (6)

Samba Koné (5)

Vasco Sousa (6)

Soto (6)

Léo Borges (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Pergunto-lhe se a ideia ao intervalo passava por começar forte na segunda parte para tentar marcar e depois jogar com a vantagem, e pergunto-lhe também o que pretendeu com a dupla alteração que efetuou quando entraram o Zach e o Jota, que até marcou?

Filipe Martins: Ajustámos algumas coisas ao intervalo, algumas coisas a nível posicional. Em relação ao Jota, o nosso plano inicial até era tirar o Zidane [Banjaqui], passar o Godwin para dentro e fechar um bocadinho mais os corredores com o Jota, um elemento fresco, mas entretanto, houve ali uma série de acontecimentos. O Galo vem de uma lesão, teve ali algumas cãibras físicas, o Neto também teve uma quebra devido a uma pancada, e nós tínhamos o Zach a aquecer, que é um jogador que pode jogar tanto a lateral-direito, como a central, e achámos por bem, até porque não tínhamos ninguém com as mesmas características em relação ao que Zidane estava a fazer e não queríamos mexer no meio-campo, nem dar o sinal de que queríamos defender o resultado. Mas acabou por ser positivo o que fizemos e com a substituição do Zach, jogámos até ao fim da segunda parte com cinco defesas, porque o Galo continuou em jogo, como também estávamos preparados para passar o Zach para a direita da defesa e tínhamos o Rogério no banco. O jogo tornou-se um pouco confuso com as substituições, tínhamos um plano A, um plano B, mas naquele momento não tínhamos um plano C e tivemos de improvisar um pouco, até porque o Zolotic, se estivesse a aquecer, provavelmente seria substituição direta pelo Neto.

FC Porto B

Não foi possível colocar perguntas ao treinador do FC Porto B, António Folha

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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