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A Liga portuguesa voltou e as vitórias do Sporting fora de casa também. Os verdes e brancos arrancaram uma sofrida mas merecida vitória no mítico estádio do Bessa, colocando desta forma alguma pressão nos rivais directos que realizam as suas partidas depois dos leões.

Jorge Jesus operou duas alterações em relação ao jogo da passada terça-feira frente ao Real Madrid. Schelotto entrou para o lugar de João Pereira e Campbell substituiu Bryan Ruiz. O Sporting entrou bem na partida, com velocidade e uma boa dinâmica ofensiva.
Joel Campbell ocupou uma posição mais central, fazendo dessa forma parelha com Bas Dost, dupla essa que esteve muito perto de inaugurar o marcador aos oito minutos de jogo, numa jogada em que Campbell se posiciona bem entre linhas, entrega a Bas Dost, que desmarca o costa-riquenho e onde este por sua vez devolve ao holandês, que atira contra o poste da baliza dos axadrezados.

Gelson voltou a provar nesta partida que é de facto uma enorme promessa do futebol português e do Sporting… Muito dinâmico e activo, como é seu costume, Gelson mais uma vez demonstrou toda a sua técnica e “ginga” quando, aos 23 minutos da partida, deixou o defesa esquerdo adversário para trás e atirou rasteiro e cruzado, fazendo a bola passar a metros da baliza dos boavisteiros.

Bas Dost apontou o único golo do clássico Fonte: Sporting CP
Bas Dost apontou o único golo do clássico
Fonte: Sporting CP

O jogo seguiu com ascendente dos leões e aos 25 minutos Bas Dost, com um cabeceamento à matador, atira a contar, depois de centro teleguiado de Gelson Martins após deixar um adversário pelo caminho. Os leões marcaram desta forma o primeiro e único tento da partida.

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O Boavista de Miguel Leal esboçou uma tímida reacção ao golo do Sporting, sendo que os leões continuavam na busca pelo segundo golo e os axadrezados tentavam contrariar o sentido do jogo com rápidas transições ofensivas.
Até ao fim da primeira parte, há a registar um cartão amarelo para Bruno César, após entrada algo imprudente, mas com a mesma a ser a primeira falta cometida pelo brasileiro, e também uma situação na área do Sporting, inofensiva à partida, que levou a bola ao poste e posteriormente ao pés de Carlos Santos, que atirou por cima, sem perigo para as redes de Rui Patrício.

A segunda parte recomeçou com os mesmos onzes iniciais e com a mesma toada: o Sporting à procura de fazer o segundo golo, que pudesse eventualmente trazer mais estabilidade mental à equipa.

Mas aos 47’ minutos surgiu o primeiro revés para os leões… O Italo-Argentino Schelotto lesionou-se sozinho e obrigou JJ a executar a primeira substituição do encontro, colocando João Pereira no lugar do lateral-direito.

O Boavista continuava a tentar, por meio de contra-ataques, surpreender o Sporting e recolocar o empate no marcador, sem sucesso e sem jogadas de grande perigo ou relevância.

Gelson, Bruno César e Campbell continuavam a trabalhar muito bem, e o jovem extremo português voltou, como é seu hábito, a criar jogadas individuais, servindo posteriormente os colegas, que não conseguiram dar o melhor seguimento aos lances.

Até aos últimos dez minutos, o jogo não conta grande história, tirando duas perdidas do Sporting, uma por “chuta-chuta”, que atirou à barra em remate cruzado, e a segunda por Bas Dost, que não conseguiu dar o melhor seguimento a mais uma perigosa jogada de Gelson Martins.

É então que aos 83 minutos o árbitro decide expulsar Rúben Semedo por acumulação de amarelos, por suposta falta sobre Schembri, em que o jogador leonino salta com o pé no ar, baixando-o a tempo, e procurando claramente evitar o contacto com o colega e, mais importante, evitando a todo o custo colocar a integridade física do colega em causa. Expulsão muito duvidosa, pelo segundo amarelo, que poderia ter colocado esta importante vitória do Sporting em xeque. Foi pé em riste, falta, mas na minha opinião não justificou o amarelo para o jovem leão.

A partir deste momento, o Sporting Clube de Portugal realizou um jogo muito inteligente, segurando a bola junto às bandeirolas de canto adversárias, e procurando quebrar constantemente o ritmo de jogo… Algo que faltou claramente à equipa nos jogos com o Real Madrid, ou mesmo com o Guimarães.
Destaco desta forma Marvin Zeegelaar, que esteve muito bem ao congelar a bola em posse do Sporting, ganhando cantos e lançamentos sucessivos! O holandês efectuou de facto, a meu ver, o melhor jogo de leão ao peito. Concentrado, seguro e incisivo. Belo jogo do ex-jogador do Rio Ave.

O Sporting conseguiu desta forma uma excelente e importante vitória (novamente), fora de portas, abrindo um ciclo extremamente exigente, de forma bastante positiva.