O mercado de verão tem sido tudo menos parado em Alvalade. A direção do Sporting, liderada por Frederico Varandas, atacou cedo as principais necessidades do plantel e entregou a Rui Borges um conjunto de reforços que aumentam a qualidade e a profundidade da equipa. Ainda assim, mesmo com um plantel cada vez mais competitivo, continuam a existir algumas lacunas que poderiam ser colmatadas antes do fecho da janela de transferências.
Se há uma posição que continua a merecer especial atenção é a de extremo esquerdo. Apesar das soluções existentes, falta um jogador com capacidade para desequilibrar de forma consistente no um para um, acelerar o jogo ofensivo e oferecer uma alternativa de qualidade para uma época longa, marcada por várias competições. Além disso, também existem oportunidades para reforçar outras zonas do terreno, seja para aumentar a concorrência interna ou para preparar o futuro.
Ficam, por isso, cinco nomes que fariam todo o sentido no Sporting.
5.
Hugo Siquet – Georgios Vagiannidis trouxe mais uma solução para a ala direita, mas dificilmente será um jogador capaz de colocar Iván Fresneda sob verdadeira pressão ao longo da temporada. O espanhol continua a partir em vantagem e o Sporting beneficiaria de um concorrente com características diferentes e margem de evolução.
Hugo Siquet encaixa nesse perfil. O lateral belga alia intensidade, qualidade técnica e capacidade para chegar ao último terço, podendo crescer num contexto competitivo como o de Alvalade. Seria uma alternativa credível para a posição e aumentaria o nível de exigência interna, algo fundamental para uma equipa que pretende lutar por todos os títulos.
4.
Dennis Seimen – A possível saída de João Virgínia poderá obrigar o Sporting a procurar um novo guarda-redes para completar o lote de opções de Rui Silva. Em vez de apostar num jogador experiente para assumir um papel secundário, faria sentido investir num talento com enorme potencial.
Dennis Seimen é um dos guarda-redes mais promissores da nova geração alemã. Seguro entre os postes, forte no jogo com os pés e habituado a um contexto exigente, teria tempo para evoluir sem a pressão de assumir imediatamente a titularidade. Ao mesmo tempo, criaria uma concorrência saudável com Rui Silva e representaria uma aposta de presente e futuro.
3.
Sondre Orjasaeter – É precisamente na ala esquerda que o Sporting parece necessitar de mais criatividade. Falta um jogador capaz de pegar na bola, eliminar adversários no um para um e desbloquear jogos mais fechados.
Sondre Orjasaeter encaixa perfeitamente nesse perfil. O norueguês destaca-se pela velocidade, pela facilidade em partir para cima dos defesas e pela imprevisibilidade no último terço. Num campeonato onde muitas equipas defendem em bloco baixo contra o Sporting, um jogador com estas características poderia tornar-se uma arma extremamente importante para Rui Borges.
2.
Julio Soler – Maxi Araújo oferece qualidade e segurança no corredor esquerdo, mas o Sporting também deve olhar para o futuro. Caso o uruguaio mantenha o nível exibicional, não será surpreendente que desperte interesse de clubes de ligas mais competitivas no final da temporada.
Julio Soler seria uma excelente solução para crescer dentro do plantel leonino. O internacional jovem argentino tem personalidade, qualidade técnica e uma margem de evolução muito interessante. Inicialmente poderia assumir um papel de alternativa a Maxi Araújo, ganhando minutos de forma gradual, enquanto se preparava para, eventualmente, assumir maiores responsabilidades no futuro.
1.


Yeremay Hernández – Há muito que o nome de Yeremay Hernández surge associado ao Sporting, e não é difícil perceber porquê. O extremo espanhol reúne praticamente todas as características que parecem faltar ao plantel: velocidade, criatividade, capacidade de desequilíbrio e qualidade no um para um.
Seria, muito provavelmente, o reforço ideal para elevar ainda mais o nível ofensivo da equipa de Rui Borges. Aos 23 anos, já demonstra maturidade suficiente para assumir responsabilidades, mas continua a ter uma enorme margem de crescimento. O principal obstáculo continua a ser a dificuldade do negócio, já que o Deportivo da Corunha não pretende facilitar a saída da sua principal figura e a concorrência internacional é cada vez maior.

