A CRÓNICA: TEMPESTADE ´FILOMENA´ IMPOSSIBILITOU O BOM FUTEBOL

Estava difícil encontrar condições para que o CD Nacional produzisse a sua estreia em 2021. Depois de ver o seu jogo frente ao Vitória SC ser adiado, devido a um surto de casos de Covid-19, desta vez seria a “mãe natureza” a não querer dar tréguas aos alvinegros. Ontem, quinta-feira, ainda se subiu ao relvado do Estádio da Madeira, mas o vento forte não possibilitou o início do jogo entre Nacional e Sporting CP.

Contudo, “à terceira foi de vez” e o Nacional da Madeira, foi a jogo com o líder do campeonato. Para a ronda 13 da Liga, os leões queriam manter a boa prestação até aqui evidenciada, já o Nacional, pretendia seguir o rumo dos últimos dois jogos e conquistar os três pontos.

Com o relvado ensopado devido à chuva que continuava a cair um pouco por toda a ilha madeirense, os jogadores demoraram um pouco a se adaptar às condições do terreno de jogo. Nas circunstâncias que se verificava, existiu uma grande dificuldade em conseguir praticar um futebol vistoso.

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À passagem da meia-hora de jogo não havia oportunidades a reportar em nenhumas das balizas. Disputava-se uma autêntica ´batalha naval´, sendo o jogo direto, o tipo de jogo mais utilizado em ambos os lados.

Aos 34´minutos do primeiro tempo, aconteceu, finalmente, a primeira grande ocasião do jogo, com ´Pote´ a chutar para defesa (com a cara), de Daniel Guimarães.

A dois minutos do final dos primeiros 45 minutos, quando o Clube Desportivo Nacional já estaria certamente a pensar no intervalo, eis que num cruzamento de Nuno Mendes, Pedro Gonçalves aparece, sozinho, ao segundo poste desviando a bola para o encosto de Nuno Santos.

Para a segunda metade, os ´insulares´ entraram com mais ambição tendo em conta o resultado negativo da primeira parte. A troca do médio Rúben Micael, pelo extremo Kenji Gorré, comprovava isso mesmo. No imediato, o médio marroquino Azouni fez o guarda-redes Adán sujar o equipamento limpo que trazia do intervalo.

A tempestade ´Filomena´ parecia não querer dar tréguas aos jogadores, e a chuva, assim como o vento estiveram presentes durante toda a partida.

Da forma como o jogo estava, podia ter pendido para qualquer um dos lados, mas foi o Sporting Clube de Portugal que teve a felicidade de marcar o segundo golo na partida, através de uma bola ganha por Tiago Tomás, que assistiu o recém-entrado Jovane Cabral, já para além do minuto 90.

De resto, apenas salientar o facto de ter sido um jogo atípico, devido ao diluvio que se verificou no final da tarde desta sexta-feira na ´perola do Atlântico´, impossibilitando assim, o bom futebol. Estando a união e o espírito de grupo, na base da vitória leonina.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João Palhinha – O médio defensivo dos ´leões´ limpou tudo a sua volta. Sugou tudo à sua volta. Duelos aéreos, terrestres, passes completados. Nem as ´piscinas´ do relvado do Estádio da Madeira, impediram o português de 25 anos de se sobressair num autêntico campo de batalha.

 

O FORA DE JOGO

CD Nacional x Sporting CP
Fonte: Bola na Rede

Condições Climatéricas – Apesar de uma ligeira melhoria na meteorologia, de ontem para hoje, a verdade é que a chuva forte fez-se sentir durante todo o jogo. O terreno de jogo, esse, ficou todo ensopado desde cedo e impossibilitou um bom futebol por parte de qualquer uma das equipas.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Luís Freire queria um CD Nacional ambicioso, sem medo de enfrentar o atual líder do campeonato. Para tal, apresentou um sistema de 4-2-3-1, com o colombiano Riascos a jogar na ala esquerda do ataque ´alvinegro´ e o hondurenho Róchez, sozinho, na frente.

Com as condições adversas a se fazerem sentir, e sendo o Nacional a formação com menos bola, o contra-ataque foi a opção ofensiva utilizada pelos condados de Luís Freire, que em períodos defensivos acionavam um 4-5-1, com a máxima “todos defendem, todos atacam”.

Para a segunda metade do encontro, o Nacional deixou o madeirense Rúben Micael no balneário, fazendo entrar o extremo Kenji Gorré, adaptando a equipa num 4-4-2.

No entanto a dinâmica de jogo nunca mudou, nem mesmo depois de Luís Freire ter colocado a ´carne toda no assador´, e ter feito entrar jogadores como Alhassan, João Victor, entre outros.

Defensivamente o Nacional não foi tão agressivo quanto o Sporting CP acabando assim, por perder o jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Guimarães (6)

Rúben Freitas (5)

Lucas Kal (4)

Júlio César (4)

João Vigário (4)

Nuno Borges (4)

Larry Azouni (5)

Rúben Micael (3)

João Camacho (5)

Bryan Róchez (4)

Brayan Riascos (5)

SUBS UTILIZADOS

Kenji Gorré (3)

João Victor (3)

Ibrahim Alhassan (3.5)

Francisco Ramos (-)

Witi Quembo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim, na deslocação até à Madeira não alterou nada na tática da sua equipa e o Sporting CP iniciou o encontro no seu habitual 3-4-3.

Na antevisão ao jogo, o jovem treinador dos leões exprimiu o desejo de realizar a partida, com “possas ou piscinas”. Realmente, foi esta a melhor descrição para aquilo que se foi vivendo no encontro.

O trio central era o grande responsável por construir jogo desde trás, tendo o Sporting decidido privilegiar o jogo direto.

Nos segundos 45minutos, sem tréguas da chuva, foi um Sporting a ocupar muito bem os espaços, sempre em busca de colocar a bola nos homens mais ofensivos em dois ou três toques.

O contra-ataque foi a arma mais utilizada por Rúben Amorim durante todo o jogo. O Sporting não teve problemas em jogar ´feio´ quando era necessário. Qualquer bola que aparecesse entre linhas, era despachada de qualquer maneira para a zona de ataque.

Todavia, foram 5 remates à baliza, 344 passes completados e 54% de posse de bola, para a formação de alvalade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Pedro Porro (5)

Zouhair Feddal (5)

Sebastián Coates (5)

Luís Neto (5)

Nuno Mendes (5)

João Palhinha (7)

João Mário (5)

Pedro Gonçalves (5)

Nuno Santos (5)

Sporar (4)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Tomás (5)

Matheus Nunes (4)

Jovane Cabral (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Nacional 

Não foram colocadas questões ao técnico do CD Nacional, Luís Freire

Sporting CP

Não foram colocadas questões ao técnico do Sporting, Rúben Amorim

 

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