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Na temporada passada e época de estreia (em Portugal) do jogador holandês, o ponta-de-lança marcou 34 vezes, fazendo ainda quatro assistências. Uma época de sonho para qualquer avançado, numa temporada em que, ainda assim, o Sporting esteve aquém do esperado, em termos globais. Depois de uma época de luta pelo título até ao final, e com bom futebol, o segundo ano de Jesus resultou num decréscimo de qualidade, porventura até em termos de plantel (depois de uma pré-época muito mal gerida em termos de mercado).

Bas Dost foi a grande excepção, e num futebol muito afunilado para a finalização deste, de muitos cruzamentos de Gelson e pouco mais, o holandês teve a possibilidade de se destacar e voltar à ribalta do topo dos goleadores europeus (discutiu a Bota de Ouro com Messi até final da época), num estilo felino e eficaz onde poucas oportunidades bastavam para deixar a sua marca no resultado de cada jogo.

Nesta nova época, o Sporting alterou e muito a base do seu plantel, que resultou, por exemplo, em maior profundidade na ala esquerda (Acuña) e criatividade na zona central do terreno (Bruno Fernandes). Duas virtudes que obviamente trazem também consigo mais variantes ao jogo ofensivo da equipa leonina. Acuña sabe segurar bem a bola e entrar em zonas de remate com perigo, e Bruno Fernandes trouxe um poder de remate (e finalização) que há muito não se via no relvado de Alvalade. O próprio Gelson surge muito mais em zonas de finalização, o que mais uma vez, varia as opções para a definição de cada jogada ofensiva.

O avançado holandês faturou por 34 vezes na época passada Fonte: Sporting CP
O avançado holandês faturou por 34 vezes na época passada
Fonte: Sporting CP

Em suma, Bas Dost perdeu algum protagonismo nesse momento do jogo, e tem-se visto inclusivamente o holandês a pisar outros terrenos do campo para combinar e assistir os seus companheiros. Provavelmente irá marcar menos golos este ano? Provavelmente. Era mais confortável para ele jogar ao estilo da última época? Obviamente que sim. Mas o Sporting precisa de manter os seus processos de jogo que construiu para esta época, de modo a não cair – como aconteceu no ano passado – no “manto da previsibilidade”.

É caso para dizer que, e pegando na referência feita em cada festejo de um golo de Bas Dost, o avançado holandês deixou um pouco a intensidade e a irreverência dos seus AC/DC, e passou para um estilo mais instrumental, para uns Coldplay. Mais suave, mais ligeiro… mas está sempre lá quando é preciso. Setúbal e Feirense que o digam.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

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