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Bragança: Está à vista uma mudança?

Daniel Santos Bragança, o jogador do Sporting CP que, a meu ver, melhor qualidade técnica possui. E como é que um jogador de tamanha qualidade, resgatado ao Estoril Praia SAD após um empréstimo muitíssimo bem-sucedido, é, em 60 jogos, utilizado 44 vezes como suplente e só 16 a titular, sendo que só 10 para o campeonato?

Será a culpa do esquema tático?

Lembro-me de Amorim dizer que com um meio-campo a três Daniel Bragança seria titular indiscutível. Com dois homens só o foi por 16 vezes em 60 (mais ou menos 27% dos jogos).

O jovem médio português tem qualidades ímpares dentro do conjunto leonino – possui uma visão bem acima da média, um passe brilhante (sai sempre mais redonda quando vai dos seus pés). É o cérebro em qualquer equipa, sempre ciente do que o rodeia e capaz de encontrar soluções que os restantes não conseguem vislumbrar. A verdade é que, mesmo com todas estas qualidades, ainda não se conseguiu afirmar como peça crucial da formação leonina.

O nome de Bragança veio à baila em inúmeras conferências de imprensa ao longo do ano, com Rúben Amorim a responder sempre do mesmo modo – dizendo que tem uma enorme qualidade e que corresponde sempre que é chamado ao serviço. A verdade é que parece não ser o suficiente para assumir um papel de início.

 

É preciso não esquecer a concorrência: João Palhinha, Matheus Nunes e Manuel Ugarte. Três nomes de peso. Palhinha e Matheus foram a dupla mais vezes escolhida pelo comandante leonino, mas Ugarte subiu muitos pontos no decorrer da época, remetendo Palhinha para o banco em algumas ocasiões. Já Bragança não foi capaz de fazer o mesmo. Com 25 jogos (672 minutos) esta temporada soma menos minutos que nos 21 (680’) em que participou na época passada.

Talvez estejamos a assistir ao que Matheus Nunes passou com João Mário. Matheus foi o suplente mais utilizado por Amorim em 20/21, à semelhança do que está a acontecer com Bragança esta temporada. Matheus, este ano, teve um dos papéis mais influentes no plantel leonino, sendo a peça mais utilizada por Amorim – 50 jogos, 3693 minutos. E se a lógica se mantiver, o mesmo poderá acontecer com Daniel Bragança em 2022/2023.

Não tem a capacidade de Matheus de galgar metros em condução, ou a capacidade física de disputar duelos de Palhinha e Ugarte, o que no meio-campo a dois idealizado por Amorim o atiram para uma posição secundária. Entra em momentos de desespero em que a turma de Alvalade está perante um adversário recolhido e necessita de alguém que pense o jogo mais à frente e consiga desmontar a organização defensiva.

Bragança
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

É ano de aposta ou de mudança?

As possíveis saídas de Matheus e de Palhinha podem abrir um espaço para o médio de 22 anos. São 15 anos de leão ao peito, com empréstimos pelo meio e nas três épocas de equipa principal até já à braçadeira de capitão teve direito.

Não pode ser mais o talismã a sair do banco, está mais do que na altura de se assumir como titular indiscutível. Com Amorim a assumir que na próxima temporada a equipa terá maior flexibilidade relativamente à maneira como é montada dentro das quatro linhas, aqui poderá estar a melhor oportunidade para Bragança desde que chegou à equipa principal dos leões.

Já se falou de um possível interesse do AFC Ajax e que diria que não é descabido. Olhando para o estilo de jogo do atual campeão holandês, parece-me que Bragança assentaria como uma luva. Mas vejo o futuro do português a passar por Alvalade e com a época de explosão em 22/23, e creio que o mesmo também está convencido disso, que a sua vez está muito, muito perto.

 

 

 

Componente 5 – 1 (1)

Desde que se lembra que o Miguel joga à bola. Sentiu sempre uma ligação com a redondinha. Com 7 anos de idade começou a ir a Alvalade e desde então é raro falhar um jogo. Aos 13 iniciou a sua carreira no futebol federado. E para sua tristeza, há cerca de dois anos pendurou as botas. Mas não largou a maior paixão que tem na vida. Estuda jornalismo na ESCS e é por intermédio da comunicação que quer acompanhar o futebol daqui para a frente.

Desde que se lembra que o Miguel joga à bola. Sentiu sempre uma ligação com a redondinha. Com 7 anos de idade começou a ir a Alvalade e desde então é raro falhar um jogo. Aos 13 iniciou a sua carreira no futebol federado. E para sua tristeza, há cerca de dois anos pendurou as botas. Mas não largou a maior paixão que tem na vida. Estuda jornalismo na ESCS e é por intermédio da comunicação que quer acompanhar o futebol daqui para a frente.

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