Apesar do frio outonal que se fez sentir em Dortmund, o Signal Iduna Park esteve um inferno. Em campo encontravam-se Sporting Clube de Portugal e o Ballspiel-Verein Borussia 1909 e. V. Dortmund, aka Borussia de Dortmund. Fora dele, enfrentavam-se duas das melhores claques europeias neste momento. Só fatores para que o jogo fosse eletrizante.

Um jogo que desde o início começou bastante confuso, mais por causa do esquema tático que Jorge Jesus escolheu, com a entrada de Paulo Oliveira para o lado direito da defesa e Schelotto a jogar à sua frente. Sabendo que necessitava de ganhar, a equipa do Sporting entrou a pressionar bastante alto.

No entanto, quem acabou por se adiantar no resultado foi a equipa da casa, que beneficiou da passividade da defesa leonina para marcar golo. A tarefa tornava-se a esta hora cada vez mais difícil, tudo por causa deste golo madrugador, que não marcou a desmotivação do Sporting, pelo contrário. A equipa portuguesa procurou o golo do empate, estando este perto de se concretizar por Gelson Martins. O menino prodígio, em frente à baliza, deu o toque a mais que não deveria ter dado, valendo a pronta intervenção do guarda-redes do Dortmund. Os leões não baixavam os braços e tentavam sempre procurar o tento antes do intervalo. À meia hora de jogo, depois de um cruzamento bem medido por Marvin Zeegelaar, Gelson rematou novamente à baliza, valendo desta vez Marc Bartra aos alemães. A esta altura estava a ser um jogo muito bem disputado, com as duas equipas a jogar bom futebol e a valer o espetáculo merecedor da competição que é. Haviam grandes jogadas de entendimento de parte a parte, com boas ofensivas do Dortmund e boas saídas da zona defensiva por parte do Sporting. Já nos momentos ofensivos dos leões, havia mais apatia, que era compensada pelo génio de Gelson Martins, parecendo o único que não tinha medo de rematar.

A terminar a primeira parte, pedia-se a mudança de Ruben Semedo. O defesa já tinha visto amarelo praticamente no inicio do jogo e isso comprometia as suas tarefas defensivas. A mudança acabou por acontecer no último terço da equipa de Jorge Jesus, que substituiu Castaignos por Bas Dost, o que mudou logo o ataque português, havendo mais qualidade nas tarefas ofensivas, o que significou uma entrada melhor por parte do Sporting. O Dortmund não conseguia organizar bem os seus lances de ataque, mesmo com Schürrle a entrar fresco ao intervalo. A equipa que jogava de amarelo e negro teve direito ainda a um livre à entrada da área, em que Guerreiro tentou surpreender Rui Patrício, mas o guarda-redes não se deixou influenciar pelo seu companheiro de seleção. Pouco tempo depois, Raphael Guerreiro fez falta na entrada da sua área também, que poderia ser melhor aproveitado por Adrien Silva, que rematou por cima. Neste jogo acabou por se perceber a falta que o capitão fazia ao Sporting, tanto na ajuda à defesa bem como nas participações nos ataques leoninos, sendo uma peça fundamental no xadrez de Jorge Jesus.

A segunda parte foi pautada por um domínio do Sporting e pela anulação das jogadas de ataque dos alemães, que apenas conseguiam rematar à baliza quando ganhavam livres à entrada da área. O Sporting Clube de Portugal merecia pelo menos um empate por tudo o que fez neste segundo tempo, que juntou azar aos muitos lances de ataque que teve disponíveis. O Dortmund limitou-se a defender. Os últimos dez minutos foram de bastante esforço, fazendo notar a dedicação de Ezequiel Schelotto que, apesar de estar em manifestas dificuldades físicas, deixou tudo dentro de campo para ajudar a equipa. Faço também nota ao comportamento de Paulo Oliveira. Pessoalmente acho um pouco inconcebível a decisão de Jorge Jesus deixá-lo de fora tantas vezes como as que ocorrem atualmente, visto que o jogador tem bastante potencial. Com Gelson a jogar como tem feito esta temporada, podemos todos começar a preparar as malas do menino, que não ficará connosco muito mais tempo.

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