Com a última bala, o tiro certo em (e de) Rúben Amorim

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A expressão “tiro” é muitas vezes utilizada no mundo do futebol. Pode descrever situações de grande felicidade, que apesar das poucas probabilidades acabou por ser a melhor escolha (um “tiro certeiro”), como pode também caracterizar ocasiões infelizes, em que o feitiço se virou contra o feiticeiro (um “tiro no pé” ou o “tiro pela culatra”). No caso do Sporting CP, quer a escolha em Rúben Amorim para treinador do clube, quer as escolhas do treinador para alinhar em campo, foram dois tiros completamente certeiros.

Em primeiro lugar e apesar de, por várias vezes, ter apresentado uma posição contra a atual direção, há que reconhecer o mérito na aposta em Amorim. Vendo bem, o ex-treinador do SC Braga foi mesmo a primeira (e, caso corresse mal, poderia muito bem ter sido a última) forte aposta de Frederico Varandas.

Os anteriores técnicos que representaram o clube durante o mandato do atual presidente, pelo menos pelo que se tentava perceber, nunca tiveram o seu cargo assim tão seguro. José Peseiro foi despedido (e bem) na primeira oportunidade; Tiago Fernandes foi apenas técnico interino durante três jogos.

Marcel Keizer foi despedido após maus resultados; na época posterior a ter vencido a Taça da Liga e a Taça de Portugal, e, sejamos honestos, tirando os primeiros jogos (onde eram goleadas atrás de goleadas), a passagem do holandês pelos leões não impressionou; Leonel Pontes também assumiu como treinador interino e em quatro jogos, perdeu três; por fim, Silas, à semelhança de todos os outros, não foi grande aposta e parecia ser mais um treinador para “ir tapando uns buracos”.

Ao serviço do Sporting CP, Marcel Keizer venceu uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois, chega Rúben Amorim. 13 jogos pela equipa principal do SC Braga, dez triunfos (cinco contra os três grandes) e uma Taça da Liga. Pelos vistos, o suficiente para convencer Varandas a gastar dez milhões na sua assinatura. Por um valor tão alto e com poucas provas dadas num curtíssimo espaço de tempo, é normal que a contratação tenha gerado alguma controvérsia e desconfiança no universo leonino.

Até ao momento, a contratação de Rúben Amorim tem dado indícios que trará benefícios ao clube, quer seja de uma forma financeira, ou até mesmo a nível de prestígio, com a conquista de títulos. Por estas mesmas razões, há que “dar o braço a torcer” e reconhecer que a contratação foi estudada e bem executada pela direção. Sem dúvida, um tiro certeiro.

Alexandre Sequeira Ribeiro
Alexandre Sequeira Ribeirohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado na ilha Terceira, nascido e criado para o futebol. Desde cedo aprendeu, viveu e vibrou com o desporto rei. Com o futebol e a escrita espero proporcionar um espetáculo fora das quatro linhas para todos aqueles que partilhem o gosto pela bola e pelos seus artistas.

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