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Assim como há partidos políticos que sempre servirão exclusivamente para ser oposição, pela sua posição de crítica destrutiva, de estar contra algo só porque foi proposto por quem está no poder, talvez também haja clubes que só servem para ser pretendentes e raras vezes os efectivos detentores de campeonatos, talvez reflexo da forma de estar constantemente destrutiva de alguns dos seus.

E tal como na política, em que se muda de opinião caso se esteja ou não no poder, nos clubes, e principalmente na sua massa adepta, também se critica ou elogia o trabalho de quem está no poder conforme os ventos e a facção que está a liderar.

Isto porque sou adepto de um clube que, de tanto ter que se concentrar em lutas internas, nunca se vai poder concentrar inteiramente em lutar com os adversários externos.

Digo isto porque após uma excelente vitória da equipa de que sou adepto sobre o Arouca, e quando se esperaria um momento em que seria impossível ver divisões, reparo que o que mais se discutia em fóruns afectos ao clube era o facto de o presidente ter “mentido” quanto ao facto de ter o pavilhão pago, já que continuava a pedir dinheiro para a Missão Pavilhão, e também o facto de termos um treinador que não sabe gerir uma equipa, porque repreendeu um jogador da sua equipa.

Só que, quem usa este tipo de argumentos, ou não parou para pensar, ou simplesmente não quer e prefere seguir sugestões de outros opinion makers.

Quanto ao pavilhão, a certa altura, e para se defender de um ataque, o presidente do Sporting disse que as obras estavam pagas. Ora, certamente que o clube não poderia esperar pelo dinheiro que os sportinguistas continuam a doar para esta missão, e avançou com dinheiro que tinha disponível. Sendo que a situação financeira do clube continua a não ser desafogada, apesar de controlada, a Missão Pavilhão continua a decorrer para que se possa repor em caixa o valor investido, ou pelo menos parte dele.

Assim sendo, o pavilhão está pago, sim, mas a “missão” de ajuda solicitada aos sócios e adeptos do clube continua a decorrer, de forma a minimizar o impacto do valor investido nesta obra tão necessária e ao mesmo tempo tão cara (para um clube que ainda há poucos anos não tinha dinheiro para pagar salários) para reforçar o ecletismo de que somos líderes desde sempre.

Relativamente a Jorge Jesus, e ao facto de ter decidido repreender Slimani em praça pública, considero que é um mal menor. Isto porque, se o jogador não queria ser repreendido desta forma, não devia ter mostrado tão veementemente o seu desagrado e amuo em público e em frente a todas as câmaras que estavam para si apontadas.

Para mim Jorge Jesus fez bem, até porque ele tem uma equipa para gerir, e, ao responder daquela forma, não falou só para Slimani mas também para todo o plantel. Ou seja, a partir dali todos os jogadores pensarão duas vezes antes de amuar de cada vez que forem substituídos ou em outra situação qualquer. E assim, se o jogador amuar e não marcar mais golos até ao fim do campeonato, sei que a restante equipa assimilou o recado e vai continuar a jogar para o colectivo e a marcar golos como os que aconteceram contra o Arouca (o Slimani marcou quantos?).

Slimani tem sido um exemplo do trabalho diário de Jesus Fonte: Sporting CP
Slimani tem sido um exemplo do trabalho diário de Jesus
Fonte: Sporting CP
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