A12

Sim, estamos em primeiro à entrada para a 12ª jornada. Sim, isto não acontecia há anos. Sim, estamos a praticar um futebol que, finalmente, dá gosto ver. Mas não, ainda não ganhámos nada e, realisticamente, estamos muito longe de ganhar.

Ainda há muito campeonato pela frente e, ao contrário do que se diz, o calendário do Sporting até ao final da primeira volta não me parece assim tão favorável. O Sporting joga fora com o Gil Vicente e com o Estoril, quarto e quinto classificados, respectivamente, e em casa com Belenenses e Nacional da Madeira, décimo terceiro e sétimo classificados. Ora, jogar com quarto, quinto e sétimo classificados não é tarefa fácil. Ainda mais quando verificamos que o campeão nacional, Futebol Clube do Porto, perdeu pontos em três jogos até ao momento; nesses jogos, incluem-se a deslocação ao Estádio António Coimbra da Mota, campo do Estoril, e a recepção ao Nacional, em pleno Estádio do Dragão. O Sporting tem, portanto, pela frente dois jogos em circunstâncias idênticas às que fizeram o Porto perder pontos e ocupar, neste momento, o terceiro lugar do campeonato.

Não percebo também a importância que se dá ao facto de, supostamente, o calendário leonino até ao fim da primeira volta ser mais favorável. Mas o campeonato acaba em Janeiro? Quem for campeão em Janeiro ganha o quê? Muitas vezes, nada. E os últimos anos têm sido propícios a corroborar o que aqui escrevo. Quantos “campeões de Inverno” se tornaram campeões de nada em Maio? O campeonato tem 30 jornadas e a festa faz-se no fim. Mais triste do que ver a festa de outros durante todo o ano é fazer a festa durante grande parte do ano e, no final, assistir à festa dos rivais. Não vamos embandeirar em arco. Sem expectativas conseguimos atingir o primeiro lugar. Esperemos que, sem expectativas, o consigamos manter para, no final e só no final, fazermos nós a festa.

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O Fábio odeia ser incomodado quando está a ver jogos do Sporting. Não suporta o FC Porto nem os benfiquistas. Vive no sector A12 em Alvalade.                                                                                                                                                 O Fábio não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.