O mês de janeiro é, para o futebol, um período onde o mercado de transferências está ativo e, como tal, a maior parte dos clubes aproveita esta altura do ano para lapidar e melhorar os respetivos plantéis. Quer seja por falha de planeamento na pré-época, quer seja por motivos de ordem médica, existem sempre posições a reforçar em todos os clubes e cada um, mediante as suas posses, investe o que necessita.

No caso do Sporting Clube de Portugal tem sido algo diferente, na medida em que os mais recentes resultados obtidos são melhores do que o início da época desportiva, quer a nível de números quer a nível de exibições. Contudo, o plantel é limitado e a distância é muita em termos de nível de qualidade do plantel, quando comparado com Benfica e Futebol Clube do Porto.

A posição mais crítica e onde falta qualidade de forma evidente é, sem dúvida, o setor atacante. A falta de golos por parte da equipa leonina, em certos jogos, já custou pontos preciosos, tanto em jogos acessíveis como noutros de maior grau de dificuldade. Não se compreende como é que Pedro Mendes não foi inscrito na Liga para a primeira metade da época, pois apesar de Luiz Phellype ser um ponta de lança que faz alguns golos, acaba por não convencer os Sportinguistas, pois precisa de inúmeras oportunidades para “faturar” na partida.

O avançado brasileiro precisa de concorrência na frente
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com a venda de Bas Dost, era certo que teríamos de ter mais dois avançados para compensar, porque um jogador com a qualidade de Bas Dost não se encontram por 7 milhões de euros (só mesmo no Sporting), e como tal teríamos que aumentar a competitividade interna de forma a subir o rendimento dos jogadores. Já a contar com a inscrição de Pedro Mendes na Liga, teríamos que investir num avançado adequado, ou seja, um que marque com mais regularidade e que conquiste a confiança dos adeptos, tal como Bas Dost e Islam Slimani conquistaram.

Sendo que o setor atacante é mesmo o mais crítico em termos de reforços, certo é que o meio campo e o setor defensivo também não são perfeitos. Contudo, penso que os jogadores atuais irão dar uma boa resposta com Silas ao leme da equipa, pois a nível defensivo vê-se claramente “dedo do treinador” nesta equipa e quando os jogadores sabem o que fazer em campo, as respetivas exibições melhoram.

Se existe uma posição, entre o meio campo e a defesa, em que é mesmo necessário ser reforçada, essa zona é a dos defesas centrais, porque apesar de termos quatro centrais, acho que Jérémy Mathieu, Sebastián Coates, Luís Neto e Ilori não dão nem a confiança nem a competitividade interna necessária para tranquilizar os Sportinguistas, quer seja por motivos de idade no caso de Mathieu, quer seja por irregularidade exibicional em que se destaca Coates, ou por níveis baixos de qualidade, pois Ilori e Luís Neto estão num patamar abaixo dos restantes centrais.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Comentários