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Entrámos na recta final da primeira volta do campeonato e a equipa do Sporting permanece no topo da tabela classificativa. Na Champions, foi num grupo exigente que foi garantido o apuramento para a Liga Europa, competição onde a ambição leonina se legitima. A época decorre com a previsibilidade possível, contudo há uma problemática que se equipara ao ano anterior.

O plantel não é longo e as soluções repetem-se. Além disso, o passado diz-nos que já foi por aqui que o insucesso chegou. O mês de Janeiro aproxima-se e a abertura do Mercado de Transferências traz a derradeira oportunidade de reforçar a equipa para a segunda metade da época. Veremos as prioridades para o Sporting Clube de Portugal.

Avançados que façam golos. Talvez seja esta a aquisição mais pretendida por qualquer adepto. No actual plantel do Sporting só Bas Dost vai cumprindo este requisito, que por enquanto continua a ser o mais belo da arte da bola. Mas contar com apenas um avançado é exíguo. O tempo de carência de Alan Ruiz vai terminando. Doumbia ainda não atingiu o patamar da expectativa, enquanto Iuri Medeiros continua a adiar a esperada afirmação. E apesar de Daniel
Podence ser um jogador útil e com margem de progressão, Jorge Jesus tem de encontrar uma alternativa válida, que para além de acrescentar qualidade bruta ao plantel, consiga também corresponder a uma hipotética ausência do Gigante Holandês. As estatísticas da probabilidade comprovam que nem sempre é fácil acertar na escolha de um avançado goleador. Mas o Sporting precisa de um tiro no alvo, nem que seja repetido, com a mira apontada para Leicester.

Será que poderemos voltar a ver Slimani festejar em Alvalade? Fonte: Sporting CP
Será que poderemos voltar a ver Slimani festejar em Alvalade?
Fonte: Sporting CP

Apesar de a condição de Fábio Coentrão ter aumentado ao longo da época, ainda não podemos exigir a plenitude durante todos os jogos que se seguirão. Em alternativa para o lado esquerdo da defesa, Jonathan Silva ainda não preenche os índices de confiança, não obstante a sua
qualidade. Encontrar um defesa experiente e com capacidade para corresponder às exigências que Jorge Jesus impõe para esta posição. Mais do que pensar na qualidade dos jogadores: organizar um plantel admite também perceber as suas disponibilidades para enfrentar a época. É por isto que, talvez, seja importante reanalisar este ponto em Janeiro, já que se falou em Insúa.

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Se olharmos para as hipóteses que Jorge Jesus tem para o seu meio-campo, até pode parecer exagerado ponderar numa contratação para este sector, ainda para mais com o regresso de Bryan Ruiz à actividade (aplausos nesta parte, apesar de tudo). A verdade é que ainda hoje permanece a demanda futebolística de que é no meio-campo que se perdem alguns jogos, ora por falta de estabilidade, ora por falta de criatividade. Este artigo, e ao contrário dos pontos anteriores, não vai terminar com referência a necessidades que parecem prementes. Podemos antes pensar num estilo de apetrecho útil, que acrescente ainda mais irreverência a um Plantel onde o primor técnico se denota com clarividência em dois ou três jogadores.

E aproveitando uma das actuais apostas do preâmbulo do próximo Mercado de Transferências, talvez fosse mesmo boa ideia ir às Caxinas buscar aquele rapaz de Louro disfarçado, que dança com a bola e depois cumpre com rigor táctico o que lhe pedem, e assim vai-se destacando numa equipa que promete
nesta época. Pensemos nisto.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal