Como diz o Pacman, através do projeto “5-30”, «Muito tempo fora/Mas chegou a hora/O momento é agora/Testemunha uma nova aurora».  O momento chegou.  Finalmente vou ver a minha equipa jogar nesta edição da Liga dos Campeões, num grupo que é mesmo feito disso: de campeões. Apesar de termos já estado presentes na fase de grupos há dois anos, é sempre bom entrar em Alvalade e ouvir o hino da competição mais importante da UEFA.

Estamos num grupo digno desta competição: Real Madrid, Borussia Dortmund e, não menos relevante, Légia de Varsóvia. Os primeiros, donos e senhores desta competição, com a Undécima conquistada na última edição do torneio, são os nossos primeiros adversários, donos de um tipo de jogo aprazível e com craques mundiais a fazer as delícias dos adeptos de futebol. Já o Borussia, para além dos jogadores de grande qualidade que possui, será uma luta característica: para além daquela que irá decorrer durante noventa minutos dentro das quatro linhas, também o duelo entre as claques de ambas as equipas será um dos pontos fortes dos jogos entre os mesmos. Frente ao Légia, teremos que prestar atenção porque, apesar de não se aproximar às qualidades das equipas anteriores, tem mérito por estar presente na Liga dos Campeões e não quer ver as suas aspirações, de ganhar pelo menos um jogo, a serem defraudadas.

No entanto, chegámos. O Sporting chegou e está para mostrar quais são os motivos de estar presente, quais foram os argumentos técnicos e táticos que utilizaram para bater o SL Benfica e o FC Porto, as outras duas equipas presentes nesta competição. Nem sempre é fácil lutar contra certas ideias de outros que pensam que o Sporting não é algo qualquer. Há que mostrar que também merecemos passar à segunda fase do torneio. Apesar disto, há que ter os pés assentes na terra e perceber que os grandes nos irão fazer frente. O objetivo para esta fase deve começar por nunca, mas nunca, olhar para o chão: sermos derrotados mesmo que não haja motivos para isso. São seis jogos, jogos esses que dão para explicar e desfrutar ao máximo do nosso futebol. Vamos conhecendo aos poucos e é isso que precisamos.

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O 12º Jogador será fundamental nesta caminhada leonina Fonte: Sporting CP
O 12º Jogador será fundamental nesta caminhada leonina
Fonte: Sporting CP

Os nossos adeptos também têm uma função importante: sejam quantos forem, que mostrem a raça, o querer e a ambição leonina. Somos mais fortes unidos; somos a camisola número doze, o décimo segundo jogador e os últimos a desistir. Seja qual for o desfecho do Sporting nesta sessão da Liga dos Campeões, já estou feliz por saber como são os nossos, por saber que vão dar o litro, tudo o que têm e o que não têm para nos fazer habituar à classe sportinguista, classe que nos mostram semanalmente dentro do país e que agora vão exibir em grandes palcos como o Santiago Bernabéu.

Não sou romântica, não sou louca. Eu sei que não é fácil e que não é tudo um mar de rosas, que a probabilidade de passar para a Liga Europa é maior do que passar aos oitavos de final. Só peço que, façam o que fizerem, orgulhem a camisola que vestem, orgulhem aqueles que vos apoiam. Não estou a pedir os 18 pontos, estou a pedir que não deixem esmorecer a garra leonina. Deixem-nos com vontade de saber o que é o Sporting nos jogos mais importantes. Façam-se respeitar em campo e fora dele. Encham páginas com elogios às exibições europeias. Nada mais. Chegou a hora, e eu quero testemunhar o vosso triunfo.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal