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Depois da derrota sofrida frente ao Bayer Leverkusen, vem aí o jogo mais importante da semana: receção ao Boavista. Este é aquele jogo que, espero eu, terá mais de 40 mil adeptos nas bancadas e onde o Sporting não pode falhar e tem de dar mais um passo muito importante rumo ao sonho.

Frente aos axadrezados, os “leões” vão defrontar uma equipa que já roubou pontos na primeira volta (“roubou” é mesmo o termo certo, tendo em conta as incidências desse encontro), e que está a jogar melhor agora, orientada pelo boliviano Erwin Sanchez. Ainda assim, o maior adversário do Sporting é a sua própria sombra.

O grupo tem tido algumas exibições mais tremidas nos jogos em casa; são exemplos disso as recentes receções a Tondela, Académica e Rio Ave. Aqui, acho que Jorge Jesus devia incutir alguns “pozinhos” importantes nas palestras antes dos próximos jogos.

O Sporting tem de entrar sempre no máximo das suas capacidades, sem dar meias horas ou primeiras partes de avanço. Se os “verde e brancos” estiverem a ganhar nos primeiros 20, 30 minutos, as exibições e as partidas serão sempre mais simples, tal como se viu na Choupana.

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Assim, parece-me que Teo não pode ser titular nesta segunda-feira, porque é um jogador demasiado amorfo, que joga num ritmo muito lento, com uma excessiva calma, que obviamente irrita os adeptos que têm vontade de saltar para dentro do campo. Se fosse JJ, apostaria num trio composto por Gelson Martins, Bryan Ruiz e João Mário atrás do avançado Slimani, com o meio campo guardado por Adrien e Aquilani, devido ao castigo de William Carvalho. Assim, o Sporting poderá ter uma entrada de rompante, com ataques constantes até chegar a uma vantagem de um, dois golos.

Tal como já se viu nesta jornada, com o mergulho premiado de Jonas, a caminhada para o título terá muitos obstáculos no caminho; alguns normais, outros que apenas são “normais” para quem é beneficiado por eles. O que não pode acontecer é que o próprio Sporting crie mais complicações no seu próprio trajeto, com exibições menos bem conseguidas ou com menos atenção a todos os detalhes. Os jogadores terão de encarar os 12 jogos que faltam no campeonato como os mais importantes das suas vidas, porque só assim estarão no mesmo estado de espírito dos adeptos.

Cuidado com os amarelos, Adrien e Slimani! Fonte: Sporting CP
Cuidado com os amarelos, Adrien e Slimani!
Fonte: Sporting CP

Um problema na gestão da equipa para os próximos jogos será a folha disciplinar de Adrien Silva e Slimani. Ambos têm quatro amarelos, quando se aproximam dois jogos decisivos: deslocação a Guimarães e receção ao Benfica.

No meu ponto de vista, não seria positivo que eles “limpassem” os castigos na Cidade Berço, dada a guerra que será esse encontro, por ser num terreno complicado, frente a uma equipa muito bem orientada e em vésperas de jogo com o Benfica, ou seja, num encontro em que, com toda a certeza, teremos “artista” a apitar.

Queria ainda dedicar umas linhas a um dos ases de Jorge Jesus: Bryan Ruiz. Já vi mais de uma dezena de jogos deste craque ao vivo, mas é algo bastante difícil de descrever com toda a minúcia. O costarriquenho está, talvez, no top 5 dos jogadores mais dotados tecnicamente e mais inteligentes que já vi jogar no clube. É incrível ver a forma como lê o jogo, como passa por dois ou três adversários com uma classe brutal.

Já tinha ficado agradado em meia dúzia de jogos em que o Twente, quando ele lá jogava, defrontou o Sporting e o Benfica. Era um dos jogadores mais influentes dos holandeses nessa altura. Depois foi para Inglaterra, eclipsou-se um bocadinho e volta agora em grande esplendor, em excelente hora, para ajudar nesta luta do Sporting Clube de Portugal. A todos os que contribuíram para esta contratação, mas principalmente a Bryan Ruiz, muito obrigado! É uma honra ver atuar um jogador destes em Alvalade com a camisola verde e branca.

Foto de Capa: Sporting CP