A CRÓNICA: TUDO DECIDIDO NA 1ª PARTE

O Sporting CP venceu esta noite o Belenenses SAD por 2-1 e continua isolado na liderança da Primeira Liga. No Estádio Nacional, os golos surgiram todos na primeira parte, com os leões a adiantaram-se por Tiago Tomás Miguel Cardoso empatou para os azuis e João Mário marcou o golo da vitória na conversão de uma grande penalidade.

Numa primeira parte frenética, o Sporting CP chegou cedo à vantagem. Logo aos 4’, Tiago Tomás teve uma rotação perfeita e fez o primeiro do encontro. Contudo, a resposta da equipa de Petit deu-se aos 13’, com Miguel Cardoso a restabelecer a igualdade no marcador, depois de a bola ter ressaltado em Gonçalo Inácio. Os minutos seguintes podiam ser um conto de fadas para o Belenenses SAD mas, depois de falhar uma grande penalidade, viram João Mário a não falhar na marca dos onze metros (24’) e a colocar de novo o Sporting em vantagem.

A segunda parte teve menos motivos de interesse do que a primeira, com o Belenenses SAD a mostrar-se mais esclarecido com a bola mas a ver as suas tentativas esbarrar em Adán. A expulsão de Tomás Ribeiro (77’) acabou por hipotecar a reação da equipa de Petit e o Sporting aproveitou para gerir a vantagem até ao final do encontro.

Com este resultado, os leões chegam aos 29 pontos e continuam invictos no primeiro lugar do campeonato. Já o Belenenses SAD está dois pontos acima da linha de água.

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A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Adán – Exibição de alto nível do guarda-redes dos leões. Adán somou uma mão cheia de intervenções de grande qualidade, incluindo o penalty defendido quando o resultado estava 1-1.

O FORA DE JOGO

Relvado – O tapete do Estádio Nacional esteve em condições muito fracas, parecendo por vezes que se estava a jogar numa pista de gelo, tal era a quantidade de jogadores a escorregar. Difícil aceitar um relvado nestas condições num jogo da Primeira Liga.

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se no habitual 3-4-3, com algumas alterações no onze inicial face ao último jogo da Liga NOS, casos de Diogo Calila e Taira, que rendeu o castigado Cafú Phete. Kritciuk continuou a ser opção na baliza dos azuis e André Moreira esteve ausente da convocatória por se encontrar em negociações com um clube turco.

Petit montou a linha defensiva com Esgaio, Danny Henriques e Tomás Ribeiro, o meio-campo foi constituído por Calila, Taira, Yaya Sithole e Rúben Lima e o ataque esteve entregue aos três do costume, Afonso Sousa, Varela e Miguel Cardoso. Os azuis optaram quase sempre por pressionar alto, com as três unidades ofensivas a pressionarem logo à entrada da área do Sporting CP. No momento defensivo, a equipa organizou-se em 5-3-2, com os alas a desceram para a linha da defesa, o extremo do lado a bola a pressionar ao lado do avançado e o extremo do lado contrário a fechar na linha média.

A equipa de Petit explorou o espaço nas costas da defesa leonina na 1ª parte, aproveitando o facto de esta jogar muito avançada no terreno. A acrescentar a isto, a rapidez dos homens da frente do Belenenses SAD permitiu aos azuis surgir por diversas vezes com perigo na grande área do Sporting CP.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritsyuk (5)

Tiago Esgaio (4)

Danny Henriques (5)

Tomás Ribeiro (4)

Rúben Lima (5)

Diogo Calila (5)

Taira (6)

Sithole (6)

Afonso Sousa (6)

Varela (5)

Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Teixeira (4)

Bruno Ramires (4)

Edi Semedo (4)

Cauê (-)

Cassierra (-)

ANÁLISE TÁTICA – Sporting CP

O líder do campeonato apresentou-se num sistema tático de 3-4-3, com dois laterais muito ofensivos que apenas se colocavam junto a Coates, Luís Neto e Gonçalo Inácio em situações de aperto defensivo. João Mário era o elemento mais ofensivo da zona intermediária com Palhinha por trás. Com o passar do encontro, as mudanças mais visíveis deram-se sempre no setor mais ofensivo, em que Tiago Tomás ou aparecia sozinho na frente e as alas eram entregues a Bruno Tabata e Pote, ou formava dupla com Tabata em certos momentos e Pote noutros. Mesmo com as substituições, o esquema tático do Sporting nunca se alterou e a linha ofensiva continuou a variar entre três homens na frente e dois apenas. Principalmente na primeira parte, Tiago Tomás foi uma dor de cabeça para a defensiva do Belenenses SAD. Já os erros defensivos do Sporting CP também foram uma imagem de marca, visto que a defesa leonina permitiu muitas vezes movimentos de profundidade nas costas. A segunda parte foi um jogo de estabilização, o que não retirou Adán como a principal figura do encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (8)

Neto (5)

Coates (6)

Gonçalo Inácio (5)

Nuno Mendes (6)

Pedro Porro (7)

Palhinha (6)

João Mário (7)

Pedro Gonçalves (5)

Tabata (6)

Tiago Tomás (7)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (5)

Matheus Nunes (-)

Antunes (-)

Sporar (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, vimos sobretudo na 1ª parte o Belenenses a criar muitos lances a jogar na profundidade, aproveitando o espaço nas costas da defesa do Sporting. Esperava que o Sporting jogasse com a defesa alta e preparou a equipa para aproveitar essa oportunidade?

Petit: Nós temos de analisar as equipas com quem vamos jogar. Sabíamos onde podíamos criar ocasiões de perigo e sabíamos que a profundidade era uma delas. Aproveitámos as características do Miguel para jogar dessa forma e atacar o espaço, mas também criámos perigo no jogo entre linhas, com o Varela e o Sousa. Fomos perigosos no jogo interior e na profundidade nas costas dos centrais do Sporting.

Sporting CP

BnR: Rúben, na 1ª parte o Sporting foi várias vezes surpreendido com bolas nas costas da defesa. Na 2ª parte, viu-se uma equipa mais coesa nesse aspeto. O que é que mudou na equipa ao intervalo para corrigir essa instabilidade?

Rúben Amorim: Chamámos a atenção porque a linha estava desalinhada e nem sempre estávamos preparados para o pontapé na frente. Na 2ª parte, eles também são jogadores inteligentes e olhámos para o rigor daquilo que estávamos a fazer e corrigimos. Mas é mais mérito dos jogadores, porque temos poucos minutos para corrigir e eles perceberam o que era preciso fazer.

Artigo da autoria por Frederico Seruya e João Castro

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