sporting cp cabeçalho 2

O costa-riquenho Bryan Ruiz voltou a pisar os relvados portugueses no último jogo dos Leões frente ao Paços de Ferreira, num encontro que terminou com uma vitória dos pupilos de Jorge Jesus por duas bolas a uma. Entrou ao minuto 72 para o lugar do argentino Rodrigo Battaglia.

O seu reaparecimento com a camisola dos Leões tem ainda mais significado, uma vez que o costa-riquenho não entrava em campo com a camisola do Sporting há cerca de seis meses. É preciso recuar até à época transata e à partida contra o Feirense, em Maio deste ano, para encontrar Ruiz vestido com a mítica listada verde e branca. Corria a trigésima jornada da Primeira Liga.

A avaliar pelas palavras de Jorge Jesus, o regresso de Bryan não foi obra do acaso. Trata-se de dar mérito a quem o merece e Bryan, após um período conturbado de interrogações sobre o seu futuro, parece ter caído nas boas graças do técnico leonino: “Os jogadores e treinadores têm duas formas de olhar para a sua carreira: ou olham para a carreira desportiva ou para a financeira. O Bryan olha para a carreira desportiva. Com 32 anos, o que está na cabeça dele é jogar pela selecção no Mundial e querer ser Campeão no Sporting comigo. Esta forma de pensar abriu-lhe as portas”.

Bryan Ruiz ainda pode vir a ser uma peça importante na máquina leonina Fonte: Sporting CP
Bryan Ruiz ainda pode vir a ser uma peça importante na máquina leonina
Fonte: Sporting CP

No mesmo sentido, as declarações do costa-riquenho à Sporting TV permitem perceber que as interrogações de terceiros face às suas qualidades e aos seus interesses pessoais são assunto de um passado para esquecer, pois os intentos do atleta são agora os mesmos que o clube quer para esta temporada: ser campeão nacional de Futebol. Ponto final.

Mas não há bela sem senão. Isto porque apesar do regresso ambicioso de Bryan, qualquer sportinguista com memória razoável se recorda do seu enorme falhanço, com a baliza toda aberta, há duas épocas atrás, frente ao Benfica em Alvalade onde, perante um cruzamento de Slimani na direita, o costa-riquenho fez a proeza de enviar a bola por cima da baliza encarnada. Se o Sporting marcasse, empataria o jogo e lançava os Leões para o título. São espinhas atravessadas na garganta que, por muito que o tempo passe, nunca desaparecem…

Mas isso não pode afetar a alma leonina. Não pode, deixem lá o rapaz, passado é passado, terminou. Agora temos é que pensar no futuro, para a frente é que é o caminho. O mais importante é que ele esteja pronto para abraçar os intentos do clube. Porque, lembremo-nos, este ano não é só o Bryan que não pode falhar. É também todo o clube de Alvalade. É o ano da “tolerância zero” no reino do Leão, tal como escrevi aqui em textos anteriores.

Foto de Capa: Facebook oficial de Bryan Ruiz

Comentários

Artigo anteriorEm busca da “VARdade” desportiva
Próximo artigoCompetitividade no futebol português
O Simão é psicólogo de profissão mas isso para aqui não importa nada. O que interessa é que vibra com as vitórias do Sporting Clube de Portugal e sofre perante as derrotas do seu clube. É um Sportinguista do Norte, mais concretamente da Maia, terra que o viu nascer e na qual habita. Considera que os clubes desportivos não estão nos estádios nem nos pavilhões, mas no palpitar frenético do coração dos adeptos e sócios.                                                                                                                                                 O Simão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.