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Bruno de Carvalho viu a sua posição reforçada como presidente do Sporting Clube de Portugal. Numa assembleia geral que abarrotou o Pavilhão João Rocha, foram aprovados o regulamento disciplinar e as alterações estatutárias propostas pelos órgãos sociais, com quase 90% dos votos em cada ponto.

Cerca de seis mil e quatrocentos associados encheram o Pavilhão João Rocha, num evento que criou filas nas imediações do edifício logo duas horas antes do mesmo. Os sócios responderam ao repto deixado pelo presidente Bruno de Carvalho e pelo presidente da mesa da assembleia geral leonina, Jaime Marta Soares. Acorreram em massa ao pavilhão, num sinal claro da vitalidade do clube do leão. A esmagadora maioria dos sócios presentes estava a favor do presidente leonino, sendo de notar as ausências da maioria dos sócios designados como “sportingados”, com o exemplo mais flagrante a ser o do concorrente copiosamente derrotado nas últimas eleições, Pedro Madeira Rodrigues. Nem auditoria, nem oposição consistente. Madeira Rodrigues continua a não ser capaz de fazer alguma coisa de jeito.

Após a declaracão inicial de Jaime Marta Soares, onde apelou ao voto e ao respeito entre todos os presentes, foi a vez de Bruno de Carvalho assumir as rédeas do palanque que estava montado para os discursos. O presidente disparou contra várias frentes de “oposição”, como Carlos Severino, Pedro Madeira Rodrigues, entre outros indivíduos. Bruno de Carvalho chamou os “bois pelos nomes” e assumiu tudo aquilo que vem defendendo, tendo unido praticamente todo o pavilhão em seu redor. Um dos pontos fortes do seu discurso foi Marco Silva. O presidente explicou os motivos que levaram ao despedimento do técnico, com alusão também aos recentes insucessos da carreira do treinador português, no futebol grego e inglês.

Depois disso, decorreu a votação dos pontos da ordem de trabalhos, mas rapidamente se percebeu que seriam aprovados esses pontos pelos sportinguistas. A assembleia decorreu, na sua generalidade, com calma e com os sócios a poderem utilizar a sua voz para dizer o que lhes ia na alma. Esta reunião magna de sócios prolongou-se por várias horas, tendo-se iniciado às catorze horas e apenas terminado depois das nove da noite.

O pavilhão esteve absolutamente lotado para votar a favor das propostas e da continuidade de Bruno de Carvalho Fonte: Pavilhão João Rocha
O pavilhão esteve absolutamente lotado para votar a favor das propostas e da continuidade de Bruno de Carvalho
Fonte: Pavilhão João Rocha

Se o discurso inicial já tinha sido forte, o final foi mais curto, mas também “grosso” no seu conteúdo. O presidente agradeceu aos sócios pela confiança demonstrada e disse que “a maioria silenciosa deu lugar à maioria ruidosa”. Além disso, Bruno de Carvalho enumerou três pontos que considera decisivos para cimentar a militância e a posição dos leões no desporto português. O comandante das tropas leoninas apelou aos sócios leoninos que não comprem mais nenhum jornal desportivo ou vejam algum canal português, sem ser a Sporting TV. Além disto, Bruno de Carvalho apelou a que os comentadores afetos ao Sporting que estão presentes nos painéis de debate televisivo saiam dos mesmos. Enquanto acho que as duas primeiras são claramente exageradas e podem até vir a ser perigosas no futuro, parece-me que a terceira pode ser um dos primeiros passos para a limpeza do futebol português. Estes programas são claramente nocivos e têm contribuído fortemente para o ambiente negro que se vive atualmente.

Agora, Bruno de Carvalho terá, na minha opinião, de se conter mais nas suas intervenções no Facebook e focar-se mais em continuar o excelente trabalho que tem feito a nível diretivo. Nisso é que o presidente tem de se focar. Depois de toda esta turbulência que marcou o início de fevereiro, as hostes leoninas têm de se unir verdadeiramente e lutar contra os seus eternos rivais pelos títulos ainda em disputa.

Foto de Capa: Pavilhão João Rocha

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