Desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico do Sporting CP, a aposta nos jogadores da formação tem sido algo mais frequente. Nuno Mendes, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes ou até mesmo Tiago Tomás têm sido alguns dos nomes que costumam aparecer nas convocatórias e no onze principal da equipa de Alvalade. No entanto, Jovane Cabral tem sido a principal revelação na equipa: o extremo cabo-verdiano tem assumido o papel de principal referência ofensiva, destacando-se no transporte de bola, no drible e na definição no último terço do terreno.

O jogador que antes apenas rendia quando entrava na segunda parte cresceu. Passou a ser um jogador que desequilibra e cria problemas constantemente durante a partida. Desde que apareceu na equipa principal mostrou ter algo que, por exemplo, Gelson Martins não tinha, isto é, capacidade de decisão, seja no remate ou na assistência, mas, por outro lado, não conseguia ser decisivo quando jogava a titular. Com Rubén Amorim esta realidade mudou e, com a saída de Bruno Fernandes, Jovane assumiu o legado deixado pelo médio português. Desde então conta com: 

– 9 jogos oficiais;
– 5 golos;
– 1 assistência;

Estes números representam um ótimo final de época que lhe valeu um aumento no seu valor de mercado. Passou de 4,5 para 10 milhões de euros – mais do que duplicou, de acordo com o site TransferMarkt. Assim, é normal que o jogador comece a ser procurado por alguns clubes que vêem nele um jogador bastante útil: rápido, forte fisicamente e com capacidade de decisão. Um jogador com estas características tem faltado ao Sporting CP e é raro de se encontrar, daí considerar que é muito importante conseguir manter Jovane Cabral no plantel leonino. O rendimento da equipa pode passar muito pelo que Jovane faz em campo e, assim, a época pode correr melhor com Jovane do que sem ele. Embora possa representar um encaixe financeiro significativo, acho importante que a SAD tente segurar o jogador até para o conseguir vender por uma quantia maior na próxima época.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
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Devido a3-4-3 de Rúben Amorim, Jovane é um jogador que se encaixa perfeitamente numa das três posições do ataque visto que joga bem de costas viradas para a baliza, consegue aparecer em espaços interiores e é fulcral na transição rápida da equipa. Manter Jovane é sinónimo de não precisar de ir ao mercado para a respetiva posição, é sinónimo de não correr riscos de contratar mal e é sinónimo de garantir qualidade na posição através de um jogador que conhece o clube e a liga onde joga. 

Jovane Cabral pode ser jogador-chave da equipa e, com a chegada de Pedro Gonçalves e a possível contratação de um avançado, o extremo pode ser potencializado ao máximo, podendo ter valor desportivo durante mais uma época e podendo ter mais valor financeiro do que tem agora. Confio em Rúben Amorim para lapidar um diamante que começou agora a brilhar…

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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