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Depois de uma semana conturbada, com dois resultados muito complicados para o estado anímico da equipa do Sporting, qualquer adepto preferiria muitos outros campos para começar uma reviravolta na crise de resultados que não os Barreiros.

O Sporting sempre sentiu dificuldades nos campos da Madeira, ainda mais contra um Marítimo que se sente sempre muito motivado contra a equipa de Alvalade, talvez alimentado pela inimizade que o seu presidente nunca escondeu pelos Leões. A piorar este cenário, esta época o Marítimo apresenta uma equipa com jogadores bastante rápidos na frente, com boa qualidade técnica, e uma grande apetência para marcar golos de bola parada. Ora, é com todos estes cenários que o Sporting mais tem sentido dificuldade. A rapidez dos extremos adversários e os cruzamentos para a área.

Tudo isto se verificou logo aos dez minutos de jogo com o golo do Maritimo, o que confirmava mais uma moda nos recentes jogos do clube, os golos madrugadores. Isto, para uma equipa que está nervosa, ansiosa, não ajuda nada. Para ajudar a isso, a primeira parte de Rui Patrício foi medonha, com erros que podiam ter piorado a situação da equipa no jogo. Felizmente foi melhorando com o decorrer do mesmo. No entanto, para espanto meu, e tendo em atenção as reações que a equipa tem tido, vi um Sporting pressionante e a tentar empurrar a equipa do Marítimo para a sua área. O único problema neste cenário é que esta equipa leonina não consegue controlar o adversário, e nas vezes que os madeirenses ganhavam a bola, conseguiam contra-atacar rapidamente e com perigo, também porque não temos avançados e médios a pressionar como no ano passado. Verificaram-se muitas perdas de bola quando o Sporting tentava sair a jogar (Adrien continua a falhar passes), e ter Palhinha em vez de William traz poder de choque, jogo posicional, mas perde qualidade em segurar a bola e sair a jogar.

As mudanças feitas na equipa inicial não trouxeram nenhuma melhoria significativa, e com a entrada de William o jogo ficou mais controlado para o Sporting, tendo mesmo melhorado o jogo de Adrien Silva que melhorou no acerto de passes. William trouxe também a capacidade de jogo longo com qualidade, até aí feito unicamente por Coates, e sempre com pouca precisão.

Apesar da melhoria e acerto do jogo do Sporting (em termos de controlo) na segunda parte, tal não foi suficiente para levar de vencida a equipa do Marítimo que se manteve sempre bem defensivamente, e quando não o fez, teve a ajuda sempre cirúrgica do árbitro (não podiamos acabar um jogo do Sporting sem falar dessa entidade) que mais uma vez errou num lance capital e de influencia directa para o resultado final. Mais uma para a tal liga da verdade, em que nos tiram mais dois pontos. Podem dizer que o Sporting não fez um grande jogo, mas a verdade é que fizemos golos suficientes para o ganhar, como em vários jogos desta época. Há os que passam o jogo à espera que caia um golo do céu e conseguem ganhar jogos.

Com tudo isto, o jogo resume-se à incapacidade do Sporting jogar rápido e entrar constantemente com perigo no último terço do campo (quando o conseguiu fazer, a equipa criou chances de golo) e à eficácia ofensiva do Marítimo que quando chegou ao seu segundo golo tinha o mesmo número de remates à baliza (deste mal todos os nossos adversários sofrem ultimamente). Quero, no entanto, realçar a reação do Sporting às duas desvantagens, tendo mesmo merecido chegar à vantagem, e a atitude do Marítimo, que lutou até ao fim, mantendo boa organização defensiva sem descurar as hipóteses de ataques rápidos, onde foi sempre perigoso. Considero ainda que esta equipa do Sporting, com confiança, não precisa de reforços, porque tem muita qualidade, no entanto continuo a insistir que se deveria ter um modelo alternativo, porque muitas equipas já sabem como pressionar, e quem pressionar para parar esta equipa leonina de Jorge Jesus. Até eu já sei e não sou nada que se pareça com um treinador.

E para terminar, quero deixar uma opinião sobre o Gelson que talvez vá irritar muitos sportinguistas, e vou dá-la exactamente agora, precisamente porque ele marcou um golo. Ele será um jogador de topo quando conseguir definir melhor os lances junto à área (bem sei que é um dos melhores a assistir para golo, mas teve muitas mais, que conseguiu inventar pela sua qualidade de drible, em que não definiu bem), e melhorar a finalização. Com isto será mais um fora de série, porque grande jogador já é.

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Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o ENORME Sporting Clube de Portugal.                                                                                                                                                 O Nuno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.