Teima em ser quebrada outra “maldição” que assola o Sporting CP desde a saída de Luís Figo, – a camisola sete, utilizada atualmente por Bruno Tabata – acabado o jejum de 19 anos sem vencer o campeonato. Desde a saída do craque português para o FC Barcelona, há 26 anos, nenhum jogador conseguiu realmente vingar de leão ao peito usando esse número nas costas.

Já vários jogadores de qualidade envergaram esse número, mas nunca conseguiram ter sucesso a jogar pelo Sporting CP, seja por problemas disciplinares ou por causa de séries de lesões. Já outros, simplesmente, nunca tiveram qualidade para representar o clube.

A lista é longa: Ricardo Sá Pinto foi o primeiro a usar a camisola sete a partir do verão de 1995, seguindo-se o talentoso Leandro Machado, Delfim, Niculae, Bojinov, Izmailov, Jeffrén, Shikabala, Joel Campbell, Rúben Ribeiro, Matheus Pereira e, mais recentemente, Rafael Camacho.

Apesar de Bruno Tabata não ter feito uma má época, a realidade é que também não foi a melhor. Falamos de um jogador com qualidade técnica acima da média, mas com bastantes dificuldades na decisão – é um jogador pouco objetivo e que complica em demasia em certos lances. Para além disso, o brasileiro esteve a contas com problemas físicos na reta final do campeonato.

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Durante a estadia no Algarve, Bruno Tabata surpreendeu na posição oito.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na nova época, e devido à saída de João Mário para o SL Benfica, Bruno Tabata tem estado a ser testado na posição que era normalmente ocupada pelo internacional português. As indicações dadas nesta pré-época têm sido muito positivas, mas serão suficientes para triunfar com a camisola verde e branca… e com o número sete nas costas?

Ainda assim, parece pouco provável que Bruno Tabata jogue nessa posição, devido à iminente chegada do uruguaio Manuel Ugarte, para além das opções Matheus Nunes e Daniel Bragança. Será mesmo na frente de ataque que o ex-jogador do Portimonense terá de mostrar as suas capacidades.

Caso Bruno Tabata não consiga quebrar esta maldição, creio que só existe um jogador capaz de acabar com este “fantasma” que paira em Alvalade desde o já longínquo ano de 1995. E não, não falo de Nani, que nos seus regressos ao Sporting CP usou o número 77 e o 17, respetivamente. Mas também não vou estar a criar demasiadas expectativas…

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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