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Muitas vezes se falou, no seio de adeptos e até publicamente em programas desportivos, na viabilidade de manter Rúben Semedo a titular em detrimento de Paulo Oliveira. Apesar de toda a gente reconhecer que o talento de Rúben é enorme e a sua margem de progressão é ainda maior, muitos eram aqueles que defendiam que Paulo Oliveira está numa fase da carreira muito mais madura e que, por isso, o lugar no onze deveria ser seu.

Desde que o Sporting ficou arredado de todas as competições que Jorge Jesus tem mexido com frequência na equipa titular. Apesar de no mês de Janeiro ter feito os noventa minutos em grande parte dos jogos, a sua utilização regular por opção técnica só começou a ser uma realidade de há quatro jogos em diante, quando o Sporting recebeu o Rio Ave em Alvalade. As duas expulsões de Rúben Semedo frente a Boavista e Chaves aconteceram em momentos delicados dos jogos, em que o Sporting ainda tentava alcançar a vitória. A partir daí, a equipa viu as suas aspirações comprometidas e o forcing final que se fazia em ambos os jogos caiu por terra.

A partir desse momento, Paulo Oliveira foi aparecendo no onze e nunca comprometeu a equipa, algo que lhe deu pontos na luta pela titularidade com o seu companheiro. A verdade é que o português tem vindo a demonstrar a maturidade que lhe é conhecida e as suas qualidades têm ficado cada vez mais evidenciadas ao ponto de quase não lhe encontrarmos defeitos. Apesar de ter uma estatura mais baixa que Coates e Semedo, é extremamente competente a cortar bolas pelo ar mesmo quando os seus opositores diretos têm mais centímetros. Para além disso, é imperial a jogar em antecipação, aparece sempre para a dobra quando Coates é ultrapassado e tem um sentido posicional de central de topo.