Publicidade

Caso Raphinha: Não se pontapeia quem já está no chão

Simão Mata · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Nos últimos dias, tomei conhecimento pela comunicação social da dívida da Sporting SAD à SAD do Vitória Sport Clube alusiva à transferência do brasileiro Raphinha do clube da cidade berço para o clube lisboeta, no verão passado. A dívida situa-se nos 4M€ que deveriam entrar nos cofres vimaranenses, mas o valor total da transferência situou-se nos 7M€.

Júlio Mendes, presidente do clube de Guimarães, veio, num primeiro momento, pedir a insolvência da SAD leonina. Dias depois, talvez por ter colocado a mão na consciência ou com eventual receio de que pela boca morre o peixe, veio serenar as águas agitadas entre leões e conquistadores, dizendo que afinal estava no futebol de forma construtiva e que tudo faria para, juntamente com o emblema leonino, encontrar a melhor solução para que o Sporting consiga pagar.

Raphinha está a adaptar-se da melhor forma à equipa, apesar da contenda que ainda envolve a sua transferência para o Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Todos já percebemos que a situação financeira do clube não está famosa. No momento em que nos tentam meter na guilhotina, ameaçando-nos e lesando-nos a todos os níveis, alguns – leia-se o banqueiro José Maria Ricciardi – aparecem, neste contexto de crise, como salvadores da pátria, prometendo o pilim que muitos não têm e que tanta falta faziam, nesta altura, ao clube.

Mas devemos resistir com toda a força a esses Senhores do dinheiro que juram mundos e fundos pelo Sporting e depois, no final de tudo, só estão no desporto por puro e mero capricho financeiro. Ricciardi deveria ter vergonha na cara por, nesta situação difícil do clube, vir acenar com a única arma que tem: o dinheiro. O caso Raphinha foi o pretexto para este lobo sair da toca. Quando a situação passar, volta para dentro, mas fica à espreita.

A pequena novela Raphinha parece ter terminado da melhor forma possível. Tudo o que seja entendimento genuíno entre clubes, respeitando-se divergências e rivalidades, sou o primeiro a aplaudir. Mas tudo isto fez perceber o clima de constante crispação entre os emblemas no futebol português. Quando um clube como o Sporting, por razões sobejamente conhecidas, está ainda no chão a lamber as feridas duma crise que se abalou sobre si, há aqueles que ainda o querem humilhar mais ainda, pontapeando-o. E isto, no futebol como na vida, não é bonito.

Sem querer recuar muito no tempo, muito menos abordar assuntos que não são para aqui chamados, esta atitude de pontapear quem está no chão, vimo-la acontecer do outro lado da segunda circular quando Vieira ameaçou fazer “uma loucura” para contratar pérolas leoninas – uma delas, Bruno Fernandes – aproveitando-se da fragilidade do emblema leonino após os acontecimentos de Alcochete.

Ainda bem que Júlio Mendes reconsiderou e voltou atrás na sua decisão que seria, a todos os títulos, penosa para ambas as partes. Mas o Vitória Sport Clube, pela sua massa adepta, humana e dirigente, já nos habituou há muito que é um clube que pensa pela sua cabeça. Já os outros do Minho…

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Simão Mata

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.