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Jovane e a sua irregularidade

Na época passada, Jovane foi um elemento importante no jogo leonino. Este ano, parece estar com mais dificuldade em afirmar-se na formação de Rúben Amorim, apesar do bom início de temporada. Podia ser exceção, mas a verdade é que a irregularidade de Jovane Cabral tem sido regra, desde que chegou à equipa principal do Sporting CP. Passa de clutch a nulidade num curto espaço de tempo, algo que não lhe permite dar o salto na carreira e ser o jogador que poderia e ainda pode vir a ser.

Caminha para a quarta temporada na equipa A, mas foi maioritariamente como suplente utilizado que Jovane foi mais útil. Numa fase inicial, o atleta cabo-verdiano destacava-se apenas pelo poder de explosão e facilidade com que aponta o seu “canhão” (por vezes, descontrolado) para a baliza contrária. Porém, houve uma melhoria clara no seu jogo, nomeadamente a controlar a bola de costas para a baliza, quando a recebe no corredor central, e também no seu conhecimento tático.

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Ruben Amorim falou numa conferência de imprensa acerca da falta de consistência de Jovane Cabral. O treinador leonino afirmou que o jogador se vai muito abaixo animicamente quando está a passar por uma forma pior, e que precisa de carinho por parte dos adeptos e do próprio treinador e colegas para voltar à boa forma. Ora, isto revela que, para além do trabalho no campo, há muito a fazer no gabinete de psicologia do Sporting CP, pois o corpo só funciona se a mente estiver 100% focada naquilo que está a fazer.

Jovane Cabral
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ora, se há coisa que Amorim tem feito desde que chegou a Alvalade é potenciar as qualidades dos seus jogadores e disfarçar as suas debilidades. O maior exemplo é o de Coates, que passou de um dos patinhos feios do Sporting CP a capitão e principal referência da equipa.  Com Jovane, isso reflete-se em campo. Está um jogador mais completo e perigoso para o adversário. Mas parte do atleta trabalhar arduamente para não mostrar as suas melhorias apenas em metade dos jogos que efetua por temporada.

Pensando como defensor dos interesses do Sporting CP, arrisco a dizer que o melhor para o clube é aproveitar um bom momento de Jovane, em que o seu valor de mercado esteja valorizado, para fazer um bom encaixe financeiro. Penso que uma oferta a rondar os 20 milhões de euros seria bastante aceitável, mas é necessária uma maior consistência por parte do atleta.

O Sporting CP, como qualquer equipa portuguesa, é um clube exportador. Não acredito que Jovane Cabral se torne um jogador indispensável, pelo que a venda de um ativo futuramente (e possivelmente) valioso se justifica, no momento certo.

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