11 de maio de 2021, um dia (e uma festa) que jamais esquecerei: o Sporting CP foi campeão nacional de futebol sénior masculino. Até parece mentira estar a redigir estas palavras, mas a verdade é que não há adeptos que mereçam mais a proeza de festejar este tão esperado título. Porém, se há algo a que não tínhamos direito era a má organização do cortejo do autocarro (e da própria festa) por parte da Câmara Municipal de Lisboa e das autoridades competentes.

Uma semana antes do possível jogo do título para o Sporting CP, Fernando Medina afirmou aos jornalistas que não existia nenhum plano para a eventual festa leonina. O Presidente da CM de Lisboa comprovou que a festa do Sporting foi feita “em cima do joelho”. Esta falta de preparação foi visível para quem esteve presente nas ruas da capital.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Comecemos pelos eventos organizados pelas duas maiores claques do Sporting CP. Juve Leo e Directivo Ultras XXI fizeram algo que deveria estar a cargo da direção leonina e prepararam um convívio durante a tarde que antecedeu o jogo decisivo. Para além disto, disponibilizaram dois ecrãs que possibilitavam o visionamento da partida (ou, pelo menos, era esse o objetivo).

A primeira questão que não se compreende é o porquê de os adeptos não poderem estar no Estádio José Alvalade XXI, onde poderiam estar organizados, cumprindo todas as regras sanitárias em contexto de pandemia. Penso que os ajuntamentos que se verificaram nas imediações do reduto do leão foram bastante passíveis de críticas, pelo que se poderia ter arranjado uma melhor solução.

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Depois, a festa. Não sei se o atraso do autocarro foi propositado e a ideia era mesmo chegar depois das quatro da manhã ao Marquês. Do final do jogo até à chegada do veículo à tão enigmática rotunda passaram-se mais de seis horas. Seis horas estas em que os sportinguistas não tiveram direito a qualquer tipo de entretenimento e se viram muito limitados na sua circulação.

Mas não só o tempo de espera é alvo de críticas. Os adeptos leoninos foram postos numa espécie de jaula vedada com grades, que em nada promoveu o distanciamento social. Era preferível abrir o Marquês todo, para que as pessoas se espalhassem por toda aquela zona, ao invés de as concentrar num espaço reduzido, que foi aquilo que se verificou.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Estive presente em Alvalade e no Marquês de Pombal. Gritei, chorei e celebrei o 23º campeonato nacional do clube do meu coração. É pena que a organização da Câmara Municipal de Lisboa e das autoridades competentes tenha ficado tão aquém do ambiente de festa, único e indescritível, que se viveu – finalmente – 19 anos depois.

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